Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Saiu na Carta Capital, de Marcos Coimbra:

História mal contada

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os comentaristas da “grande imprensa” estão tão satisfeitos uns com os outros e tão felizes com a história que montaram sobre o “mensalão” que nem sequer se preocupam com seus furos e inconsistências.

Para os cidadãos comuns, é daquelas que só fazem sentido quando não se tem muito interesse e basta o que os americanos chamam de big picture. Quando, por preguiça ou preconceito, ficam satisfeitos com o que acham que sabem, mesmo que seja apenas uma “impressão geral”.
A história faz água por todos os lados.

Se fosse preciso apresentá-la de forma simplificada (e dispensando as adjetivações raivosas típicas dos comentaristas de direita), ela conta que José Dirceu e José Genoino criaram um “esquema” entre 2004 e 2005 para desviar recursos públicos, comprar votos no Congresso e assim “perpetuar o PT no poder”. Para secundá-los, teriam montado uma “quadrilha”.

Mas, e se alguém quisesse entendê-la melhor? Se perguntasse, por exemplo, em que sentido a noção de recursos públicos é usada? Se fosse além, tentando perceber o que os responsáveis pelo plano fariam com os votos que pagassem? Se solicitasse uma explicação a respeito de nosso sistema político, para compreender a que esse apoio serviria?

Em qualquer lugar do mundo, a ideia de “desvio” implica a caracterização inequívoca da origem pública e da destinação privada do dinheiro. Alguém, indivíduo ou grupo, precisa ganhar – ou querer ganhar – valores surrupiados do Tesouro. S­enão, o caso muda de tipificação e passa a ser de incompetência.

A história do “mensalão” não faz sentido desde o primeiro postulado. Só com imensa forçação de barra se podem considerar públicos os recursos originados da conta de propaganda do Visanet, como demonstra qualquer auditoria minimamente correta.

A tese da compra de apoio parlamentar é tão frágil quanto a anterior. O que anos de investigações revelaram foi que a quase totalidade dos recursos movimentados no “mensalão” se destinou a ressarcir despesas partidárias, eleitorais ou administrativas, do PT.

Todos sabemos – pois os réus o admitiram desde o início – que a arrecadação foi irregular e não contabilizada. Que houve ilegalidade no modo como os recursos foram distribuídos. Só quem vive no mundo da lua ou finge que lá habita imagina, no entanto, que práticas como essas são raras em nosso sistema político. O que não é desculpa, mas as contextualiza no mundo real, que existia antes, existiu durante e continua a existir depois que o “mensalão” veio à tona.

A parte menos importante desses recursos, aquela que políticos de outros partidos teriam recebido “vendendo apoio”, é a peça-chave de toda a história que estamos ouvindo. É a única razão para condenações a penas absurdamente longas.

Não há demonstração no processo de que Dirceu e Genoino tivessem comprado votos no interesse do governo. Simplesmente não é assim que as coisas funcionam no padrão brasileiro de relacionamento entre o Executivo e o Congresso. Que o digam todos os presidentes desde a redemocratização.

Os dois líderes petistas queriam votos para aprovar a reforma da Previdência Social? A reforma tributária? É possível, mas nada comprova que pagassem parlamentares para que o Brasil se modernizasse e melhorasse.

A elucubração mais absurda é de que tudo tinha o objetivo escuso de “assegurar a  permanência do PT no poder” (como se esse não fosse um objetivo perfeitamente legítimo dos partidos políticos!).

Os deputados da oposição que ficaram do lado do governo nessas votações são uma resposta à fantasia. Votaram de acordo com suas convicções, sem dar a mínima importância a lendas sobre “planos petistas maquiavélicos”.

E o bom senso leva a outra pergunta. Alguém, em sã consciência, acha que o resultado da eleição presidencial de 2006 estava sendo ali jogado? Que a meia dúzia de votos sendo hipoteticamente “comprados” conduziria à reeleição?

O que garante a continuidade de um governo é o voto popular, que pouco tem a ver com maiorias congressuais. E a vitória de Lula mostra quão irrelevante era o tal “esquema do mensalão”, pois veio depois do episódio e apesar do escândalo no seu entorno.

Os ministros da Suprema Corte, a PGR e seus amigos se confundiram. A vez de comprar votos na Câmara para permanecer no poder tinha sido outra. Mais exatamente acontecera em 1997, quando, sob sua benevolente complacência, a emenda da reeleição foi aprovada.

em e-mail elitom não o imortal, mas o menseses. 



Desejo proibido...

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Não engulo essa...

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Coreaú está assim agora em 30.11.2012 às 8:40 h





Fotos By: Êpa! Manepa...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Redescobrindo... a pólvora

Então mesmo com toda aversão que tinha pelo povo, preferindo o cheiro dos cavalos, o general João Baptista de Oliveira Figueiredo tinha razão quando lá pelos anos de mil novecentos e setenta e qualquer coisa colocou como lema de seu governo (de exceção, é claro) o seguinte: 

“Enquanto o Nordeste for pobre, o Brasil não será rico!!!"

Isso já era sabido faz muito tempo...

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Meu rally com as pequenas navegantes.wmv

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Para os que creem alem... mais um pouquinho além...

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Hum... Nunca conseguiram esconder...

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Agências "RÉ-guladoras...?"

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domingo, 25 de novembro de 2012

E “nóis” aqui só se empanturrando.


Corria o ano de 370 a.C e o filósofo sorridente, astrônomo, construtor, matemático da escola de Alexandria, um dos primeiros a tratar da Teoria Atômica, Demócrito nascido no ano de 470 a.C tomou uma decisão drástica para os padrões atuais. Com cem anos de idade resolveu parar de comer por que achou que já tinha vivido demais. Sua greve de fome duraria dez anos. Pois bem...
-Diga onde pretende chegar com este pequeno tratado biográfico de Demócrito de Abdera...

-Antes que continue, peço ponderação, amado e estimado leitor destas mal traçadas linhas... Atendê-lo-ei sem mais lenga lenga nem delongas.... A obesidade presente em grande parte das pessoas na atualidade é resultado da comilança desenfreada, gulosa e suicida. Senão vejamos. Não são todas as pessoas, mas muitos fazem do momento à mesa uma rotina de prazeres palatais colossal. Como reza a aritmética básica e o básico da contabilidade, toda vez que a coluna dos créditos recebe mais que a coluna dos débitos há saldo positivo azul, porém vermelho quando se trata de nosso organismo. Como toda máquina, e o ser humano é uma das mais perfeitas, para que se movimente é preciso combustível, no entanto se a viagem não consome todo fica um saldo no tanque, em nós este saldo se apresenta sob a forma de obesidade, para não aplicar outro vocábulo mais popular... É aí que o bicho pega. Sabendo que Demócrito fez jejum até a morte, sabendo que muitos irmãos fazem jejum forçado, por não disporem de um simples pedaço de pão, como podemos nos comportar dessa maneira? Apesar de ignorante das letras mas consciente de espírito por este “pecado capital” não estou mais impedido de adentrar ao tao sonhado paraíso. Posso até ainda cometer os outros seis... Fisicamente não consumo tanta energia no dia-a-dia, para que então acumulá-las de maneira desnecessária? Nem tenho onde guardá-las! Em assim sendo, não pretendo fazer jejum até a morte, muito menos comer até morrer, pois como unicamente para viver e não, vivo exclusivamente para comer... Tenho dito... E sempre!!!



Onde e porque o Estado faliu?




O Estado Nação, como gestor da vida e por que não dizer dos destinos de seus cidadãos, faliu em três áreas. Justamente as áreas onde seus interesses não estão inclusos, senão vejamos. Educação, segurança, e saúde pública. Deixando de lado os países ricos onde a cultura é mais elevada e a cidadania é exercida com mais plenitude, todos países da América Latina e do Continente Africano deixaram de aprimorar estes segmentos por motivos que relatarei ainda neste texto. Apesar destes problemas serem continentais me reportarei somente ao caso do Brasil.
Tomemos como exemplo o setor que mais interessa ao governo: O setor fiscal. Em todas as escalas, seja ela municipal, estadual ou federal esta máquina governamental é de uma eficácia só. Precisa como raio lazer manipulado por um robô. Aí sim, vemos a eficácia governamental. Para liquidarmos uma dívida fiscal, uma taxa, ou outra coisa qualquer que resulte em receita para o governo basta clicar e pronto. E não é somente no mundo virtual. As instalações físicas destas instituições são verdadeiros templos. Recintos luxuosos, aparelhagem moderna etc. etc. Nada contra o conforto de meu servidor. Bem servido ele me servirá bem também. Desculpe o trocadilho. É tudo bem diferente de como o apostolo Mateus que também era coletor do império romano na época do Cristo há uns dois milênios, fazia seu trabalho. -É ou não o é? -Diga-me, responda sem mais delongas!!! Basta um sim ou um não. Nada mais.
-E na educação? E na saúde? E na segurança pública? Passados-se todo esse tempo, exerce-se estas atividades tal qual naquela época. Na educação, trocaram-se apenas o papiro, Os rabiscos continuam sendo feitos em lousa rústica pendurada em uma parede muitas vezes rabiscadas, em salas de aulas desconfortáveis e o que é pior, muitas vezes por pessoas sem a devida qualificação e motivação. Toda a parafernália moderna, provedora de conhecimentos é ignorada, por todos. Até por quem não deveria: os alunos e mestres. A falta de modernização da área educacional é gritante. Existe um débito de dois mil anos nesta infra-estrutura. Vai das instalações físicas às pessoas envolvidas no processo. É aí que o bicho pega. Ninguém, eu disse: N-I-N-G-U-É-M ainda se deu conta disso, pelo menos as partes interessadas, já que como disse antes, a outra parte, ou seja, o governo não se interessa. Quanto pior melhor.
SAÚDE PÚBLICA – Mesmo diante de tantos avanços na ciência, os governantes e as pessoas da área continuam correndo atras do prejuízo. Prevenção e monitoração das pandemias são ignoradas e postas em segundo plano. Aprendeu-se a conviver com o risco. A possibilidade no não vai acontecer e se chegar estamos preparados é reinante. “-Preparados coisa nenhuma, e a tal gripe suína que já mudara até de nome?” Não sabem esta gente que o melhor, mais eficaz e mais barato dos remédios para toda e qualquer doença é a prevenção. Hospitais neste país são sinônimos não de cura, mas de tormento, de incertezas e muitas vezes a crença de voltar envelopado para casa. Ora por que isso não muda? Por causa da inoperância e ineficiência estatal. Este gigante que só sabe sugar o cidadão. E nossa também. Ou esquecemos que nós somos o Estado. Até mesmo educação é prevenção, já que uma bem criatura educada e consciente vive de maneira mais saudável, e se expõem menos aos riscos do dia-a-dia consequentemente as emergências ficam mais vagas, gerando mais qualidade nos atendimentos e menos sofrimentos nos que precisam desse expediente. Até o Estado ganha com isso, no entanto sua cegueira não percebe.
SEGURANÇA PÚBLICA - Aí sim meu caro. A coisa aí é feia. Não entendo como esta gente que se diz conhecedora da área e atuam a tanto tempo neste ramo não sentem vergonha de suas gestões. Brasil a fora é um fracasso total. O cérebro desta gente talvez seja menor do que o cérebro dos que eles mesmos encarceram país a fora. Como os outros setores anteriormente citados por mim a segurança neste país está na idade medieval. Segue simplesmente trancafiando seres humanos falhos é claro, em masmorras que mais parecem pocilgas de roceiro cebôso, como diria “rórró”. Independentemente do tipo de delito o destino é sempre o mesmo. Uma cela imunda. Mistura-se mentes criminosas dos mais variados níveis, que sempre sairão de lá niveladas por baixo. Ou seja o criminoso de menor periculosidade sairá de lá PHD em crimes dos mais variados. Não era para ser assim. Estamos na idade medieval, quando o assunto é punição de delitos. Diante de tantos tratados de direitos humanos da era moderna, de tantos ensaios de fraternidade e também da evolução tecnológica não se justifica nos dias de hoje, mantermos trancafiados, criminosos seja de que tipo for. Todos poderiam ficarem detidos em seus domicílios, e até mesmo trabalhando para o sustento de suas famílias. A tecnologia existente hoje, nos permitiria tal luxo e até de maneira mais segura e com custo mais baixo que o atual. Luxo este para todos. Criminosos, que não ficariam privados do convívio familiar, nós que não teríamos esta despesas bancando o sistema carcerário brasileiro que é um dos mais caros do mundo e mais desumano também e o próprio estado que teria somente o papel de monitorador dos mesmos. Um sistema informatizado, dispararia um sinal para várias centrais de monitoração inclusive viaturas policiais toda vez que um encarcerado digital se evadisse de sua área de circulação. Aí sim meu bichim queria ver agente carcerário facilitar fugas. Com várias testemunhas digitais alguem teria recolher o fujão para seu domicílio, ou melhor cárcere. A família agradeceria. Tenho dito... E sempre!!!

*Matéria publicada anteriormente faz uns dois anos no blogue do professor João Teles. O Coreausiara.



Jà vi isso em 1983... 1992... e agora em 2012

Pois bem: A sequencia de fotos que o amigo navegante (royalties para Paulo Henrique Amorim do Conversa Afiada) vê na postagem abaixo destas mal traçadas linhas é o mais fiel retrato do descaso e da incompetência administrativa que mandou e ainda manda neste cidade desde tempos imemoriais...

Pois bem 2: Essa duas barragens são subprodutos da construção da rodovia que ocorreu inicialmente na década de setenta...

Pois bem 3: Não houve propósito por parte de governo nenhum de construí-las...

Pois bem 4: Simplesmente o aterro da estrada passou a estancar o escoamento das águas que desciam da serra da Meruoca formando dois belíssimos espelhos d'água que durante muito tempo antes de existir serviço de abastecimento de água serviram também para o banho e o consumo da população coreauense.

Pois bem 5: E como o título diz? Já vi isso em 1983... 1992... e agora em 2012...

Pois bem 6: Nestas três oportunidades bem que poderiam as autoridades municipais aproveitados os leitos dos mesmos vazios e feito obras de melhorias visando o aprofundamento dessas duas bacias para o aumento de suas capacidades...

Pois bem 7:  Com base nos meus parcos conhecimentos de engenharia, adquiridos faz mais de vinte anos na época em que ainda desenhávamos a nanquim e o calculo estrutural ainda era feito à mão, concluo que uma escavação de apenas um metro de profundidade em toda a extensão das duas bacias geraria o dobro de suas capacidades de armazenamento d'água e não mais veríamos imagem tão desoladora quanto estas...

Pois bem 8: Mas não...

Pois bem 9: Um reino sem rei não pode rumar para estas decisões... E isso já aconteceu três vezes em três décadas... 

Pois bem 10: É como se a natureza desse oportunidade ao homem a cada dez anos de corrigir os erros passados..

Pois bem 11: E como vivemos em uma região onde o clima a partir de outubro fica semelhante à uma estufa (para não macular o blogue com palavra mais pesada) estas reservas serviriam para amenizar o clima local. E mais outro: A área que margeia a mesma rodovia ao norte da cidade que hoje é tomada de carnaubeiras e começa e ser engolida pela especulação desenfreada e desorganizada imobiliária também poderia fazer parte de um grande projeto urbanístico com retenção de água, visando a melhoria do clima e da paisagem urbana de nossa terra que está caindo aos pedaços...

Pois bem 12: Quiçá a nova administração volte os olhares para a questão de infra estrutura que se encontra sucateada a décadas e que torna o visual de nossa urbe semelhante às cidades em guerras de outras terras... 

Pois bem 13: Se assim não o fizer... E eu espero que isso não aconteça... Uma pena... E novamente sou forçado a dizer:

Só a Zebra é a solução....

Tenho dito... E sempre!!!

Jà vi isso em 1983... 1992... e agora em 2012 - Parte II













Fotos dos açudes Novos que margeiam a Rodovia Murilo Aguiar em Coreaú - CEARÁ
By - Êpa! Manepa

De olho no céu...

Ainda sobre a visita deste escriba mor sucupirano à Escola Estadual de Araquem trocamos umas duas mãos de prosa. Eu, o professor José Maria de Lima e o colega Aprígio Teles Mascarenha... Em meio tempo de conversa, trocamos idéias sobre política, religião, ética, e compromisso do ente que representa o estado com a sua função nos órgãos em que atua.

Em momento que tratávamos de avanços defendi para a gargalhada de todos que o Brasil é um pais pacifista. Faz todas as revoluções de que necessita sem um tiro e sem derramar uma gota de sangue... É o filho do pobre que chega a cada dia às mais conceituadas universidades Brasil a fora e por aí vai...

Em dado momento o colega professor tocou num assunto que é delicado mas teve também sua explicação: "-Os governantes dão aumentos salarias menores para quem ganha muito e aumento maiores para quem ganha pouco... "

-E o comunismo se instalando companheiros... E sem tiro,  sem derramamento de sangue... Sem guerra civil e sem violência... Do jeitinho brasileiro... Silencioso e matreiro... É o comunismo... Mas por vias das dúvidas... Fiquemos de olho nos céus... Os marcianos podem estar chegando..

Tenho dito... E sempre!!!

Mario Zan - Rabo de Galo

sábado, 24 de novembro de 2012

Poesia do Mago de Itabira na voz de Paulo Diniz - "E agora, José" (texto de Carlos Drummond de Andrade)

Escola Estadual do distrito de Araquem.

Um templo de apoio à educação, cultura e à preparação de jovens talentos para o mundo competitivo que os espera. Na batuta grandes mestres da seara transformadora que é a educação. Professor Jose Maria de Lima ciceroneou este escriba mor sucupirano por toda a tarde de hoje quando de minha visita por lá. Ao grande mestre meu muito obrigado pela atenção e por perder um pedaço de tarde me dando sua valiosa atenção. Gostei muito da visita. É a escola que está mais ou menos nos moldes da que sempre sonhei para todos os alunos quando ainda me encontrava diante desta trincheira honrosa chamada educação.... Estamos chegando lá...

Fotos da Escola Estadual de Araquem...

















Dezesseis primaveras...

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Espiritismo e ciência... É assim que devem caminhar...

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Luiz Gonzaga e Luiz Gonzaga Jr - Pense N'eu

E o colega Eliton Meneses não o imortal, me manda e-mail assim:


MINO CARTAEDITORIAL DA CARTA CAPITAL

TUDO AO CONTRÁRIO



O diretor da sucursal de Veja em Brasília, Policarpo Jr., e o contraventor Carlinhos Cachoeira, que acaba de ser condenado por formação de quadrilha e tráfico de influência, mantiveram uma longa relação baseada na troca de favores. Verdade factual.

Há provas irrefutáveis de que Cachoeira executou grampos a pedido de Policarpo Jr. e organizou a operação para monitorar os movimentos de José Dirceu, cujos resultados geraram uma capa da semanal da Abril. Provado está também que o ex-senador Demóstenes Torres ganhou as célebres páginas amarelas de Veja, prontas a apresentá-lo como um varão de Plutarco, em atenção a uma solicitação de Cachoeira. Investigações da Polícia Federal revelaram que, durante a feliz parceria, o profissional e o contraventor mantiveram mais de 200 conversações pelo telefone.

Situações similares em outros países provocaram a expulsão de jornalistas não somente de suas redações, mas também, e sobretudo, das próprias entidades da categoria. Por ter formulado acusações falsas, um diretor de redação italiano pagou recentemente pela culpa do seu jornal e foi condenado a alguns anos de reclusão. No Reino Unido, Rupert Murdoch teve de sair do país por ter praticado façanhas muito parecidas com aquelas cometidas pela Veja de Policarpo Jr.

No Brasil, causa surpresa, se não espanto, o fato de que o deputado Odair Cunha, relator da CPI do Cachoeira, peça o indiciamento do diretor da sucursal abriliana entre o de outros cidadãos sob suspeita, encabeçados pelo governador Marconi Perillo. Solicita também investigação a respeito do procurador-geral da República Roberto Gurgel. Ao todo, 46 nomes, e muitos jornalistas, embora sem a ressonância de Policarpo Jr. Donde já me apresso a preparar meu coração e meus ouvidos para a tradicional ladainha, a denunciar o assalto à liberdade de imprensa. Como é do conhecimento até do mundo mineral esta, nas nossas latitudes, corresponde à liberdade dos barões midiáticos e dos seus sabujos de agirem como bem entendem. Manipulam, omitem, mentem.


Quando a verdade factual dos comportamentos de Policarpo Jr., e portanto da Veja e da Abril, veio à tona faz meses, até um Marinho se moveu do Rio no rumo de Brasília para um encontro com o vice-presidente da República, Michel Temer, a fim de alertá-lo sobre os riscos que a mídia da casa-grande sofreria caso o parceiro de Cachoeira fosse chamado a depor na CPI. Logo, uma figura graúda da Abril seguiu-lhe os passos para reproduzir o alerta. Se havia um plano de convocar Policarpo Jr., este abortou. Temer sabe mexer seus pauzinhos.

De todo modo, a mídia está de prontidão. Alinhados, como sempre do mesmo lado, os jornalões agora acusam o relator da CPI de ter cedido às pressões do seu partido, o PT, que dúvida! Ora, ora, acabamos de viver, nós, de uma forma ou de outra privilegiados, as consequências do processo do chamado “mensalão”. Vimos o Supremo Tribunal Federal, representante do terceiro poder da nossa democracia, perpetrar desatinos jurídicos sem conta, ao usar, inclusive, uma interpretação inaplicável nas circunstâncias. Tratou-se de um julgamento eminentemente político. Nele o STF curvou-se às pressões da mídia em vez de atentar para os sentimentos da maioria da população, desinteressada do êxito da demanda. Nesta edição leiam, a propósito, a instrutiva coluna de Marcos Coimbra.

Não pretendo afirmar, com isso, que o PT no poder não se portou como os demais partidos. Chegou ao cúmulo de imitar os tucanos dos tempos da Presidência de Fernando Henrique Cardoso. Sim, portou-se e imitou, mas a maioria dos brasileiros está mais atenta aos resultados dos governos Lula e Dilma. Para a mídia, entretanto, só pesam os interesses da casa-grande, e a determinação apoia-se com firmeza inaudita na desfaçatez e na prepotência, de sorte a me arriscar a um vaticínio: o pedido de indiciamento de Policarpo Jr., este no mínimo, vai naufragar no oblívio. Donde, as raposas podem sossegar.

Há coisas que não entendo. Consta que a história é escrita pelos vencedores, no entanto, na hora de vazar as informações básicas a respeito do seu relatório, o valente Odair Cunha, que, aliás, começou a fraquejar no dia seguinte à divulgação do relatório, entregou o ouro ao Jornal Nacional da Globo. O qual, está claro, nada falou a respeito de Policarpo Jr. No fundo, até os senhores do poder petista, salvo exceções, gostam de aparecer no vídeo global ou nas páginas amarelas de Veja.

Observem: houvesse eleições presidenciais hoje, Dilma Rousseff esmagaria qualquer competidor da oposição. E Lula ganhou anteontem a parada paulistana ao levar Haddad à prefeitura contra o cada vez mais preparado José Serra. Não consigo escapar ao costumeiro diálogo com os meus botões. Será que, neste singular, insólito, quem sabe único país chamado Brasil, os vencedores atuam como perdedores e vice-versa?

Onde há fumaça há fogo...

Apesar da fonte alguém andou bisbilhotando a vida de alguém... Clique aqui para ler mais...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Viver e não ter a vergonha de ser feliz - Gonzaguinha

Viver e não ter a vergonha de ser feliz - Gonzaguinha

Passageiro número um

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Deu na Tribuna da Imprensa...

Que saber o quê? Clica aqui então.

Malandragem de primeira linha... E que encantava...


E quando indagado por um repórter justo neste pequeno filme que o amigo assistirá logo aí embaixo, o mestre lua respondeu: "-Toco com o acordeon quase fechado por que somo do nordeste, fraquinhos, e sem ter que abrir muito o acordeon, faço uma economia... É uma maneira de "enrolar" o povo... E assim vou "enrrolando" até hoje..."  Só mesmo o grande mestre do baião para encantar assim... Não haverá outro... Como tantas coisas, será único...

Tenho dito... E sempre!!!

Uma raridade... Você não pode deixar de assistir - Luiz Gonzaga Raridade - ' Proposta ' Pt. 2 ( 1972 ) Partic. Gonzaguinha...

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Adoniran Barbosa - Apaga o fogo mané




Adoniran Barbosa e sua Inês... Canta Adoniran... Canta... E: -Apaga o fogo Mané!!!

Aferindo o velocímetro


Enquete...


EM QUEM VOCÊ VAI VOTAR PARA ALCAIDE MUNICIPAL DE JAMBOM EM 2012? 


Esta foi a pergunta que ficou no ar durante toda a campanha eleitoral. E os jambonenses alheios à importância da mesma nem votaram tanto assim. Mas no final das contas tivemos uns parcos números...

No Azul
  0 (0%)
No Incarnado
  3 (11%)
 
Em branco para homenagear a zebra
  9 (34%)
 
Em preto para homenagear a zebra
  14 (53%)
 

Votos até o momento: 26
Enquete encerrada 

Moral da História... Deu zebra...

Animando os pirmeiros visitantes da página... Paula fernandes tocando em frente ao vivo bem amigos

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Milonga para Missões (instrumental by Forró Mastruz com Leite)

Grande jogo.wmv

A visão de um satélite durante 24 h sobre o tráfego de aviões ao redor do planeta... Worl dAir Traffic 24h

Pink Floyd - Another Brick In The Wall(Live)

Da série: Vá entender as pessoas...


Em 1968, a juventude do mundo ocupou praças e cidades pedindo : – “Faça amor não faça a guerra”.
Agora, os dois mais importantes generais americanos (um comandou o Iraque e comandava a CIA, o outro comanda a Otan) atenderam ao apelo do mundo: fizeram amor e não a guerra. E está todo mundo contra eles.

Fonte: Coluna do Sebastião Nery, da Tribuna da Imprensa...

Da série: Vamos pedalar?

Clique aqui e de suas pedaladas também...

Da série: A política é um folclore.

Clique aqui para comprovar...

Da série: Genial... Simplesmente Genial... R.Strauss: Also sprach Zarathustra - Karajan: BPO.

Enquanto isso..

Golias avança... Firme... Sob o olhar indiferente de todos que poderiam barrá-lo. Tenho dito... E sempre!!!

Clique aqui para ler mais...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Royalties para o professro João Teles...

"Da turma do sem jeito..." Clique aqui para saber quem são...


Onde estão os Desencarnados da História?

Leio no blogue coreausiara...

E comento: O "I" e o "II" tem muitos prédios caindo aos pedaços... e muito maquinário comido pela ferrugem... E por falar alguém ainda lembra de um prédio próximo ao distrito de Aprazível à direita de que transita para Coreaú... Deve restar por lá ainda as fundações que um dia sustentaram o prédio demolido pelo tempo e pelo descaso... de governo e governados... Tenho dito... E sempre!!!

Clique aqui para ler também...

Da série: Os gênios...

 "-O gẽnio da arte de moldar concreto em curvas transitáveis apenas pelos olhos humano vai resistindo... Mas somos mortais, apesar da imortalidade de nossas ações... E nisso ele já é imortal... Sua obra ficará por toda a posteridade... Tenho dito... E sempre!!!"

Clique aqui para ler mais e saber de quem se trata...

Da série: Eterno, único e verdadeiro...: MY LYFE - MICHAEL SULLIVAN

Da série: Não se pode confiar em quem ama...

Clique aqui para desconfiar mais...

Da série: Assino embaixo...

Clique aqui para assinar também...

Da série: Foi penalti...

Mas bateu na trave: Clique aqui para ler mais...

domingo, 18 de novembro de 2012

A mãe desalmada...

Clique aqui para tomá-la um desbenção...

Da série: Quero um presidente assim para o Brasil.

Clique aqui e queira também...

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

De virgens e prostitutas

Por que rir agora é de outras formas... Os programas de humor estão ficando muito chatos... Uma boa crônica, principalmente sobre um assunto rodeado de "tabus e preconceitos" ainda é o melhor remédio contra o tédio... Tenho dito... E sempre!!!

Clique aqui para rir também...

E para comemorar estes 123 anos de República Federativa do Brasil

Há um livro que li e reli várias vezes e que nunca me canso de folhear algumas páginas por assunto. Livro este que inclusive já recomendei leitura a vários colegas professores, em especial os professores de História.

"Brasil, coração do mundo pátria do evangelho" É um livro espírita mas que não condena nenhum leitor de outra religião ao inferno, muito pelo contrário. Abrirá caminhos e novos horizontes de pensamento. É a primeira e única obra psicografada por Chico Xavier ditada pelo espírito do Grande poeta Humberto de Campos. Uma obra espetacular sobre a História da Pátria do Cruzeiro sob a visão espírita e desprovida do véu da matéria. Obra esta que resultou em litígio da família do poeta com  o próprio Chico e a Federação Espírita Brasileira. A partir de então o mesmo passou a psicografar sob o pseudônimo de Irmão X.

E por que amanhã é 15 de novembro e comemoramos 123 de proclamação da República  transcrevo aqui capítulo referente ao tema sob a visão do autor espiritual. Vale muito a pena ser lido...

Tenho dito... E sempre!!!



(...) A REPÚBLICA
Se a monarquia, embora todas as liberdades públicas que desenvolvera, espíritos avançados do Brasil a consideravam como a derradeira recordação da influência portuguesa, a República era considerada pela comunidade brasileira como a fórmula de governo compatível com a evolução do país e com a posição cultural do seu povo.

Essa idéia, genuinamente nativista, alcançara todas as inteligências, e a garantia do seu êxito se patenteara aos olhos de todos, após a Lei de 13 de maio, que ferira os interesses particulares de todas as classes conservadoras.

Por essa razão os anos de 1888 e 1889 assinalaram os derradeiros tempos do único império das plagas americanas. Por toda parte e em todos os ambientes civis e militares acendiam-se os fachos do idealismo republicano, sob o palio da generosidade da Coroa.

No mundo invisível, reúne o Senhor as falanges benditas de Ismael e dos seus dedicados colaboradores e, enquanto as luzes tênues douravam o éter da imensidade, que se enfeitava de luminosas flores dos jardins do Infinito, falou a sua voz, como no crepúsculo admirável do Sermão da Montanha:

— "Irmãos, a Pátria do Evangelho atinge agora a sua maioridade coletiva. Profundas transições assinalarão a sua existência social e política. Uma nação que alcança a sua maioridade é a responsável legítima e direta por todos os atos comuns que pratica, no concerto dos povos do planeta. Necessário é separemos agora o organismo político do Brasil dos alvitres permanentes e constantes do mundo espiritual, para que todos os seus empreendimentos sejam devidamente
valorizados. Ã maneira dos indivíduos, as pátrias têm, igualmente, direito à mais ampla liberdade de ação, uma vez atingido o plano dos seus raciocínios próprios.

Acompanharemos, indiretamente, o Brasil, onde as sementes do Evangelho foram jorradas a mancheias, a fim de que o seu povo, generoso e fraternal, possa inscrever mais tarde a sua gloriosa missão espiritual nas mais belas páginas da civilização, em o livro de ouro dos progressos do mundo. Seus votos evolutivos, no que se refere às instituições sociais e políticas, serão
carinhosamente observados por nós, de maneira a não serem obstadas as deliberações das suas autoridades administrativas no plano tangível da matéria terrestre; mas, como o reino do amor integral e da verdade pura ainda não é do orbe terreno, urge reformemos também as nossas atividades, concentrando-as na obra espiritual da evangelização de todos os espíritos localizados na
região do Cruzeiro.

"Consolidareis o templo de Ismael, para que do seu núcleo possam expandir-se, por toda a extensão territorial da pátria brasileira, as claridades consoladoras da minha doutrina de redenção, de piedade e de misericórdia. Ensinareis aos meus novos discípulos encarnados a paciência e a serenidade, a humildade e o amor, a paz e a resignação, para que a luta seja vencida pela luz e pela verdade. Abriréis para a caravana do Evangelho, que marcha ao longo dos caminhos da sombra, a estra-
da da revolução interior, cujo objetivo único é a reforma de cada um, sob o fardo das provas, sem o recurso à indisciplina perante as leis estatuídas no mundo e sem o auxílio das armas homicidas.
"A Nova Revelação não é dada para que se opere a conversão compulsória de César às coisas de Deus, mas para que César esclareça o seu próprio coração, edificando-se no exemplo dos seus subordinados e tornando divina a sua imperfeita obra terrestre. Conduzireis, portanto, aos meus discípulos encarnados o estandarte da fé e da caridade, com o programa da renúncia e do
desprendimento dos bens humanos, dentro dos sagrados imperativos da sua grandiosa missão.
"A proclamação da República Brasileira, como índice da maioridade coletiva da nação do Evangelho, há de fazer-se sem derramamento de sangue, como se operaram todos os grandes acontecimentos que afirmaram, perante o mundo, a Pátria do Cruzeiro, os quais se desenvolveram sob a nossa imediata atenção. Doravante, o Brasil político será entregue à sua responsabilidade
própria. As transições se realizarão acima de todos os cultos religiosos, para que todas as conquistas se verifiquem fora de qualquer eiva de sectarismo. Os discípulos do Evangelho sofrerão, certamente, os efeitos dolorosos da borrasca em perspectiva; estaremos, porém, a postos, sustentando o Brasil espiritual, que, de ora em diante, passará a ser o nosso precioso patrimônio.

Articularemos todas as possibilidades e energias em favor do Evangelho, no país inteiro, e a obra de Ismael derramará as bênçãos fulgurantes do céu sobre todos os corações, na estrada de todos os felizes e de todos os tristes da Terra.

"Acordemos a alma brasileira para a luminosa alvorada desse novo dia! " No capítulo das nstituições humanas, os esforços que despendemos até agora estão mais ou menos encerrados; compete-nos, todavia, em todos os dias do porvir, conservar e desenvolver a "melhor parte", espiritualizando essas mesmas instituições, dentro das grandes finalidades de todos os labores das esferas elevadas do plano espiritual.

"Bem-aventurados todos os trabalhadores da seara divina da verdade e do amor, pois deles é o reino imortal da suprema ventura!"

As falanges do Infinito, sob as bondosas determinações do Divino Mestre preparam, então, o último
acontecimento político, que se verificaria com o seu amparo direto e que constituiria a proclamação da República.
Todas as grandes cidades do país, com o Rio de Janeiro na vanguarda, se entregam à propaganda aberta das idéias republicanas. Os espíritos mais eminentes do país preparam o grande acontecimento. Entre os seus organizadores, preponderam os elementos positivistas, para que as novas instituições não pecassem pelos excessos da paixão sanguinolenta dos sectarismos religiosos, e, a 15 de Novembro de 1889, com a bandeira do novo regime nas mãos de Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva, Lopes Trovão, Serzedelo Corrêa, Rui Barbosa e toda uma plêiade de inteligências cultas e vigorosas, o Marechal Deodoro da Fonseca proclama, inopinadamente, no Rio de Janeiro, a República dos Estados Unidos do Brasil.

O grande imperador recebe a notícia com amarga surpresa. Deodoro, que era íntimo do seu coração e da sua casa, voltava-se agora contra as suas mãos generosas e paternais. Todos os ambientes monárquicos pesam esse ato de ingratidão clamorosa; mas, a verdade é que todos os republicanos eram amigos íntimos de D. Pedro; quem não lhe devia, no Brasil, o patrimônio de cultura e liberdade?

Os instantes de surpresa, contudo, foram rápidos. O nobre monarca repeliu todas as sugestões que lhe eram oferecidas pelos espíritos apaixonados da Coroa, no sentido da reação. Confortado pelas luzes do Alto, que o não abandonaram em toda a vida, D. Pedro II não permitiu que se derramasse uma gota de sangue brasileiro, no imprevisto acontecimento. Preparou, rapidamente, sua retira-
da com a família imperial para a Europa, obedecendo às imposições dos revolucionários e, com lágrimas nos olhos, rejeita as elevadas somas de dinheiro que o Tesouro Nacional lhe oferece, para aceitar somente um travesseiro de terra do Brasil, a fim de que o amor da Pátria do Cruzeiro lhe santificasse a morte, no seu exílio de saudade e pranto. Jesus, porém, consoante à sua promessa, lhe santificaría os cabelos brancos. Uma tranqüila paciência caracterizou o seu inenarrável martírio moral. O grande imperador retirou-se do Brasil deixando, não um império perecível e transitório do mundo, mas uma família ilimitada, que hoje atinge a soma de quase cinqüenta milhões de almas.
Visitado pelo Visconde de Ouro Preto, no mesmo dia em que este chegava à capital portuguesa, o imperador lhe declara com serena humildade:
  • Em suma, estou satisfeito... E, referindo-se à sua deposição, acrescenta: — fi a minha carta de alforria. Agora posso ir aonde quiser.
Naqueles amargurados dias, o generoso velhinho se encontrava às vésperas do seu regresso à pátria da luz e da imortalidade.
No Brasil, iam ser continuadas as suas tradições de amor e de liberdade, pelas forças militares, que, a seu turno, as entregariam aos grandes presidentes paulistas. Nunca a sua figura de chefe da família brasileira foi esquecida no altar das lembranças da Pátria do Evangelho, e não foi só o Brasil quem lhe reconheceu a inesquecível superioridade espiritual. Conta-nos Múcio Teixeira, então Cônsul-Geral do Brasil em Caracas, que ao chegarem até lá as notícias dos acontecimentos de 15 de Novembro, desenrolados no Rio de Janeiro, ao entrar no Palácio do Governo da República vizinha, ao qual, logo depois, solicitou o seu exequatur, o Dr. Rojas Paul, eminente político sulamericano, encaminhou-se ao seu encontro, exclamando:

— Senhor Cônsul-Geral do Brasil, peça a Deus que a sua pátria, que foi governada durante meio século por um sábio, não seja doravante levada pelo tacão do primeiro ditador que se lhe apresente.
E, abraçando-o, sensibilizado, concluiu:
— Acabou-se a única República que existia na América — o Império do Brasil. (...)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Jeca Tatu ou Monteiro Lobato. Seja qual for sucupirano o é...

Um dia enquanto esperava o momento da consulta no Edifício Harnony em Fortaleza, conversava com um filho de um colega de banco já aposentado (filho este que não seguira a carreira do pai. Fora parar na Petrobras.) descrevi um pouco o árido sertão em que nasci e me criei e onde mesmo depois de andado um pouco por aí aqui estou novamente. Com vontade de andar é claro... Só me falta oportunidades compensatórias... Mas voltando ao caso. Aproveitando os conhecimentos do mesmo cogitei a possibilidade de estarmos deitados sobre uma grande jazida petrolífera... Ele riu um pouco do que parecera ingenuidade e mais ainda quado me ouviu falar que adquiriria todas as terras e seria o patriarca da família buscapé sucupirana... "-Apesar das terras futuramente poderem ser sua, as riquezas que por ventura sejam encontradas no subsolo pertencem à união...." Falou o mesmo tentando me tirar todo o contentamento... Mas ficou o sonho...

Começou o policiamento...

Não costumo aceitar amizades sem rosto, mas fiz uma exceção. "Coreau de olhoemvocê". Como nada tenho a esconder, nada pratico fora da lei, meus ideais são garantidos pela Carta Magna, resolvi matar a curiosidade. Quem seriam tais curiosos? Bom... Já fiz minha parte.... E de cara limpa... Como sempre!!!

Tenho dito... E sempre!!!

P.S.: Só acho meio esquisito comportamentos desta natureza... Seria um caso para Sigmund Freud

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Lobo - I'd Love You To Want Me

Milagre dos deus...


E como num passe de mágicas a mais sucupirana página de sucupira deu um salto extratosferico de audiência nesta segunda.. Quase quatrocentos bisbilhoteiros... Venham e tragam mais e mais visitantes... Sucupira agradece...

Olho por dente, e dente por olho...

A lei de talião, do latim lex talionis, também dita pena de talião, consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena — apropriadamente chamada retaliação. No mundo moderno em que vivemos onde a fraternidade deveria reinar sobre todas as diferenças isso deveria ser coisa do passado longiquo... Eu disse do passado longíquo... Mas não o é... Esta lei, frequentemente expressa pela máxima olho po
r olho, dente por dente, está mas em voga e sendo aplicada do que muitos pensam.... Infelizmente!

Senão vejamos. Diante de um Estado apalermado (Royalties para o professor João Teles do Coreausiara) o que temos visto é o mais fiel retrato deste fato... Ontem no programa "Cansástíco" (Royalties para o Ze Simão Folha/Uol) testemunhamos através de filmagens amadoras a prisão e execução de um suspeito pela polícia, que tem o dever de proteger o cidadão...

Depois de uma senama de ataques a policiais em São Paulo onde ninguém mais se encontra protegido, que deveria proteger está sendo atacado e vice versa, damos a volta e o looping retorna ao ponto de partida...

Não há o que se discutir... Infelizmente voltamos à barbárie... Olho por olho e dente por dente...

Tenho dito... E sempre!!!

sábado, 10 de novembro de 2012

Fechando o final de semana com chave de ouro, sua Radio face, traz para todos os amigos do face o grande Chico Buarque, nao para jogar pedras na Geni, mas para cantar e dizer que tudo... mas tudo mesmo... Vai passar... CHICO BUARQUE VAI PASSAR 1984

Lentulus e Jesus. O encontro...

Públio notou que a esposa se exaltava nas suas considerações, deixando-se conduzir pelo que julgava um excesso de fraqueza e pieguismo; entretanto, nada lhe admoestou a respeito, em face das amarguras do momento, suscetível de desvairar o cérebro mais forte.

Deixou que as horas movimentadas do dia se escoassem com as claridades do poente e, quando o crepúsculo entornava as suas meias tintas na paisagem maravilhosa, saiu, fingindo distração e alheamento, como se desejasse conhecer de perto a antiga fonte da cidade, motivo de atração para todos os forasteiros.

Após haver percorrido uns trezentos metros de caminho, encontrou transeuntes e pescadores, que se recolhiam e o encaravam com mal disfarçada curiosidade.

Uma hora passou sobre as suas amargas cogitações íntimas. Um velário imenso de sombras invadia toda a região, cheia de vitalidade e de perfumes.

Onde estaria o profeta de Nazaré naquele instante? Não seria uma ilusão a história dos seus milagres e da sua encantadora magia sobre as almas? Não seria um absurdo procurá-lo ao longo dos caminhos, abstraindo-se dos imperativos da hierarquia social? Em todo caso, deveria tratar-se de homem simples e ignorante, dada a sua preferência por Cafarnaum e pelos pescadores.

Dando curso às idéias que lhe fluíam da mente incendiada e abatida, Públio Lentulus considerou dificílima a hipótese do seu encontro com o mestre de Nazaré.

Como se entenderiam? Não lhe interessara o conhecimento minucioso dos dialetos do povo e, certamente, Jesus lhe falaria no aramaico comumente usado na bacia de Tiberíades.

Profundas cismas entornavam-lhe do cérebro para o coração, como as sombras do crepúsculo que precediam a noite.

O céu, porém, àquela hora, era de um azul maravilhoso, enquanto as claridades opalinas do luar não haviam esperado o fechamento absoluto do leque imenso da noite.

O senador sentiu o coração perdido num abismo de cogitações infinitas, ouvindo-lhe o palpitar descompassado no peito opresso. Dolorosa emoção lhe compungia agora as fibras mais íntimas do espírito. Apoiara-se, insensivelmente, num banco de pedras enfeitado de silvas, e deixara-se ali ficar, sondando o ilimitado do pensamento.

Nunca experimentara sensação idêntica, senão no sonho memorável, relatado unicamente a Flamínio.
Recordava-se dos menores feitos da sua vida terrestre, afigurando- se-lhe haver abandonado, temporariamente, o cárcere do corpo material.

Sentia profundo êxtase, diante da Natureza e das suas maravilhas, sem saber como expressar a admiração e reconhecimento aos poderes celestes, tal a clausura em que sempre mantivera o coração insubmisso e
orgulhoso.

Das águas mansas do lago de Genesaré parecia-lhe emanarem suavíssimos perfumes, casando-se deliciosamente ao aroma agreste da folhagem. Foi nesse instante que, com o espírito como se estivesse sob o império de estranho e suave magnetismo, ouviu passos brandos de alguém que buscava aquele sítio.

Diante de seus olhos ansiosos, estacara personalidade inconfundível e única. Tratava-se de um homem ainda moço, que deixava transparecer nos olhos, profundamente misericordiosos, uma beleza suave e indefinível.

Longos e sedosos cabelos molduravam-lhe o semblante compassivo, como se fossem fios castanhos, levemente
dourados por luz desconhecida. Sorriso divino, revelando ao mesmo tempo bondade imensa e singular energia, irradiava da sua melancólica e majestosa figura uma fascinação irresistível.

Públio Lentulus não teve dificuldade em identificar aquela criatura impressionante, mas, no seu coração marulhavam ondas de sentimentos que, até então, lhe eram ignorados. Nem a sua apresentação a Tíbério, nas
magnificências de Capri, lhe havia imprimido tal emotividade ao coração.

Lágrimas ardentes rolaram-lhe dos olhos, que raras vezes haviam chorado, e força misteriosa e invencível fê-lo ajoelhar-se na relva lavada em luar.

Desejou falar, mas tinha o peito sufocado e opresso. Foi quando, então, num gesto de doce e soberana bondade, o meigo Nazareno caminhou para ele, qual visão concretizada de um dos deuses de suas antigas crenças, e,
pousando carinhosamente a destra em sua fronte, exclamou em linguagem encantadora, que Públio entendeu perfeitamente, como se ouvisse o idioma patrício, dando-lhe a inesquecível impressão de que a palavra era
de espírito para espírito, de coração para coração:

- Senador, porque me procuras? - e, espraiando o olhar profundo na paisagem, como se desejasse que a sua voz fosse ouvida por todos os homens do planeta, rematou com serena nobreza: - Fôra melhor que me
procurasses publicamente e na hora mais clara do dia, para que pudesses adquirir, de uma só vez e para toda a vida, a lição sublime da fé e da humildade...

Mas, eu não vim ao mundo para derrogar as leis supremas da Natureza e venho ao encontro do teu coração desfalecido!...

Públio Lentulus nada pôde exprimir, além das suas lágrimas copiosas, pensando amargamente na filhinha; mas o profeta, como se prescindisse das suas palavras articuladas, continuou:

- Sim... não venho buscar o homem de Estado, superficial e orgulhoso, que só os séculos de sofrimento podem encaminhar ao regaço de meu Pai; venho atender às súplicas de um coração desditoso e oprimido e, ainda assim, meu amigo, não é o teu sentimento que salva a filhinha leprosa e desvalida pela ciência do mundo, porque tens ainda a razão egoística e humana; é, sim, a fé e o amor de tua mulher, porque a fé
é divina... Basta um raio só de suas energias poderosas para que se pulverizem todos os monumentos das vaidades da Terra...

Comovido e magnetizado, o senador considerou, intimamente, que seu espírito pairava numa atmosfera de sonho, tais as comoções desconhecidas e imprevistas que se lhe represavam no coração, querendo crer que os seus sentidos reais se achavam travados num jogo incompreensível de completa ilusão.

- Não, meu amigo, não estás sonhando... - exclamou meigo e enérgico o Mestre, adivinhando-lhe os pensamentos. -Depois de longos anos de desvio do bom caminho, pelo sendal dos erros clamorosos,
encontras, hoje, um ponto de referência para a regeneração de toda a tua vida. Está, porém, no teu querer o aproveitá-lo agora, ou daqui a alguns milênios... Se o desdobramento da vida humana está subordinado às
circunstâncias, és obrigado a considerar que elas existem de toda a natureza, cumprindo às criaturas a obrigação de exercitar o poder da vontade e do sentimento, buscando aproximar seus destinos das correntes do bem e do
amor aos semelhantes. Soa para teu espírito, neste momento, um minuto glorioso, se conseguires utilizar tua liberdade para que seja ele, em teu coração, doravante, um cântico de amor, de humildade e de fé, na hora
indeterminável da redenção, dentro da eternidade... Mas, ninguém poderá agir contra a tua própria consciência, se quiseres desprezar indefinidamente este minuto ditoso! Pastor das almas humanas, desde a formação deste planeta, há muitos milênios venho procurando reunir as ovelhas tresmalhadas, tentando trazer-lhes ao coração as alegrias eternas do reinado de Deus e de sua justiça!

Públio fitou aquele homem extraordinário, cujo desassombro provocava admiração e espanto. Humildade? que credenciais lhe apresentava o profeta para lhe falar assim, a ele senador do Império, revestido de todos os poderes diante de um vassalo? Num minuto, lembrou a cidade dos césares, coberta de triunfos e glórias, cujos monumentos e poderes acreditava, naquele momento, fossem imortais.

- Todos os poderes do teu império são bem fracos e todas as suas riquezas bem miseráveis. As magnificências dos césares são ilusões efêmeras de um dia, porque todos os sábios, como todos os guerreiros, são chamados no
momento oportuno aos tribunais da justiça de meu Pai que está no Céu. Um dia, deixarão de existir as suas águias poderosas, sob um punhado de cinzas misérrimas. Suas ciências se transformarão ao sopro dos esforços
de outros trabalhadores mais dignos do progresso, suas leis iníquas serão tragadas no abismo tenebroso destes séculos de impiedade, porque só uma lei existe e sobreviverá aos escombros da inquietação do homem - a
lei do amor, instituída por meu Pai, desde o princípio da criação... Agora, volta ao lar, consciente das responsabilidades do teu destino... Se a fé instituiu na tua casa o que consideras a alegria com o restabelecimento de tua filha, não te esqueças que isso representa um agravo de deveres para o teu coração, diante de nosso Pai, Todo Poderoso!...

O senador quis falar, mas a voz tornara-se-lhe embargada de comoção e de profundos sentimentos.
Desejou retirar-se, porém, nesse momento, notou que o profeta de Nazaré se transfigurava, de olhos fitos no céu... Aquele sítio deveria ser um santuário de suas meditações e de suas preces, no coração perfumado da Natureza, porque Públio adivinhou que ele orava intensamente, observando que lágrimas copiosas lhe lavavam o
rosto, banhado então por uma claridade branda, evidenciando a sua beleza serena e indefinível melancolia..
Nesse instante, contudo, suave torpor paralisou as faculdades de observação do patrício, que se aquietou estarrecido. Deviam ser vinte e uma horas, quando o senador sentiu que despertava.

Leve aragem acariciava-lhe os cabelos e a Lua entornava seus raios argênteos no espelho carinhoso e imenso das águas. Guardando na memória os mínimos pormenores daquele minuto inesquecível, Públio sentiu-se humilhado e diminuído, em face da fraqueza de que dera testemunho diante daquele homem extraordinário.

Uma torrente de idéias antagônicas represava-se-lhe no cérebro, acerca de suas admoestações e daquelas palavras agora arquivadas para sempre no âmago da sua consciência.