Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

domingo, 25 de novembro de 2012

Onde e porque o Estado faliu?




O Estado Nação, como gestor da vida e por que não dizer dos destinos de seus cidadãos, faliu em três áreas. Justamente as áreas onde seus interesses não estão inclusos, senão vejamos. Educação, segurança, e saúde pública. Deixando de lado os países ricos onde a cultura é mais elevada e a cidadania é exercida com mais plenitude, todos países da América Latina e do Continente Africano deixaram de aprimorar estes segmentos por motivos que relatarei ainda neste texto. Apesar destes problemas serem continentais me reportarei somente ao caso do Brasil.
Tomemos como exemplo o setor que mais interessa ao governo: O setor fiscal. Em todas as escalas, seja ela municipal, estadual ou federal esta máquina governamental é de uma eficácia só. Precisa como raio lazer manipulado por um robô. Aí sim, vemos a eficácia governamental. Para liquidarmos uma dívida fiscal, uma taxa, ou outra coisa qualquer que resulte em receita para o governo basta clicar e pronto. E não é somente no mundo virtual. As instalações físicas destas instituições são verdadeiros templos. Recintos luxuosos, aparelhagem moderna etc. etc. Nada contra o conforto de meu servidor. Bem servido ele me servirá bem também. Desculpe o trocadilho. É tudo bem diferente de como o apostolo Mateus que também era coletor do império romano na época do Cristo há uns dois milênios, fazia seu trabalho. -É ou não o é? -Diga-me, responda sem mais delongas!!! Basta um sim ou um não. Nada mais.
-E na educação? E na saúde? E na segurança pública? Passados-se todo esse tempo, exerce-se estas atividades tal qual naquela época. Na educação, trocaram-se apenas o papiro, Os rabiscos continuam sendo feitos em lousa rústica pendurada em uma parede muitas vezes rabiscadas, em salas de aulas desconfortáveis e o que é pior, muitas vezes por pessoas sem a devida qualificação e motivação. Toda a parafernália moderna, provedora de conhecimentos é ignorada, por todos. Até por quem não deveria: os alunos e mestres. A falta de modernização da área educacional é gritante. Existe um débito de dois mil anos nesta infra-estrutura. Vai das instalações físicas às pessoas envolvidas no processo. É aí que o bicho pega. Ninguém, eu disse: N-I-N-G-U-É-M ainda se deu conta disso, pelo menos as partes interessadas, já que como disse antes, a outra parte, ou seja, o governo não se interessa. Quanto pior melhor.
SAÚDE PÚBLICA – Mesmo diante de tantos avanços na ciência, os governantes e as pessoas da área continuam correndo atras do prejuízo. Prevenção e monitoração das pandemias são ignoradas e postas em segundo plano. Aprendeu-se a conviver com o risco. A possibilidade no não vai acontecer e se chegar estamos preparados é reinante. “-Preparados coisa nenhuma, e a tal gripe suína que já mudara até de nome?” Não sabem esta gente que o melhor, mais eficaz e mais barato dos remédios para toda e qualquer doença é a prevenção. Hospitais neste país são sinônimos não de cura, mas de tormento, de incertezas e muitas vezes a crença de voltar envelopado para casa. Ora por que isso não muda? Por causa da inoperância e ineficiência estatal. Este gigante que só sabe sugar o cidadão. E nossa também. Ou esquecemos que nós somos o Estado. Até mesmo educação é prevenção, já que uma bem criatura educada e consciente vive de maneira mais saudável, e se expõem menos aos riscos do dia-a-dia consequentemente as emergências ficam mais vagas, gerando mais qualidade nos atendimentos e menos sofrimentos nos que precisam desse expediente. Até o Estado ganha com isso, no entanto sua cegueira não percebe.
SEGURANÇA PÚBLICA - Aí sim meu caro. A coisa aí é feia. Não entendo como esta gente que se diz conhecedora da área e atuam a tanto tempo neste ramo não sentem vergonha de suas gestões. Brasil a fora é um fracasso total. O cérebro desta gente talvez seja menor do que o cérebro dos que eles mesmos encarceram país a fora. Como os outros setores anteriormente citados por mim a segurança neste país está na idade medieval. Segue simplesmente trancafiando seres humanos falhos é claro, em masmorras que mais parecem pocilgas de roceiro cebôso, como diria “rórró”. Independentemente do tipo de delito o destino é sempre o mesmo. Uma cela imunda. Mistura-se mentes criminosas dos mais variados níveis, que sempre sairão de lá niveladas por baixo. Ou seja o criminoso de menor periculosidade sairá de lá PHD em crimes dos mais variados. Não era para ser assim. Estamos na idade medieval, quando o assunto é punição de delitos. Diante de tantos tratados de direitos humanos da era moderna, de tantos ensaios de fraternidade e também da evolução tecnológica não se justifica nos dias de hoje, mantermos trancafiados, criminosos seja de que tipo for. Todos poderiam ficarem detidos em seus domicílios, e até mesmo trabalhando para o sustento de suas famílias. A tecnologia existente hoje, nos permitiria tal luxo e até de maneira mais segura e com custo mais baixo que o atual. Luxo este para todos. Criminosos, que não ficariam privados do convívio familiar, nós que não teríamos esta despesas bancando o sistema carcerário brasileiro que é um dos mais caros do mundo e mais desumano também e o próprio estado que teria somente o papel de monitorador dos mesmos. Um sistema informatizado, dispararia um sinal para várias centrais de monitoração inclusive viaturas policiais toda vez que um encarcerado digital se evadisse de sua área de circulação. Aí sim meu bichim queria ver agente carcerário facilitar fugas. Com várias testemunhas digitais alguem teria recolher o fujão para seu domicílio, ou melhor cárcere. A família agradeceria. Tenho dito... E sempre!!!

*Matéria publicada anteriormente faz uns dois anos no blogue do professor João Teles. O Coreausiara.



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