Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

sábado, 15 de junho de 2013

Da série: Nem tudo está perdido...

LENDO ESSE TEXTO DO Pe. ZEZINHO E PENSANDO COMO PODERIA SER DIFERENTE A ATUAÇÃO DOS GOVERNANTES SE HOUVESSE AMOR E RESPEITO AOS POBRES .

AOS POBRES COM CARINHO
Conto-lhes uma historia verídica. Aconteceu numa cidade de porte médio, e envolveu um prefeito jovem, médico, apaixonado pela sua vocação, amigo dos pobres e dos enfermos. Entendeu que poderia postular o cargo de prefeito para melhorar a situação da saúde no município. A prefeitura não tinha nenhum hospital, e havia três hospitais particulares na cidade. O pronto socorro da prefeitura não ia bem, sabia-o ele que era médico. Padecia de falta de recursos e de pessoal.

Aderiu a um partido que no Brasil inteiro registra baixo índice de corrupção entre seus afiliados e pediu liberdade, argumentando que se fosse eleito, melhoraria a situação da saúde e da alimentação no município. Depois dele o partido teria mais chance de governar por muitos anos, porque ha tempos o povo reclamava por essas melhorias. A direção do partido confiou nele, entendendo que isso seria bom para toda a região e ajudaria a eleger deputados estaduais e até deputados federais. Era do interesse deles uma vitória do jovem médico. Deu-lhe carta branca.

O jovem médico explicou sua plataforma de governo ao povo: cuidaria da qualidade da água, da alimentação nas escolas, faria aliança com os produtores de alimentos para que a comida dos hospitais e dos restaurantes e das escolas viesse do proprio município. Não faria praças, nem mexeria muito com o asfalto. Por quatro anos lidaria com a saúde dos idosos, das mães e das crianças. No fim da sua gestão, o minicípio teria melhor produção de alimentos; a renda ficaria na cidade.

Ganhou as eleições sem gastar quase nada. Sua conversa convencera os munícipes, até porque ele era um médico respeitado, que realmente gostava de pobres. Jovem ainda, com menos de 40 anos, conversou com os hospitais, um deles aos cuidados das religiosas católicas muito competentes, várias delas formadas em administração, saúde e enfermagem. Entendeu-se com o hospital envangélico, também ele bem administrado. Conversou com os envolvidos. Dividiu o Pronto Socorro em duas partes, transferiu para os dois hospitais de religiosos; conversou com os convênios com um dos quais se mostrou inflexível. Não exitou em descrenciar-se dele, no que foi seguido pelos hospitais locais. Outros convênios viriam. Em menos de um ano os hospitais atendiam a 80 % da sua capacidade, enfermos satisfeitos, velhinhos contentes como nunca e os pais entusiasmados com a melhoria da saúde das crianças.

Dois anos depois os hospitais tinham passado por reformas necessárias, as prefeituras de cidades vizinhas fizeram convênio para também também uso dessas facilidades, pagando a sua parte. As dispesas baixaram 30% e foi possível cuidar até do que não havia prometido cuidar: do asfalto, do ajardinamento, da melhoria das escolas.

Quatro anos depois não quis concorrer a reeleição. Tinha dívidas e precisava dar mais tempo á família. Mas pediu o direito de indicar o candidato que o substituiria. Indicou outro médico e uma renomada educadora. Venceu o médico. O município tem hoje outro aspecto, a região melhorou, cidades vizinhas copiaram seu modo de tratar a coisa pública, prosperou a saúde, prosperou a agricultura e a cidade e região tornaram-se um marco refêrencial.

Você me pergunta onde isto aconteceu? Posso assegurar que em minhas viagens nesse últimos 30 anos pelo Brasil conheci mas de 30 municípios como o que acabo de descrever. Habituados a criticar os políticos, às vezes esquecemos que alguns deles são joia rara. Não enriqueceram durante seu mandato. Há muitos bons governantes no Brasil. Muitos deles ainda jovens. Com homens e mulheres desse porte é que se fará o Brasil dos nossos sonhos; políticos com legítima vocação de administradores. Vi muitos deles e hoje sou bem menos pessimista quanto ao nosso futuro. Bons prefeitos existem! (Pe. Zezinho)
 
Retirado do face book.

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