Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

segunda-feira, 11 de março de 2013

Cabra valente

Cabra valente é aquele
que não diz, fica é calado...
dasafia qualquer um
do dotô ao adevogado
é sempre um bom de briga...
é assim um cabra arretado...

Mas quando se vê um cabra
falando que é valente...
pode ter certeza que
ali se esconde um medroso
e também incompetente
pois como diz o ditado:
"o camarada invocado,
não fica falando pra gente
que é bravo como a serpente
nem que rasga onça no dente

Fica assim é caladim
esperando ocasião...
de mostrar para o povão
de tudo que é capaz
é isso ái meu rapaz
não sai por aí falando
nem valentia esbanjando
por que pode é se dar mal

Assim já vi caso igual
de um cabra valentão...
quando chegô ora do pega
se mostrou foi um c@gão...

Saiu foi correndo com medo
deste apresentador...
qui nem é tão valente assim
mas o valentão espantô...
e ainda digo mais
prá todos que estão me ouvindo
dona de casa, ou agricultô
da "infermeira" ao dotô...
não importa a profissão...
recebam de coração
um bom dia bem alegre...
carregado de emoção
de um cabra que nem é brabo
nem é tão conquistador...
mas gosta de um xamego
debaixo do cobertô...
mas só com mulher bunita...
bunita como uma Fulô...

By Manuel de Jesus in poesias do Programa Despertar na Roça, Junho de 2001.

Remake poético...

E por que revendo meus escritos da época do Programa Despertar na Roça, apresentado de segunda a sábado na Rádio Princesa do Vale FM entre fevereiro de 2001 e fevereiro de 2003, passerei a postar aqui até quando for possível relatos poéticos (versos livres e sem métrica).

boa leitura então amados... estimados... idolatrados... e tantos outros ...ados leitores destas mal traçadas linhas...

Tenho dito... E sempre!!!

Juá demais é veneno... de autoria do poeta popular Antonio Idavan Luz Moura




Já dizia minha avó
quando eu era pequeno
tudo na vida da gente
sendo demais é veneno
mas eu nunca entendi
nunca pra isso liguei
pois eu fui danado
mas certo dia então
vi que vovó tinha razão
o conselho não era errado

Pois num dia de domingo
eu sai de manhãzinha
fui pra mata com baladeira
ver se matava rolinhas
mas doutor me acredite
num matei num um sibite
pra mode eu merendar
mas de repente eu olhei
na minha frente avistei
um grande pe de juá

Chega tava amarelinho
o peste do juazeiro
e eu por ser guloso
parti pra lá bem ligeiro
e quando eu fui chegando
já fui logo balançando
pras fruitas cair no chão
era caindo, eu comendo
e a minha pança enchendo
fiquei igual um balão

Mas depois seu dotô
foi que eu me vi aperreado
pois comi tanto juá
que fiquei de gogó inchado
chega fazia tongo... tongo...
a pança cheia de mondrongo
era aquela fuleragem
ai me deu um arrepio
quando correu um vento frio
lá na boca da embrenhagem

Aí dotô me acredite
a dor começou acochá
o bucho tava tão cheio
que eu num podia andar
foi nessa hora então
que eu não maior aflição
resolvi voltar vexado
sai bem devagarinho
parecia um bacorinho
com o bucho empanzinado

Quase eu não boto em casa
mas até que cheguei lá
contei tudo a minha mãe
a velha quis se zangar
a bateu a mão à correia
disse: tu vai entrar na peia
pra não ser esgalamido
e eu todo me tremendo
Gritei: -A senhora não tá vendo
que eu estou entupido?

Nesta hora seu menino
a veia se aperriou
mandou chamar os vizinhos
o meu pai também chegou
e eu que nem uma briba
fique de perna pra riba
mandei mamãe assoprar
e quando mais assoprava
é que a dor aumentava
e eu danado a gritar...

Aí trouxeram um chapéu
um assoprava outro abanava
naque grande aperreio
é que a dor aumentava
tava grande a minha pança
eu já quase sem esperança
só me tremendo de medo
aí meu pai aperreado
gritou muito avexado
eu vou empurrar o dedo...

Aí eu disse: Não sinhô!!!
isso num dá certo não!!!
aí ele disse: -meu filho
é a única solução!!!
se você quiser viver
tem que deixar eu meter
o dedo na sua garupa
para tirar o juá
eu comecei a gritar
não meta que me estrupa...

O velho pensou um pouco
naquele grande alvoroço
E disse arrumei um jeito
para tirar os caroços
ai gritou bem ligeiro
traz um espinho de cardeiro
que quero ver se não sai?
aí dotô nesse momento
eu já quase sem alento
gritei... gritei... ai ai

Ai meu pai cutucou
com o espinho bem na beira
saiu o primeiro caroço
com a força da baladeira
pois vinha igual uma bala
e pegou mesmo na mala
que tava assim atrepada
derrubou ela no chão
e quando olharam então
a mala tava furada

Uma tremenda caroçada
vei mesmo pra arrebentar
se pega na testa dum
não tinha como escapar
e nessa hora então
rezaram uma oração
pra vir o resto que tinha
ai soltei um danado
eita que peido arretado
que deixou o coro assado

Nessa hora seu menino
foi juá pra todo lado
quebrou um bando de telhas
ficou o chão ensopado
mas dotô me acredite
a filha de tia Judite
que tava la espiando
levou uma coroçada
chega ficou emjambrada
e foi logo desmaiando

Mas era tanto juá
espalhado no terreiro
que entalou uma porca
e um bode pai de chiqueiro
ficou de bucho quebrado
e um perú vei pelado
num pode mais nem andar
e o telhado da casa
parece que criou asa
vuou todo pelo ar

E o povo todo assustado
foram por ali chegando
e eu sentado no chão
fiquei somente espiando
era feia a putaria
o meu bucho parecia
que dentro não tinha nada
tava igualmente um saco
pois es estava mais fraco
que lavagem de espingarda

Ah dotô quase me acabo
naquele grande aperreio
só de tanto me espremer
fiquei assim muito feio
mas hoje em dia assim
se vierem dar pra mim
um fruto de juazeiro
eu num como nem pagando
pois ainda tô lembrando
do espinho de cardeiro...

30/03/1995



E eu vi rios cheios... De lágrimas...


Preparem as lágrimas... O "cabôcô" sertanejo poderá chorar... Principalmente aquele que a vida inteira dedicou aos animais. Principalmente os de grande porte... Verás seu rebanho amado cair de fome e sede novamente... Desta vez ou se desfaz do mesmo vendendo-o a preço de bananas em fim de feira e assim mesmo também chorará ou o verá ser esquelético morrer cabeça por cabeça de fome e sede logo logo a partir de julho... A coisa tá feia e parece que poucos se deram conta disso. 

Hoje em conversa rápida com um criador ao me ouvir estas palavras ele quase chora, pois já tem certeza disso...

Meu velho com suas pouco mais de dez cabeças de gado ainda tem fé e esperança de que tudo mudo... Persistente ele e insistente também, pois já devia ter de desfeito do ofício ha bastante tempo...

Teimoso... Diz ele: Nasci e me criei neste ofício meu filho...

Tenho dito... E sempre!!!

domingo, 10 de março de 2013

Li e ri, ou melhor, quase morri de rir...

Foi no blogue do amigo Eliton Meneses... Clique aqui para ler também...

Ídolos?


-Quem precisa deles? Quem não viveria sem eles? 
-Somente os fracos, tolos e beócios (Royalties para FHC, quando na presidência) para desmaiarem e perderem grande tempo de suas vidas a venerá-los... Aqui na terra, tirando os momentos efêmeros onde alguns tem mais glórias e venturas do que a maioria dos mortais, todos somos iguais. Iguais!!! Eu escrevi I-G-U-A-I-S! E ponto final... Se os que possuem ídolos e vivem em função dos mesmos utilizassem este mesmo tempo adquirindo conhecimento e racionalidade em pouco tempo, vejam bem, eu escrevi, pouco tempo, todos seriam ídolos... De si mesmo é claro, uma vez que descobririam que ninguém é mais e melhor que ninguem... Somos todos iguais... Deus, que no modesto entender deste escriba mor sucupirano é por definição não minha é claro mas dos espíritos superiores 'A CAUSA MAIOR DE TODAS AS COISAS" não quer ser ídolo de ninguem, imagine todos estes comedores de feijão iguais a mim...

Tenho dito... E sempre!!!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Estou ficando velho, obsoleto e o que é pior, burro!!!!



Lembro com certa dose de saudosismo de meus tempos de estudante que se iniciaram faz uns quarenta janeiros... Primeiro uma carta de ABC...

Depois uma cartilha, um caderno, um lápis apenas e nada mais... As letras aos poucos e umas mal traçadas linhas saíam com certa dificuldade mas com também um certo vigor de minha pena tremulante...

Depois veio a tabuada de aritmética... Todas estas lições me foram passadas por dona Benó, que além de genitora deste escriba mor sucupirano também fora sua primeira e principal mestra...

Aí veio o meu primeiro livro por assim dizer. Não sei dizer nem saberia em que ano regular e equivalente aos dias de hoje me encontrava... Era o livro Novo Nordeste... Acho que publicação imposta pela política ditatorial da época, porem com uma abordagem apenas regional...

E assim a gente ia inchando o bolo do conhecimento e do saber... Tudo isso lá pelas bandas de pé da Serra Penaduba...

Já sem ter como me transmitir mais conhecimentos, eu já ultrapassara os seus, lia, escrevia e calculava as quatro operações de aritmética básica com certa desenvoltura, pois dona Benó era professora leiga, me vi num gargalo... Pararia alí...? Pegaria a foice...? O machado...? A enxada...?

Nada contra os bravos sertanejos que manuseiam tais ferramentas... Mas minha mente contestadora queria mais...

Li, e reli várias vezes, um grande Atlas Histórico Escolar, examinei meticulosamente o Atlas Geográfico Escolar, volumes também de propriedade de minha velha mestra e genitora.

Já conhecia um pouco das coisas do mundo. Sabia que era preciso avançar... Com certa dificuldade, caminhei até a cidade (grande?) Coreaú e por alguns anos perigrinei pelas casas de perentes mais próximos para concluir o primeiro grau. (É o novo!!! Royalties para Neno Cavalcante do diário do nordeste...)

Ampliei meus parcos conhecimentos com as belas e radiosas aulas de Comunicação e Expressão, ministradas pela saudosa professora Maria Queiróz, e pela professora Maria Neuracir, aprendi a contar até dez em Inglês, com as sóbrias aulas do teahcer Antonio Moacir, até me imaginava a perambular pela quinta avenida e quando a fome apertar se achegar em alguma lanchonete para pedir cachorro quente e coca cola... Estava me preparando para além fronteiras, imaginava...

Lavar as mãos antes das refeições foram lições reforçadas nas aulas de Programas de Saúde ministradas por outro grande mestre da época... Até raiz quadrada de oitenta e um eu já sabia em plena quinta série ginasial, tudo isso graças aos ensinamentos de matemática ministrados pela grande mestre e um segundo pai para mim que fora o meu padrinho professor Raimundo Parente...

A cidadania, e muitas outras coisas relacionadas ao trato com as pessoas eu adquirir nas aulas de Educação Moral e Civismo e OSPB, ministradas pela então competente professora Socorrinha filha do Senhor Vilar Fontenele...

Aí sim... Terminado o Ginásio, tinha que adentrar no tão sonhado segundo grau... Novamente, (É o novo!!! Royalties para Neno Cavalcante do diário do nordeste...)

Como não queria ser professor, (mas fui assim mesmo por quase vinte anos) não estudei a Escola Normal por completo. Complementando e reforçando o segundo parágrafo desta simplória cronica, agora sim, com muita dificuldade, já não era certa dificuldade, fui estudar em Sobral no recém-nascido colégio Professor Luciano Feijão, onde me preparei durante dois anos,entrar na faculdade...

Naquela época era um grande feito passar no vestibular. Só tinhamos a UVA, e em janeiro de 1989 desta terra, apenas eu e o imortal Fernando Machado de Albuquerque obtivemos exito no certame. Ele na faculdade de letras, e eu novamente me adentrava (hoje creio que por engano) na Faculdade de Engenharia Operacional. Uma espécie de oitenta por cento de uma engenharia civil... Era o que eu podia alcançar...

Depois de quatro anos, fazendo muitos cálculos a lápis, minha habilidade com os números era estupenda... quem dera ter sido sempre assim com as letras... e muito rabisco em papel manteiga conquistei o título de Tecnólogo...

Era “quagi” um dôtô!!!

Não fui bem sucedido na profissão, e esqueci o nanquim, a régua paralela, os gabaritos... Deixara para trás os cálculos estruturais que aprendi com tanto esmero nos manuais de Aderson Moreira da Rocha...

Mas carregava com satisfação o diploma superior que com tanto sacrifício pude emoldurar e colocar na parede... Meu pai e minha mãe já poderiam dizer com satisfação matuta que tinha um filho “dôto”!!!

Passaram-se vinte anos desta conquista... Enveredei por outros ramos da atividade humana que dispensaria com certeza tal qualificação... Me servira apenas os conhecimentos que utilizei para ministrar aulas de física, química e matemática para alunos, muitos deles hoje eu tenho a satisfação de vê-los vencedores... O velho diploma amarelado pelo tempo já não vale mais tanto...

O comércio do conhecimento, que vende em suaves prestações nas mais variadas áreas do conhecimento humano, inclusive os ligados à saúde das pessoas, diplomas de graduação, especialização e tantas outras bugigangas (não se precisa mais tanto esforço, raciocínio, cálculos e tudo mais) me diz que aquele velho papel já não tem mais valia alguma...

Hoje posso me considerar um jerico... uso jerico para não ofender aquele a quem o Pe. Antonio Vieira definiu como nosso irmão... Seria demais para o bichinho... Mas não tem nada não... A essas alturas não me habilitaria a adquirir mais um título desses... Para que? Para quê?

Tenho dito... E sempre!!!



domingo, 3 de março de 2013

Saindo um pouco de cena...

Por falta de tempo, (justificativa injustificável) este blog ficará sem atualização por tempo indeterminado. Aos amigos leitores e visitantes outros poderão me fazer uma visita na página abaixo:



Lhos aguardo por lá!!!