Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Aos amigos leitores de 2012

Tudo de bom... Mas tudo de bom mesmo...  Que continuemos juntos em 2013... Estarei aqui esperando todos vocês... Venham logo... logo... Não demorem... Por favor... E tragam também uma boa curriola de amigos para se viciarem aqui também...



Tenho dito... E sempre!!!


2012... Retrô...

É meu caro leitor destas mal traçadas linhas... Falta pouquinho tempo para findar este ano de lutas e vitórias... Lutas foram várias: 

Luta do sertanejo que não teve um inverno bom e consequentemente uma colheita deficitária... 

Luta do criador para sustentar sua pequena boiada diante de uma das maiores secas já registradas por estas bandas... 

Luta do funcionário que teve criminosamente seus salários atrasados por causa de má gestão de um patrão descompromissado com a coletividade e ao que parece muitíssimo comprometido com uma pequena elite medíocre e bajuladora...

Luta do comerciante formal para vender e tocar a economia de uma cidade quase em ruínas...

Luta do pequeno empreendedor que diuturnamente sua a camisa debaixo de sol causticante nas feiras livres para sustentar sua família...

Lutas... lutas... e mais lutas... Foi o que vemos... durante todo este ano de labor do cidadão eleitor contribuinte (Royalties para Helio Fernandes da Tribuna da Imprensa...)

E estas lutas não darão trégua somente por que 2012 chegará ao fim daqui a algumas horas... Ano que vem, tem mais... Não podemos baixar a guarda...

Mas é possível que diante de tudo isso, grande parte da população tire algumas lições para encarar o futuro que de forma alguma não nos levará ao paraíso, muito pelo contrário... Muito trabalho há pela frente...

Na política um fato incomum: Uma chapa unicamente feminina  vence as eleições municipais e pela primeira vez a exemplo do pais, a  cidade será governada por uma mulher. Que este governo traga os progressos usurpados pelos governantes incompetentes, irresponsáveis e por que não dizer corruptos desta terra nos últimos cinquenta anos, e que a transformaram numa cidade que notoriamente tal qual rabo de cavalo só tem crescido para baixo?

É preciso um salto de qualidade de vida, social, econômica, educacional e política para que esta gente se orgulhe de caminhar pelas ruas... Cabeças erguidas... Peito para frente... Não por orgulho barato de se achar pertencente a esta ou aquela casta... Mas um orgulho coletivo... Orgulho este, que esteja no viver do preto, do branco, do azul, do amarelo, do incarnado, do verde, etc... etc... etc.. 

Orgulho de ser nascido em uma terra que prospera de maneira uniforme, com a renda e os progressos atingindo a todos e não somente a pequenos grupinhos de burgueses bem nascidos economicamente...

Orgulho de ver, do centro ao mais distante bairro da periferia ares de progresso... Ruas limpas, povo educado... Comercio efervescente... e por aí vai...

É essa cidade que sonho para a partir de 2013 morarmos...

E o tabuleiro já está armado... É só os começarmos a mexer as peças para rumar nesta direção... Aposto com algumas restrições, é claro, neste time de jogadores... Mas assim é a democracia... Que as peças principais do tabuleiro se movam e deem um Xeque mate no marasmo social, político, educacional e econômico que aqui se instalou tal qual traças em uma biblioteca abandonada...

Tenho dito... E sempre!!!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Ray Conniff - Mona Lisa

RUY MAURITY - NEM OURO, NEM PRATA

Dragões de Piripiri... - Repercussão do show

Saiu no blogue Coreau na mídia. Clique aqui para ler... E aqui para ler no blogue dignow...

Quebrando o jejum...


Faziam... Eu disse: Faziam quatorze anos que não adentrava ao Coreaú Social Clube para uma festa. É que a qualidade musical das bandas nos últimos tempo tem sido de provocar náuseas nos estômagos mais resistentes... Pois bem:

Quebrei o jejum... A super banda “Os Dragões de Piripiri” que se apresentou ontem em Coreaú, me fizera perder uma noite de sono e ganhar um domingo com uma boa ressaca... 

Mas valeu muito a pena. A boa companhia dos imortais da Academia Palmense de Letras-APL, Eliton Meneses e sua esposa Auricelia Souza Fontenele, Fermando Machado de Albuquerque e sua esposa Rosilange Freire Fernandes e do colega professor Nataniel Albuquerque e sua esposa Joice compensaram e muito o “sacrifício” de curtir e dançar música de qualidade que não ouvia em festas já faziam uns quinze dezembros... 

Melhor ainda é que, ao que parece, todos curtiram bastante. E como diz o matuto, balançando o esqueleto... Ninguém! Eu disse: Ninguém,  da turma ficou parado... Acho que para nós todos a noite valeu por uma semana de exercícios em uma academia...

Tenho dito... E sempre!!!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Já vi muito isso... Por várias vezes em trinta anos... Mas nunca tinha feito isso...

1. Já vi isso em 1983... 1992... e agora em 2012...  Clique aqui para ver e ler também, senão novamente...

2. Já vi isso em 1983... 1992... e agora em 2012 - Parte II... Clique aqui para ver e ler também senão novamente...

Pois bem: Mas... Eu nunca tinha feito, e, duvido que o amigo leitor também o tenha, nos últimos trinta janeiros... A cena é bela apesar de trágica, para não dizer patética... Transitei com meu "Trabant" por todo o leito seco dos dois açudes que ficam próximos à nossa urbe. Estão ambos secos. O que mais próximo da cidade fica está completamente e as fotos denunciam isso claramente. Já o outro mais afastado ainda resta uns poços lamacentos de água onde alguns pássaros tentam sobreviver dividindo o que lá ainda resta de peixes com alguns pescadores necessitados que insistem em arrancar da lama alguma piaba para a sagrada mistura do baião de dois... A cauda disso eu já falei aqui e o amigo navegante (royalties para o jornalista Paulo Henrique Amorim) pode ler nos links no início desta postagem... "Incompetência administrativa e descaso reinante nos últimos cinquenta anos..." Só isso e nada mais... Numa oportunidade destas as duas bacias, se aproveitando o vazio das mesmas fossem aprofundadas em um metro por toda as suas extensões nunca mais veríamos esta cenas que vos mostro logo abaixo nestas fotos que como já disse, seriam belas se não fossem trágicas...

Tenho dito... E sempre!!!

 Leito do Açude Novo - Foto By Manepa 29.12.2012
  Leito do Açude Novo - Foto By Manepa 29.12.2012
 Trabant transitando no  leito do Açude Novo - Foto By Manepa 29.12.2012
  Leito do Açude Novo - Foto By Manepa 29.12.2012
  Leito do Açude Novo - Foto By Manepa 29.12.2012
  Leito do Açude Novo - Foto By Manepa 29.12.2012
  Leito do Açude Novo - Foto By Manepa 29.12.2012
 Leito do Açude Novo - Foto By Manepa 29.12.2012

Agradecendo...

Sobre matéria ontem postada aqui sob o título de Pé frio... Clique aqui para ler novamente...


E passou: Hoje o gerente da Loja Macaví, Sr. Júlio quando por mim procurado e colocado a par do problema, simplesmente falou. -Pois sr. Manuel, traga que eu troco... Como já estava com a danada postada sobre as costas do Trabant, foi simplesmente tirar e receber uma novinha em folha. E tomada que não dê mais problemas... Senão será Zica pura... Tenho dito.... E sempre!!! Parabens às Lojas Macavi pelo trato que me foi prestado. Ao gerente Júlio e à vendedora super simpática Wisla meus sinceros parabens e votos de muita paz e felicidades por todo o sempre... Que Deus seja proteção a eles e seus próximos... Sempre!!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Agora é a sua vez cara pálida...

Clique aqui para ler mais...

Visitantes...?


Notou-se nos últimos dias a vigília constante de visitantes na cidade. E não é parentes de quem por aqui mora não... Segundo as “boas” línguas é um consórcio de credores sem registro no Bacen... Fazendo o quê eu não sei. Nem me disseram... E eu nem quis saber...

Pois bem: E por que eu estava no finalzinho de tarde em conversa com um malandro boa praça que já atuou no ramo (será que ainda não atua?) que rindo me falou:

Pois bem 2: -Manezim... Dívida perdida de cem conto eu compro por vinte...

Pois bem 3: -Mas se está perdida como podes comprar por vinte? Indaguei curioso..

Pois bem 4: Ele respondeu... -Perdida para o primeiro credor... Melhor ganhar vinte do que nada não é mesmo?

Pois bem 5: -Não sei... Respondi timidamente... E fui um pouco mais além: -Mas como vais pagar vinte por algo perdido...?

Pois bem 6: -E que eu tenho excelentes cobradores.... rsss.

Pois bem 7: -Posso garantir uma coisa... O sarcasmo do sorriso for extremo...

Pois bem 8: -Meus cobradores adoram se espreguiçar numa poltrona diante de um devedor...

Pois bem 9: Diante de minha cara de espanto sobre um cobrador se espreguiçando na frente de um endividado, ele explicou detalhadamente e com o mesmo sarcasmo no sorriso...

Pois bem 10: -E que ao se espreguiçar, o cobrador estica tanto os ombros para cima que a blusa sobe até o umbigo mostrando ao devedor que, ou paga, ou a forja niquelada cobra de maneira mais dolorida...

Pois bem 11: -Aí eu vi que o cara era dos profissionais...

Tenho dito... E sempre!!!

Em e-mail do colega Elitom Meneses, o engenheiro... me chega...


Como se montou a prova do “maior escândalo da história da República”. E por que essa “prova” é falsa e precisa ser revista pelo STF



Vale a pena ver de novo. Está no YouTube (http://youtu.be/-smLnl-CFJw), nos votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) do dia 29 de agosto, no julgamento do mensalão. A sessão já tinha 47 minutos. Fala o ministro Gilmar Mendes. Ele esclarece que tratará da “transferência de recursos por meio da Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (CBMP)”. Diz, preliminarmente, que, a seu ver, “se cuidava” de recursos públicos. Faz, então, uma pausa. E adverte ao presidente da casa, ministro Ayres Britto, que fará um registro. De fato, é uma espécie de pronunciamento ao País.


Ele diz que todos que tivemos alguma relação com esta “notável instituição” que é o Banco do Brasil “certamente ficamos perplexos”. Lembra que o revisor, Ricardo Lewandowski, “destacou que reinava uma balbúrdia” na diretoria de marketing do banco e completa dizendo que parecia ser uma balbúrdia no próprio banco como um todo. A seguir, ergue a cabeça, tira os olhos do voto que lia meio apressadamente, encara seus pares. E diz cadenciadamente: “Quando eu vi os relatos se desenvolverem, eu me perguntava, presidente: o que fizeram com o Ban-co-do-Bra-sil?”

Então, põe alguns dedos da mão esquerda sobre os lábios e explica: “Quando nós vemos que, em curtíssimas operações, em operações singelas, se tiram desta instituição 73 milhões, sabendo que não era para fazer serviço algum…” Neste ponto, parece tentar repetir o que disse e fala engolindo pedaços das palavras: “E se diz isso, inclus… [parece que ele quis dizer inclusive] não era para prestar servi [serviço, aparentemente].” E conclui, depois de pausa dramática, ao final separando as sílabas da palavra para destacá-la: “Eu fico a imaginar [...] como nós descemos na escala das de-gra-da-ções.”
RB vê a narrativa do ministro de outra forma. Foi um dramalhão, um mau teatro. Mas, a despeito do grotesco, a tese central do mensalão é exatamente a encenada pelo ministro Mendes. E só foi possível aos ministros do STF concordar com ela porque se tratou de um julgamento de exceção. Um julgamento excepcional, feito sob regras especiais, para condenar os réus.

Esta tese diz que, sob o comando de Henrique Pizzolato, o então diretor de marketing e comunicação do BB, foi possível tirar, graças a uma propina que ele teria recebido, 73,8 milhões de reais para que uma trinca de quadrilhas comandadas pelo ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, comprassem deputados.

Deixaram os advogados da defesa falar por apenas uma hora em agosto. E os ministros falaram por mais de dois meses, com uma espécie de promotor público, o ministro Joaquim Barbosa, brandindo a regra de condenar por indícios, e não por provas, réus a quem foi negado um dos princípios históricos do direito penal, o da presunção da inocência.

E deu no que deu. A tese central do mensalão é tão absurda que ainda se espera que o STF possa revogá-la. Ela diz que foram desviados para o PT os tais 73,8 milhões de recursos do BB para comprar sete deputados e aprovar, por exemplo, a reforma da Previdência, que todo mundo sabe ter passado com apoio da direita não governista sem precisar de um tostão para ser aprovada.

Dos autos do processo, com aproximadamente 50 mil páginas, cerca de metade é dedicada a três auditorias do BB sobre o uso do Fundo de Incentivo Visanet (FIV), do qual teriam sido roubados os tais milhões. Pois bem: em nenhuma parte, nem em uma sequer das páginas dessas gigantescas auditorias, afirma-se que houve desvio de dinheiro do banco.

Nem o BB nem a Visanet processaram Pizzolato até agora. Simplesmente porque, até agora, não se propuseram a provar que ele comandou o desvio, nem mesmo se houve o desvio. E também porque está escrito explicitamente nos autos que não era ele quem ordenava os adiantamentos de recursos para a empresa de propaganda DNA, de Marcos Valério, fazer as promoções.

O adiantamento de recursos à DNA era feito não pela diretoria que ele comandava, a Dimac, mas por um funcionário da Direv, a diretoria de varejo. Esta diretoria era, com certeza, a grande interessada na venda dos cartões, o que, aliás, fez com raro brilho, visto que o BB desbancou o Bradesco, o sócio maior da CBMP, na venda de cartões de bandeira Visa.

Nesta edição, na matéria a seguir, “Um assassinato sem um morto”, Retrato do Brasil mostra um documento reservado da CBMP, preparado por um grande escritório de advocacia de São Paulo para ser encaminhado à Receita Federal, no qual a companhia lista todos esses trabalhos, que confirma informações constantes das outras três auditorias do BB. Porém, acrescenta um dado essencial: mostra que a empresa tem os recibos e todos os comprovantes — como fotos, vídeos, cartazes, testemunhos — atestando que os serviços de promoção para a venda de cartões de bandeira Visa pelo BB foram realizados. Ou seja, que não houve o desvio.

A tese do grande desvio que criou o mensalão surgiu na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios já no início das investigações, em meados de 2005, quando se descobriu que Henrique Pizzolato estava envolvido no esquema do “valerioduto”. E ganhou forma acabada no relatório final desta comissão, entregue à Procuradoria da República em meados de abril de 2006.

O então procurador-geral Antônio Fernando de Souza, menos de uma semana depois, encaminhou a denúncia ao STF, onde ela caiu sob os cuidados do ministro Joaquim Barbosa. O que Souza fez de destaque na denúncia foi tirar da lista de indiciados feita pela CPMI, na parte que apresentava os que operavam o FIV no BB ou que poderiam ser vistos como responsáveis pelo desvio, todos os que não eram petistas. Souza — não ingenuamente, deve-se supor — retirou da lista de indiciados todos os que vinham do governo anterior, do PSDB, entre os quais o diretor de varejo, que tinha, no caso, o mesmo, ou até mais alto, nível de responsabilidade de Pizzolato. E excluiu também o novo presidente do banco, Cássio Casseb, um homem do mercado.

Pé frio mais queda de qualidade

Pe frio é isso aí... Depois de muito relutar em aderia às TVs Slim, adquiri em 01 de dezembro de 2012 uma Semp Toshiba LC 4055 FDA 40". Deu pane na tela ontem dia 27 de dezembro menos de um mes de uso. Do outro lado da linha ligando para uma autorizada a moça disse que o prazo de atendimento é de aproximadamente um mes. A confiança em uma marca que já se mostrou ser o fusquinha (nunca quebar) das tvs começou a cair... Vou esperar a conclusão do atendimento para dar o veredicto final... Tenho dito... E sempre!!!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

FARSA DA BOA PREGUIÇA.wmv

Natal... 25 de dezembro de 2012

Foi assim:

 Colhendo coco babaçu - Foto: Jose Maria
 Palmeira babaçu - Foto - Manepa
 Boiada de dez unidades... Foto- Manepa
 O olho do 'dono?" é que engorda o rebanho - Foto - José Maria
 Sertão - Foto - Manepa
 Ninho do Casaca de Couro - Foto - Manepa
 Mandacarú - Foto - Manepa
 Pereiro - Foto - Manepa
 Sertão II - Foto Manepa
Sertão III Foto - Manepa

Duelo

Adolfo, Bispo de Argel - Marmande, 1861 11 

Só é verdadeiramente grande aquele que, considerando a vida como uma viagem que o deve levar a um destino certo, faz pouco caso das contrariedades do caminho e dele nunca se desvia. De olhos fixos na meta a que se destina, pouco lhe importa se os obstáculos e os espinhos do caminho podem lhe causar danos, já que eles apenas o roçam sem o ferir e não o impedem de avançar. Arriscar a vida em duelo para se vingar é uma injúria, é recuar diante das provações que tem que passar. É sempre um crime aos olhos de Deus. Se não fôsseis enganados, como sois, pelos vossos preconceitos•, o veríeis como uma coisa ridícula e uma suprema loucura aos olhos dos homens. 

É crime o homicídio pelo duelo; até mesmo a vossa legislação o reconhece. Ninguém tem o direito, em nenhum caso, de tirar a vida de seu semelhante. É crime aos olhos de Deus, que vos indica vossa linha de conduta. Neste caso, mais do que em qualquer outro, sois juízes em causa própria. Lembrai-vos de que sereis perdoados conforme o que perdoardes. Pelo perdão vos aproximais da Divindade, pois a clemência é irmã do poder. Enquanto uma gota de sangue correr na Terra pela mão do homem, o verdadeiro reino de Deus não terá chegado, reino de paz e de amor que deverá afastar para sempre de vosso Planeta o rancor, a discórdia e a guerra. Então, a palavra duelo existirá em vossa língua apenas como uma lembrança vaga e distante de um passado que não existirá mais, e os homens só admitirão disputar entre si, em competições, a nobre prática do bem.

Santo Agostinho - Paris, 1862 12 

O duelo pode, sem dúvida, em alguns casos, ser considerado como uma prova de coragem física, de desprezo pela vida, mas é de forma indiscutível a prova de uma covardia moral semelhante ao suicídio: o suicida não tem a coragem de encarar de frente as contrariedades e aflições da vida, e o duelista não a tem para suportar as ofensas. O Cristo não vos disse que há mais honra e coragem em oferecer a face esquerda àquele que bateu na direita do que em se vingar de uma injúria? Cristo não disse a Pedro no Jardim das Oliveiras: Coloca a tua espada na bainha, pois aquele que matar pela espada, pela espada morrerá? Por estas palavras, Jesus não condena o duelo? De fato, meus filhos, que coragem é essa, nascida de um caráter violento, sanguinário e colérico, que reage à primeira ofensa?

Onde está, então, a grandeza da alma daquele que, à menor injúria, quer lavá-la em sangue? Mas que ele trema! porque sempre, no fundo de sua consciência, uma voz lhe gritará: “Caim! Caim! Que fizeste de teu irmão?” “Foi necessário sangue para salvar minha honra”, dirá ele a essa voz. Mas ela lhe responderá: “Tu quiseste salvá-la diante dos homens pelos poucos instantes que te restavam a viver na Terra e não pensaste em salvá-la perante Deus!” Pobre tolo! Quanto sangue o Cristo vos pediria por todas as ofensas que Lhe tendes feito! Não somente O machucastes com os espinhos e a lança, não somente O pregastes na cruz infamante, mas ainda em meio à agonia, Ele pôde escutar as zombarias que Lhe foram dirigidas. Que reparação, após tantas ofensas, vos pediu Ele? O último grito do Cordeiro foi uma prece para seus carrascos. Tal como Ele, perdoai e orai por aqueles que vos ofendem. 

Amigos, lembrai-vos deste preceito: Amai-vos uns aos outros, e, então, ao golpe dado pelo ódio, respondereis com um sorriso, e, à ofensa, com o perdão. Sem dúvida, o mundo se voltará furioso contra vós e vos chamará de covardes. Elevai a cabeça bem ao alto e mostrai que a vossa fronte também não receia ser coroada de espinhos a exemplo do Cristo. No entanto, que vossa mão nunca queira ser cúmplice de um homicídio, que permite, digamos, uma falsa aparência de honra, mas que é apenas orgulho e amor-próprio. Ao vos criar, Deus vos deu o direito de vida e de morte uns aos outros? Não! Esse direito somente a Natureza o tem, para se reformar e se reconstruir a si mesma, mas quanto a vós, nem sobre o vosso corpo tendes direitos. Como o suicida, o duelista estará marcado de sangue quando comparecer perante Deus e, tanto sobre um como sobre o outro, a Soberana Justiça atuará em longos e dolorosos sofrimentos. Se Ele ameaçou com sua justiça aquele que dissesse a seu irmão: És louco, quanto mais não será severa a pena para aquele que se apresentar diante d’Ele com as mãos
manchadas do sangue de seu irmão!


Um Espírito Protetor - Bordeaux, 1861 13 

O duelo, que antigamente se chamava de julgamento de Deus, é um desses costumes bárbaros que ainda têm vestígios na sociedade. O que diríeis vós, entretanto, se vísseis mergulhados os dois adversários em água fervente ou submetidos ao contato do ferro em brasa, para decidirem entre si a disputa, e dar razão àquele que suportasse melhor a prova? Vós chamaríeis a esses costumes de insensatos. O duelo é ainda pior que tudo isso. Para o duelista habilidoso, perito na arte, é um assassinato praticado a sangue frio, com toda ação planejada; pois ele está certo do golpe preciso que dará. 

Para o adversário, quase certo de morrer em razão de sua fraqueza e de sua inabilidade, é um suicídio cometido com a mais fria reflexão. Bem sei que, muitas vezes, se procura evitar essa alternativa, igualmente criminosa, elegendo-se o acaso como juiz. Mas, então, não é isto, de uma outra forma, voltar ao que se chamava julgamento de Deus, da Idade Média? E ainda naquela época éramos infinitamente menos culpados. Até mesmo a denominação, julgamento de Deus, indicava uma fé, ingênua, é bem verdade, mas enfim uma fé na justiça de Deus, que não podia deixar morrer um inocente, enquanto, num duelo, tudo se lança à força bruta, de tal maneira que o ofendido é quem geralmente morre.

Estúpido amor-próprio, tola vaidade e louco orgulho! Quando os trocareis pela caridade cristã, pelo amor ao próximo e a humildade, das quais o Cristo deu o exemplo e o ensino? Somente então desaparecerão esses costumes monstruosos que ainda governam os homens e que as leis são impotentes para reprimir, pois não basta impedir o mal e exigir o bem; é preciso que o princípio do bem e do horror ao mal estejam gravados no coração do homem. 

Francisco Xavier - Bordeaux, 1861 14 

Que opinião terão de mim, dizeis freqüentemente, se recuso a tirar satisfação que me é cobrada, ou se não a exigir daquele que me ofendeu? Os loucos, como vós, os homens atrasados, vos censurarão, mas os que são esclarecidos pela chama do progresso intelectual e moral dirão que agistes com verdadeira sabedoria. Refleti um pouco: por uma palavra muitas vezes dita sem querer, ou até mesmo inofensiva, da parte de um dos vossos irmãos, o vosso orgulho já fica machucado, vós lhe respondeis de uma maneira agressiva e acontece a provocação. Antes de chegar ao momento decisivo, perguntai-vos se agistes como cristão? Que contas prestareis à sociedade se a eliminais de um de seus membros? Pensai no remorso de ter tirado o marido a uma mulher, um filho à sua mãe, às crianças o seu pai e com ele o sustento delas? Certamente aquele que fez a ofensa deve uma satisfação. Mas não é mais honroso para ele dá-la espontaneamente, reconhecendo seus erros, do que arriscar a vida daquele que tem o direito de se queixar? Quanto ao ofendido, concordo que, algumas vezes, pode se encontrar gravemente atingido, seja em sua pessoa, seja em relação àqueles que lhe são caros.

Não é somente o amor-próprio que está em questão. O coração está também ferido e sofrendo, mas, além de ser estupidez jogar sua vida contra um miserável, capaz de infâmias, mesmo que morto o infamante, deixará, por isto, a afronta de existir? Não é certo que o sangue derrama do produzirá mais barulho sobre um fato que, se for falso, deve esquecer-se por si mesmo e que, se for verdadeiro, deve se esconder no silêncio? Resta-lhe, portanto, a satisfação da vingança executada, nada mais. Triste satisfação que, freqüentemente, já nesta vida deixa insuportáveis remorsos! E se o ofendido morre, onde estará a reparação? 

Quando a caridade for a regra de conduta dos homens, eles de verão ajustar seus atos e palavras ao ensinamento de Jesus: Não façais aos outros o que não quereríeis que vos fizessem. Aí, então, desaparecerão todas as causas de desavenças e, com elas, os duelos e também as guerras, que não passam de duelos entre povos!

AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

Agostinho - Bordeaux, 1861

O homem do mundo, o homem feliz, que por uma palavra ofensiva, um motivo insignificante, arrisca a vida que recebeu de Deus, e arrisca a vida de seu semelhante que pertence a Deus, é cem vezes mais culpado do que o miserável que, empurrado pela cobiça, algumas vezes pela necessidade, se introduz em uma casa para roubar e mata aqueles que tentam impedi-lo. Esse último é quase sempre um homem sem educação, que tem apenas noções imperfeitas do bem e do mal, enquanto o duelista pertence sempre à classe mais esclarecida. Um mata brutalmente; o outro, com método e regras definidas, o que faz com que a sociedade o desculpe. Acrescento ainda que o duelista é infinitamente mais culpado que o infeliz que, levado por um sentimento de vingança, mata num momento de desespero. O duelista não tem de modo algum como desculpa o sentimento da violenta emoção, pois
que, entre o insulto e a reparação, existe sempre um tempo para se refletir. Ele age, portanto, fria e planejadamente. Tudo é calculado e estudado para matar com mais segurança seu adversário. É bem verdade que ele arrisca sua vida, e é isso o que justifica o duelo aos  olhos do mundo, porque vêem nele um ato de coragem e de desprezo pela própria vida. Mas existirá verdadeira coragem quando se está seguro de si? O duelo data dos tempos selvagens, quando o direito do mais forte era a lei. Ele desaparecerá com uma análise mais criteriosa e justa do que é o verdadeiro ponto de honra e à medida que o homem tiver uma fé mais viva na vida futura.

Nota: Os duelos tornaram-se cada vez mais raros e se ainda vemos de vez em quando alguns dolorosos exemplos, o seu número não é mais comparável ao que foi no passado. Antigamente, um homem não saía de casa sem prever um confronto e conseqüentemente sempre tomava suas precauções. Um sinal característico dos costumes daqueles tempos e dos povos era o uso do porte habitual, de forma visível ou não, das armas defensivas e de ataque. A abolição desse uso já testemunha o abrandamento dos costumes e é curioso seguir-se a escala, desde a época em que os cavaleiros somente cavalgavam com armaduras de ferro e armados de lança até o uso simples da espada, tornada mais tarde apenas um enfeite, um acessório de nobreza e não uma arma agressiva. Uma outra característica do abrandamento dos costumes é que, antigamente, os combates pessoais aconteciam em plena rua, diante da multidão que se afastava para deixar o campo livre, e, hoje, se ocultam. Hoje, a morte de um homem é um acontecimento que provoca emoção, enquanto, antigamente, ninguém lhe dava atenção. O Espiritismo apagará esses últimos vestígios de selvageria, colocando na mente dos homens o espírito de caridade e de fraternidade.

Retirado da obra O evangelho segundo o espiritismo. de Alan Kardec

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MÁRCIO GREYCK - O MAIS IMPORTANTE É O VERDADEIRO AMOR

Bodas de saudades... Será?

Vinte e um sóis se passaram desde que neste exato momento em que grafo estas mal traçadas linhas, chegando em casa vindo de mais um dia de entrega à mais desenfreada boemia, Tião viu um brilho... Um brilho forte... Um brilho de estrela... Um brilho inexplicável...

Atordoado, Tião não teve outra atitude... Obersvou à distância querendo se aproximar da exetrema beleza estrelar... Pasmo ficou... Durante muito tempo...

Anoitecera e era Natal... Com uma dúzia de sóis a menos nas costas Tião se recorda do vigor físico e da paixão desenfreada de outrora... Não daria noutra coisa... Cantou para si mesmo e baixinho "Juramento de Playboy" Largaria tudo... tudo... tudo...

Mas o que sobrava de juventude faltava de prudência e perseverança... Junte se a isso tudo orgulho... Muito orgulho... Ah esta praga que desmonta a humanidade e faz sofrer mundo a fora tantos... tantos... e mais tantos...

Mas deu certo... A princípio... Tião vivera momentos e mais momentos de mais extrema alegria, felicidades e planos... Mesmo naqueles tempos bicudos...

Mas como todo ser humano... Tião também errara... E o destino não o poupou por tão crasso erro...

Afastara-se do brilho estrelar onde tivera dias de claridade para novamente cair na boemia e trilhar as escuras vielas solitárias de um mundo desconhecido...

Uma estrelha a brilhar ficara para trás. Bem para trás... Mas o quê fazer agora?

Voltar? Tentara... Mas sempre encontrava o destino sempre a colocar algum entrave desfavorecendo esta busca incessante...

As solitárias noites do pretérito que o digam... um torvelhino de saudades e arrependimento, martirizava e transformava-o num desafortunado do amor como diz o matuto...

Mas a busca não cessou... não cessará... Erros... Quem já não errou? Atire a primeira pedra então...  E se ao invés do erro for acerto... Já não é sem tempo... Deve ainda haver sóis a esperar...

Tenho dito... E sempre!!! 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Da série: Quando falta a racionalidade

Clique aqui e saiba mais.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Da série:

Para quem achou que já estava na hora aguardem mais um pouquinho... E para quem ficou 

aliviado, comece a ficar tenso  novamente... Mas nada de pânico. A vida é adrenalina pura...

Clique aqui para ler mais...

E por que é início de final de semana... Nada melhor do que ouvir Fagner - Lembrança de um beijo - 1999 - Vídeoclipe

Para vocẽ que buscou tanta aquele melodia mas não encontrou...

Pegue o vídeo do "yutoba" e vá para esta página que on line retira o áudio e voce faz a festa.

Clique aqui e vá diretamente para ela.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Em e-mail de Engenheiro Elitom Meneses

CARTA A UM HISTORIADOR DE UM TEMPO FUTURO


LULA MIRANDA - Poeta, cronista e economista. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa e Fazendo Média

Distinto historiador, remeto-lhe essa missiva, em formato de crônica, numa última e extemporânea tentativa de comunicação, pois o diálogo com meus contemporâneos tornou-se impossível. Sinto-me, nos dias de hoje, como que pregando num deserto. Todos os corações e mentes estão ou anestesiados pela alienação e indiferença ou tomados pela paixão da ideologia e do partidarismo – ouvidos já não escutam, olhos já não veem, cérebros já não pensam. Os que não têm a visão embaçada pelas paixões, pelo preconceito ou pelos seus próprios interesses pessoais, partidários e/ou de classe, parecem estar hipnotizados pelas reiteradas mentiras, intrigas e manipulações veiculadas diuturnamente pela TV, pelos rádios, pelos jornais e revistas desse país. As instituições, bastante comprometidas, apodrecem em silêncio, nas sombras. Não tenho mais, pois, a quem recorrer.

Sei que a história é sempre contada pelos vencedores, mas ouso passar-lhe, sub-reptícia e humildemente, a visão de um perdedor (sinto-me esmagado e derrotado pela infâmia e pela ignomínia desses tempos de anomia e lassidão).

Sei também que os historiadores analisam, em seu trabalho de pesquisa, os jornais e revistas publicados no período estudado. Por isso, aqui vai uma advertência: não faça isso ao se debruçar sobre o período que engloba os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff.

Os jornais diários e as revistas semanais mentiram e mentem. Mentiram e mentem de modo desavergonhado, reiteradamente. Mentiram, distorceram, carregaram nas tintas, exerceram uma crítica capciosa e propugnaram uma moral seletiva. Manipularam os fatos de modo constrangedor, inacreditável, inaceitável. De sorte que, se alguém me contasse, estando eu aí no seu papel de historiador, ou até mesmo de mero observador dos fatos, eu também não acreditaria.

Aviso-lhe, pois: não acredite no que está escrito nas páginas de diários como a "Folha de S. Paulo", "O Estado de S. Paulo" ou "O Globo". Não acredite piamente no que dizem jornalistas como Merval Pereira, Dora Kramer, Eliane Cantanhêde, Ricardo Noblat, dentre tantos. São  prepostos de eminências pardas. Seus patrões ganharam esses verdadeiros impérios das comunicações como "prêmio" da ditadura militar. São sabujos dos poderosos. E se aprazem na condição de vigias e zeladores do status quo.

À opinião dos jornalistas citados procure ao menos contrapor a de outros mais isentos, qualificados e ponderados como  Mauro Santayana (sim, aquele mesmo que escrevia os discursos do ex-presidente Tancredo Neves), Mino Carta, Luis Nassif, Bob Fernandes e Paulo Moreira Leite – esses são, asseguro-lhe, mais isentos e equidistantes. Por via das dúvidas, consulte  Jânio de Freitas – um dos últimos dignos. Mas se quiser testemunho de alguns intelectuais, e não de homens da imprensa, leia os textos de Cândido Mendes e do professor Jose de Souza Martins, definitivos.

Portanto, prezado historiador, pode registrar aí em suas anotações de campo: o governo do presidente Lula não foi o mais corrupto governo da história do Brasil. Não foi. Isso é uma deslavada mentira. Daquelas que, estratégica e ardilosamente, repetem inúmeras vezes, na tentativa de que sejam perpetradas, como se verdade fora.

Repito, enfaticamente, com a intenção de desconstruir/desfazer uma ignomínia, uma injúria, uma injustiça: é mentira!

Ao contrário, ele, presidente Lula, reaparelhou a Polícia Federal, criou a CGU e contratou mais auditores para o Tribunal de Contas da União do que qualquer outro governo. Pode pesquisar: a PF nunca atuou tanto e prendeu tanta gente (inclusive gente da alta sociedade e do próprio partido do presidente). Observe o aumento do contingente de policiais federais nesse governo. Sim, há corruptos e corruptores em todos os partidos e classes sociais. Hipocrisia à parte, esse mal é como um câncer que se alastra por toda a sociedade. É preciso combatê-lo. O governo Lula fez isso. O governo Dilma, idem.

O prezado historiador deve estar tecendo conjecturas a respeito da credibilidade desse meu depoimento. Não estou certo? Deve estar verificando, em suas fontes de consultas, quem foi esse tal de Lula Miranda. Quais os seus interesses em defender o governo? Estaria defendendo interesses próprios, privados, decerto – você deve estar pensando. Pode pesquisar à vontade. Não tenho e nunca tive cargo no governo. Nunca frequentei a intimidade de palácios. Não tenho nenhuma relação, pessoal ou profissional, com  presidente(s), tampouco com nenhuma autoridade desses governos. Deles nunca recebi benefício ou favor.

Não, não sou pobre. Tampouco sou negro. Por que então defenderia um governo que é pródigo em políticas públicas voltadas para inclusão de negros e  pobres? – seguiria indagando você. Meus filhos, sequer os tive, veja bem, tamanha a minha amargura com esses tempos em que vivemos, ou os filhos das companheiras que tive, ou mesmo sobrinhos, não cursaram universidade sob os auspícios do louvável ProUni. Ninguém da minha família recebe bolsa-família.

Sou, meu prezado arqueólogo dos fatos, talvez para seu espanto, um membro da tal "elite branca". Um autêntico "pequeno burguês". Estudei em boas escolas. Cursei as melhores faculdades. Comi, desde sempre, em bons restaurantes, bebi as melhores bebidas. Pude adquirir e ler os melhores livros; viajar; conhecer novas paisagens e culturas. Sou, portanto, um dos poucos privilegiados desse país.

Mas não posso – em absoluto! – associar-me com os que desejam um país só para uns poucos. Não posso compactuar com a mentira, com a injustiça e com o linchamento de um homem de bem e de um governo voltado a atender os interesses dos mais pobres. A exemplo dos abolicionistas de outrora – sim, talvez seja apenas um idealista, não nego – sonho com a libertação desse povo escravizado do meu país. Sim, pois a escravidão não acabou, ao contrário do que diz a História. O povo segue escravizado por privações e interdições de seus direitos mais básicos e essenciais – primários até. Ela, a escravidão, persistiu por muito tempo, diga-se, e ainda resiste dissimulada, sob outras roupagens e nomenclaturas.

É bem verdade que homens do partido do presidente cometeram erros – erros que foram, entretanto, estrategicamente superestimados e supervalorizados, alçados à condição de "escândalos". Foram erros – condenáveis, decerto – porém erros que esses mesmos jornalistas e políticos que aí estão, e que agora a esses outros julgam e sumariamente condenam, sempre cometeram ou compactuaram, e com a mais plena e total desenvoltura.

Sim, vivemos numa sociedade de hipócritas. A lógica é simples: os donos do poder sempre operaram o jogo político de modo sujo e, registre-se, foram eles mesmos que fizeram as regras desse jogo – claro, em benefício próprio. Quando os neófitos parlamentares e dirigentes do Partido dos Trabalhadores, de modo equivocado, decerto, tentaram fazer a luta política com as mesmas armas, jogar seguindo as mesmas inconfessáveis regras, aí eles não permitiram. Pois só a eles era permito jogar e usufruir a lassidão ou, digamos, "frouxidão" moral dessas regras. Só a eles era permitido o exercício dos "podres poderes". E por que diabos afinal  eles mudariam as regras de um jogo que foi feito na medida para eternizá-los no poder, para subjugar a maioria aos interesses de uma minoria?!

Apesar de ser um tanto "romântico" e "ingênuo" não lhe remeterei  essa mensagem dentro de uma singela garrafa lançada ao mar. Por precaução, e por via das dúvidas,  ainda hoje a enviarei, para publicação em alguns websites da blogosfera espalhando-a assim na internet. Não que ainda nutra a esperança de ser compreendido pelos homens de meu tempo, mas apenas, como disse, por precaução, já que o registro digital estaria supostamente imune às intempéries e à sordidez dos homens.

Insisto: não acredite, sem questionar, no que está escrito nos livros ou periódicos dessa época, e no que muitos lhe disserem, quase em uníssono.

O Partido dos Trabalhadores, ou o atual governo, não é composto por bandidos, não é uma quadrilha. O PT não é nenhuma "gangue partidária" – como chegou a insinuar certo histriônico e intempestivo ministro do Supremo. Procure estudar a história desse partido, a sua luta incansável na organização dos trabalhadores e dos movimentos sociais, e de massas, nesse país. Essa história eles não podem ter conseguido apagar completamente. Isso ainda deve estar registrado em algum lugar. Eles não conseguirão transformar bandidos em heróis e homens públicos decentes e dedicados em bandidos, assim num piscar de olhos. Não se pode, impunemente, transformar mentiras em verdades.

Se por algum acaso, dedicado historiador de tempos futuros, quando essa mensagem chegar a suas mãos, e se vocês, homens de tempos avançados, já tiverem inventado, por essas remotas e incertas paragens, a fabulosa máquina do tempo, por favor, de posse desse meu relato faça a viagem de volta a esse "passado-presente", onde as sombras insistem em sepultar a luz, e venha nos ajudar a escrever uma outra história.

Invoco seu testemunho isento, meu prezado historiador, pois retroceder assim, de uma forma tão brusca, a um passado sombrio, perder todas as conquistas realizadas a duras penas, será um triste fim, será – agora sim, arrisco-me a dizer – o fim da história.

Não permitirei que apenas as mentiras e o testemunho de velhacos se perpetuem nas páginas da história. Desculpe-me se fui por demais prolixo e me estendi demasiado nesse  meu relato, é que a situação assim exige.

N.A – Esse texto é uma reedição atualizada e "esmerilhada" de crônica publicada em 2006 no site da Carta Maior. Dedico essa "carta" aos meus professores do colégio 2 de Julho (1979-1982): Fábio Paes e Isadora, de História, e Wilson (o saudoso "Andorinha"), de Sociologia, que me ensinaram a importância de conhecer o passado para melhor entender o presente e a subverter a lógica das aparências, que pode cegar.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Da série: Não leve revista de sacanagem para o trabalho

Pois se levar, veja aqui o que vai acontecer...

DA SÉRIE: Tarefa de gincana.

Encontrar alguém que já ganhou algo nestas promoções geniais das operadoras de telefonia móvel que passa o dia inteiro aporrinhando o usuário de celular com estas mensagens chatas...

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fim do mundo vem aí... olé... olé... olá... fim do mundo vem aí...


Calma!!! calma!!! calma!!! amados, estimados, idolatrados e tantos outros ...ados leitores destas “bem traçadas” linhas... Não aderi às teorias conspiracionistas e apocalípticas de final do mundo não... Apesar de achar que já esta passando da hora, tenho plena certeza que a hora ainda não está a chegar... Senão vejamos... Dois pontos, abre aspas e travessão.

Como pode o mundo se acabar dia vinte e um de dezembro (não é mesmo esta data a prevista para o final de tudo?) se alguns acontecimentos básicos e tão esperados por tanta gente ainda não aconteceu e provavelmente não acontecerá nos próximos três dias futuros.

  1. O irã nem venceu a Otan, depois do ataque sofrido por seu arqui-inimigo Israel, que depois de ter feito a me#d@ de atacar, se deu mal e chamou meio mundo de nações do ocidente para salvá-lo da pancada de titio Mahmoud Ahmadinejad...

  2. O capitalismo não entrou em ruínas fazendo com que os mega milionários tenham que fazer suas transações comerciais na forma de escambo físico...

  3. O principe Charles nem assumiu o trono inglês...

  4. A Argentinha ainda não conquistou a posse das ilhas Malvinas...

  5. O Hugo Chaves ainda não terminou o seu décimo mandato como presidente da Venezuela...

  6. A rede Record de Televisão ainda não assumiu a dianteira na audiência...

  7. O homem do baú ainda não se aposentou...

  8. O estádio Castelão apesar de inaugurado ainda não está concluído, assim como tantas outras obras referentes à copa de 2014 também não estão...

  9. Obama nem extinguiu o embargo comercial a Cuba...

  10. A “Operação Justa Causa” ainda não foi tida como injusta pelos Estados Unidos, já que Noriega apesar de déspota e de todos os crimes, cometidos também foi muito útil aos EUA principalmente na questão estratégica do Canal do Panamá...

  11. Por isso e tantas outras que não dá para listar aqui é que digo: nani... nani... e nani... Não dá para o mundo acabar daqui a três dias...

  12. Só mesmo sucupira que já está em frangalhos poderia ser exterminada do mapa em tão pouco tempo...

  13. Afinal veem destruindo-a faz tanto tempo que falta pouquim... pouquim... para acabar o restim... mas o mundo que é bom (ou não?) necas...

  14. Podem dormir tranquilos... A história precisa registrar todas esses acontecimentos antes do fim de tudo... E é lógico que não dará tempo de isso acontecer nos próximos três dias...


Tenho dito... E sempre!!!

A DISTÂNCIA - ROBERTO CARLOS - 1972

domingo, 16 de dezembro de 2012

Roberto Carlos - Você Já Me Esqueceu (1972)

BR 222

Eu tenho um amigo paulista que se encontra aqui no Ceará já faz mais de um ano. Ele ainda não conhece a BR 222. E sabe por quê? Por isso...

 BR 222 - Trecho entre Itapajé e São Luis do Curú
  BR 222 - Trecho entre Itapajé e São Luis do Curú
  BR 222 - Trecho entre Itapajé e São Luis do Curú
  BR 222 - Trecho entre Itapajé e São Luis do Curú
 BR 222 - Trecho entre Itapajé e São Luis do Curú

Do blogue: Esta obra de recuperação da BR 222, está parecendo construção da Igreja da Sé... (Ditado antigo por causa da grande morosidade das construções das igrejas...)

E por falar em Estádio Castelão...

 Estádio Plácido Castel - Castelão em obras - Fotos By Manepa em 16.12.2012
Estádio Plácido Castel - Castelão em obras - Fotos By Manepa em 16.12.2012
Estádio Plácido Castel - Castelão em obras - Fotos By Manepa em 16.12.2012


Eu não convidaria ninguém e muito menos faria inauguração de minha residência se a calçada não estivesse pronta... Passei ainda hoje pela manhã em frente ao Templo erguido em prol do esporte e o que vi foi muita coisa ainda por fazer. As vias de acesso todas em fase de pavimentação e por aí vai... Como diria o professor João Teles, "-Ôh turma do sem jeito..." Tenho dito... E sempre!!!

Composição da APL.

 Imortal número dois. Etim Meneses
 Imortal número três Ditim. O cara das Artes gráficas
Imortal número seis: Galba Gomes
 Imortal número quatro: João Teles
 Imortal número cinco; Fernando Deda

Imortal número um e presidente: Êpa! E não é bossa nova...

Em e-mail de élitom meneses... o engenheiro...

...E COMO SE DIZIA ANTIGAMENTE,EM COREAÚ E SOBRAL:

EU SE ABRO!!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!


Com Lula ou Dilma, PT hoje venceria no 


primeiro turno



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FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Se a eleição presidencial fosse hoje, o PT teria dois nomes com chance de vencer no primeiro turno. Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva têm no momento mais intenções de voto do que todos os possíveis adversários somados, aponta pesquisa Datafolha feita na quinta-feira.

Dilma vai de 53% a 57%, conforme o cenário. Lula teria 56% se disputasse a Presidência. No Brasil, vence no primeiro turno o candidato que tem mais da metade dos votos válidos. O PT ganhou três disputas para o Planalto (2002, 2006 e 2010), mas só no segundo turno.