Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Agora sou também jornalista

Apesar de vocacionado para o exercicio de ensinar pessoas, lapidar mentes, transformar seres humanos brutos em gente civilizada e em especial, ser chamado de professor, sempre me negaram tal adjetivo. Diziam e dizem os “amigos” da onça: “-Você é um professor de ocasião.” Isto sempre me magoou bastante. Agora no entanto, por ter estas e outras qualidades, sou também, apesar de muitos rugidos contra, Jornalista. Isso mesmo amado estimado, idolatrado e tantos outros ...ados leitor destas mal traçadas linhas. Você esta lendo o meu primeiro artigo como jornalista não profissional, mas jornalista. O supremo me deu ganho de causa, e a tantos outros vocacionados para o exercício da comunicação. E não me venha com xurumelas e lenga lenga como diria o outro. O supremo tem razão sim. Se não vejamos:

“O STF decidiu que a exigência do diploma para jornalistas fere a liberdade de expressão, um direito garantido pela Constituição.” Isso mesmo, para se expressar em algum meio de comunicação tem que ser jornalista e se não fosse assim nós não poderíamos estar escrevendo diariamente nesta página que já se tornou o xodó de muitos leitores, não é mesmo?

No julgamento, o Supremo decidiu que a exigência do diploma para jornalistas fere a liberdade de expressão, um direito garantido pela Constituição. Como poderia expressar minhas queixas, opiniões, bajulações, pareceres etc. etc. e tal não sendo jornalista e para isso ter que ralar quatro ou cinco anos em bancos acadêmicos enquanto outros não o fizeram. A lei além de ser igual para todos tambem me permite o direito de me expresar e disso não abro mão.

“Em se tratando de jornalismo, atividade umbilicalmente ligada às liberdades de expressão e de informação, o Estado não está legitimado a estabelecer condicionamentos e restrições quanto ao acesso à profissão e respectivo exercício profissional”, declarou o relator Gilmar Mendes. Isso mesmo o meu exercício de escrever não pôe em risco a vida de ninguém. Pode até por em risco a cultura, já que neste próprio texto que você está lendo agora deve haver vários erros ortográficos. Tudo bem, é coisa de iniciante. Sabe? Estou meio sem jeito é meu primeiro dia com o título de jornalista. Mas vou romper essas pequenas barreiras profissionais.

“Não se pode fechar as portas dessa atividade comunicacional, que em parte é literatura, arte, muito mais do que ciência, muito mais do que técnica. Não se pode fechar a atividade jornalística para expoentes”, defendeu Carlos Ayres Britto, ministro do STF. Está corretíssimo o ministro Ayres Britto. Você mesmo caro escriba dono deste blog e muitos outros colaboradores inclusive eu. Nossas matérias informativas são escritas com a intenção de cativar o leitor e informá-lo também. Colocamos dentro das mesmas toda nossa emoção e criatividade par penetrar na alma e no consciente do leitor e às vezes obtemos êxito. Mesmo até ante ontem, quando ainda não éramos ainda ártifices desta nobre profissão. Que bom agora o somos e quase nada mudou. Com ou sem diploma, estamos na luta e cada vez melhor. É a nossa veia literária, é o nosso DNA machadiano, alencarino e de tantos outros gênios da literatura brasileira e até universal, pulsando em nossas mentes e desejosos de ser contemplado com um minuto da atenção de tantos leitores ociosos que preferem ver televisão e ouvir bandas de “forrós-chulos” Veja que aqui já até criei um novo vocábulo.

Ministros também defenderam que um jornalista não precisa de conhecimento técnico específico para o exercício da profissão. “O curso de jornalismo, portanto, não garante eliminação das distorções e dos danos recorrentes do mau exercício da profissão, que são atribuídos a deficiências de caráter, de retidão e ética”, afirmou Cezar Peluso, ministro do STF. E o sr. Peluso arremata concluindo o que sempre pensei. Nem vou mais repetir. Esta tudo aí acima.

“Penso que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional que repercute na vida dos cidadãos”. (Marco Aurélio de Mello) . Somente o sr. Marco Aurélio Melo não concorda com tudo isso. Que bom que ele é minoria.

Tenho dito... E sempre!!!

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