Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Yoani x Snowden

Aos alienados e almofadinhas de plantão, aspirantes a burgueses, mauricinhos e patricinhas de jaleco branco ou colorido, um convite à reflexão. Ele aí na foto, cidadão de uma das "maiores democracias" do mundo, ela uma cidadã da "maior ditadura" do mundo. Ele denunciou ações ilegais do serviço secreto de seu pais e é procurado como criminoso. Ela faz a mesma quase a mesma coisa. Mas ao contrário dele não comprova. Entra e sai da bucólica ilha que "não" respeita os direitos humanos para fazer propaganda ante Cuba. Vamos botar o único neurônio para funcioar? Vamos? 
Ah!!! Pensando ou não, lhos digo. Cês aí adjetivados logo no início da legenda, nunca vão entrar no clubinho burguês pela porta da frente. Se quiserem saber como é la dentro preparem o avental e rumem para a copa pela porta dos fundos. E por lá que os donos do poder e do capital lhe indicarão a entrada. Fico aqui fora grasnando...



Tenho dito... E sempre!!! 




-Ah!!! Por que não rasga este diploma veí. Se não lhe serviu para mudar o pensamento. Não serve para nada...

Enfim o progresso!!!

-E Odorico não proferiria discurso melhor...

-E como é prafentemente que se anda... andemos de mãos dadas... Rumo ao progresso, que ao que parece, chegou bem antes de nossas intenções...

-É inegavelmente, inegável e que ninguém negue, não há dúvidas que o progresso futurista que em outras urbes maior já chegou no passado, correu em altíssima velocidade e nos chega no presente, antecipando antecipadamente o futuro que nunca desejamos vivenciar...

-Mas deixando de lado os entretantos e partindo pro finalmente, eis que, os sinais agora vividos no presentemente momento de convulsão social em que está afogada a outrora tranquila e pacata população sucupirana, não nos deixa dúvida.

-O futuro e o progresso são agora... Nada de aguardar... Ora bolas pois então... Senão vejamos, dois pontos, abre aspas e travessão...

-Já fora dito aqui e em outras demosucupiranas tribunas deste reino que à exceção do sistema arrecadatório governamental que se encontra na vanguarda da sistemática e moderna gestão dos governos que se encontram e se revesam no poder, os demais serviços, como educação, saúde e segurança se encontram estacionados tal qual a época de Moisés, que grafou  um ditado Divino ou seja, os dez artigos de lei em pedra. 

É como fazem atualmente os mestres docentes. Tal qual os barbeiros de outrora que iniciaram os procedimentos da medicina, caminha a saúde. E quem não se enquadra na legislação vigente ainda vai parar nas masmorras modernas chamadas de presídios.

-E o povo embasbacado, ébrio e hipnotizado pelo efeito da pílula azul, assiste alheio à chegada deste progresso nada progressista. Muito pelo contrário: Regressista... regresissista... regrescente... e todos ...scentes que se possa agregar ao assunto.

-Enquanto o representante do ministério privado, tenta aplicar lei federal, dentro de um condado, procurando cabelo em sapo, e exigindo aos condutores de velocípede que usem chapéu, outro segmento usa a cabeça, age a faz (mesmo que fora da lei) resultados positivados, positivos, apesar de negativo para o balanço contábil das instituições do capital.

-Tamos ou num tamos ainda vivendo como Moisés?

-Acho que tamu!!!

A burguesia se encastela e come seu caviar. Nun tá nem aí para o que se passa la embaixo...

Os plebeus e vassalos ficam atônitos, e, sem poder fazer quase nada, se perguntam: "-Aonde vamos parar?"

-Em lugar nenhum ora!!! Já estamos parados faz mais de cinco séculos... Nem andamos. Como podemos parar? Respondo indignado diante de minha "pequena" sabedoria Salomônica!

-E assim caminhamos... Ou melhor, rastejamos...

-Rastejem-me os bons!!!


Tenho dito... E sempre!!!

BRO-Ó-BRÓS batem à porta... Foi-se 2013!!!

Isso mesmo amados, estimados, idolatrados e tantos outros ...ados leitores destas mal traçadas linhas. Não vou me aprofundar no assunto. Isso vocês já sabem de cor e salteado.

"Né mermo?" Então bora para 2014. 


Tenho dito... E sempre!!!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Millôr... Ou seria melhor?

Já disse uma certa vez o grande escritor brasileiro Millôr Fernandes: "-Interessante e estado brasileiro. Me tira à revelia, um terço do que produzo ou ganho com meu trabalho e ainda me chama de contribuinte"

Pois bem: Este ano o impostômetro bateu a cifra de um trlhão, dois dias antes do acontecido no ano anterior. Em assim sendo tudo indica que haverá novo rercorde de arrecadação.

Pois bem 2: Estamos no pais dos récordes...  Se o cofre governamental está com as burras cheias, muito mais cheias que no ano que passou, também haverá recordes de desvios de recursos e tantos outros recordes que envergonham a nação e quem sua a camisa para sustentar o elefante branco e suas crias...

Pois bem 3: Gostaria de ler e assistir notícias de recordes no trato e no respeito para com a cidadania, a exemplo dos idosos (tenho que puxar a brasa para a minha sardinha, já começo a descer a ladeira), para as crianças, para os doentes que agonizam nos hospitais e os mais necessitados em geral.

Pois bem 4: Estes seriam os recordes de que tanto o pais precisa...

Tenho dito... E sempre!!!

Primeira subversão no reino de Sucupira

E eis que o primeiro levante sucupirano se deu nestes dias quando um súdito um tanto atrevido foi de encontro a este escriba mor que agora também atua como monarca desta nação que atendendo à sua tradição política derrubou a bastilha e implantou a monarquia absolutista, anarquista dentre tantos outros ....istas para que possamos agregar mais valor à coisa...

Pois bem: Veio de encontro a mim, peito eguido e inflado, firme como uma rocha e  me disse: "-Dondes vens a tua autoridade como Rey desta nação ó magestade de araque? Contesto a posse deste título por vossa senhoria,  neste sentido então...

Meu olhar firme ao nível da linha do horizonte para a sua face avermelhada, o fez sentir-se mais forte ainda diante do sinal de que eu não o tinha reduzido, muito pelo contrário, olhava-o na condição de igual. Esse gesto fêlo sorrir meio sem graça como a pedir desculpas por ter querido afrontar um monarca que não lhe tinha reduzido um dedinho sequer.

Pois bem 2: -Meu nobre rapaz!!! Disse quase que soletrando...

Ele empalideceu um pouco como se a imaginar como o Rey o tratava. De nobre e notei que já mudava de idéia e continuei:

Pois bem 3: Não obstante, termos reis por aí para enchermos grajau. Ou desconheces que há próximos a nós o Rei da Panelada, Rei do Queijo, Rei dos Parafusos, Rei da Pomonha, Rei da Canjica, Rei do Baião, Rei dos CD's, Rei da Mecânica, Rei do Tomate, Rei da Batata, Rei do Pimentão, Rei das Correntes, dos Grilhões e tantos outros... Que há de errado em eu também ser um rei. E o melhor. Rei de Sucupira?

Pois bem 4: Aceitou o argumento e quanto ía curva-se diante de minha pessoa, quebrei o protocolo e disse que dispensaria tal trato...

Pois bem 5: Saiu correndo a gritar feito louco, (e depois o louco sou eu) e espalhando mundo a fora; "-Este é o Rei... O nosso verdadeiro rei...

Tenho dito... E sempre!!!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Apagão em pleno dia...


Não tenho a menor cerimônia em dizer de olhos fechados, e sem análise qualquer que seja de números oficiais, que o consumo de energia na última década tenha dobrado. E os investimentos na geração e transmissão de energia elétrica? É precisourgentemente o governo federal desburocratizar este setor estratégico para a nação e por o pé no acelerador visando a construção tempestiva de novas usinas geradoras. Senão o bicho vai pegar. FHC que o diga. A escacêz de energia e o consequente racionamento no início da década vigente, fora a gota d'água. O padrão de vida do brasileiro melhorou muito, graças a Deus e ao "booommm" do governo Lula e Dilma, no entanto é preciso que se acorde e retorme o olhar para setores vitais ao desenvolvimento. Energia é o principal deles.



Tenho dito... E sempre!!!

Estação Couto Fernandes. Metrô de Fortaleza.

Trecho da Linha Motrofor. Estação Couto Fernandes - Bairo Damas

Pois bem:

E eis que vejo na internet matéria sob o programa mais médico, logicamente que como a maioria, criticando.

Pois bem: Em pelo menos algum trecho do texto eu concordo, apesar de achar que estou incluso na segunda categoria dos que lá são marcados. Ei-lo:  "Mas poderíamos trazer uns trezentos deputados da Suécia, para o nosso Congresso. Ou, quem sabe, exportarmos para Cuba uns vinte mil chatinhos politicamente corretos, desses que passam o dia fofocando na internet "

Quanto à segunda parte podem contar com um a menos daqui uns dias. Depois das férias eu prometo largar de querer sempre sempre mais um a "ingordá esta mardita incrusão digitá"

Tenho dito... E sempre!!!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Na minha rede não!!!

Pitaco do dia: Saiu no blogue conversa afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim:

"Não se lança uma rede em época de piracema. É crime ambiental”
 Ary"

Do ancioso escriba mor sucupirano: "Se o tal partido da blabarina (Royalties para Paulo Henrique Amorim do conversa afiada) não se firmar nem no estado da Bahia, aí não tem jeito... É sinal de que o brasileiro como um todo cansou de esperar deitado" Tenho dito... E sempre!!!

A VERDADE É QUE O SISTEMA CUBANO DÁ “DE LAVADA”

OBS:

EXIJO QUE OS MÉDICOS CUBANOS,DEPOIS DO ATENDIMENTO MÉDICO,MINISTREM AULAS DE SOCIALISMO,BASEADO NO MARXISMO-LENINISMO,PARA FOMENTAR A REVOLUÇÃO COMUNISTA.

AVANTE ALEXANDRE PADILHA!!!

ESSE PIAUIENSE VAI LONGE.

ETIN.



A VERDADE



247 - Profundo conhecedor da realidade de Cuba e membro do núcleo de estudos cubanos da Universidade de Brasília, o jornalista Hélio Doyle produziu diversas análises técnicas, e sem ranço ideológico, sobre a importação de 4 mil profissionais pelo governo brasileiro.
Os textos foram cedidos ao 247 e permitem uma maior compreensão sobre um tema que tem gerado tanto debate. Leia abaixo seus artigos:
O QUE NÃO SE DIZ SOBRE OS MÉDICOS CUBANOS
A grande imprensa brasileira, que nos últimos anos exacerbou, por incompetência e ideologia, a superficialidade que sempre a caracterizou, tem sido coerente ao tratar da vinda de quatro mil médicos cubanos: limita-se a noticiar o fato e reproduzir as críticas das associações corporativas de médicos e dos políticos oposicionistas. Mantém-se fiel à superficialidade que é sua marca, acrescida de forte conteúdo ideológico conservador e de direita.
Não conta, por exemplo, que médicos cubanos já trabalharam no Brasil, atendendo a comunidades pobres e distantes nos estados de Tocantins, Roraima e Amapá. Não houve nenhuma reclamação quanto à qualidade desse atendimento e nenhum problema com o conhecimento restrito da língua portuguesa. Os médicos cubanos tiveram de deixar o Brasil por pressão do corporativismo médico brasileiro – liderado por doutores que gostam de trabalhar em clínicas privadas e nas grandes cidades.
A grande imprensa não conta também que há mais de 30 mil médicos cubanos trabalhando em 69 países da América Latina, da África, da Ásia e da Oceania, lidando com pessoas que falam inglês, francês, português e dialetos locais. Só no Haiti, onde a população fala francês e o dialeto creole, há 1.200 médicos cubanos – que sustentam o sistema de saúde daquele país e, como profissionais com alto nível de educação formal, aprendem rapidamente línguas estrangeiras.
O professor John Kirk, da Universidade Dalhousie, no Canadá, estudou a participação de equipes de saúde de Cuba em vários países e é dele a frase seguinte: “A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado”. Segredo porque a imprensa internacional – especialmente a estadunidense — não gosta de falar do assunto.
Kirk contesta o argumento de que os médicos cubanos que atendem as comunidades pobres em vários países não são eficientes por não dominar as últimas tecnologias médicas: “A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum”.
O problema dos que contestam a vinda de médicos estrangeiros e, em especial dos cubanos, é que as pessoas que passam anos ou toda a vida sem ver um médico ficarão muito felizes quando receberem a atenção que os corporativistas do Brasil lhes negam e tentam impedir.
SOCIALISMO E GUERRA FRIA
Duas informações referentes à vinda de médicos cubanos para o Brasil e que podem ser úteis aos que querem ir além do que diz a grande imprensa:
- Cuba é um país socialista e por isso, gostemos ou não, as coisas não funcionam exatamente como em um país capitalista. Como é um país socialista, há a preocupação de manter baixos os índices de desigualdade econômica e social. Por isso nenhuma empresa ou governo estrangeiro contrata trabalhadores cubanos diretamente, em Cuba ou no exterior (nesse caso quando a contratação é resultado de um acordo entre estados). Todos são contratados por empresas estatais que recebem do contratante estrangeiro e pagam os salários aos trabalhadores, sem grande discrepância em relação ao que recebem os que trabalham em empresas ou organismos cubanos. Os médicos que trabalham no exterior recebem mais do que os que trabalham em Cuba. Mas algo como nem muito que seja um desincentivo aos que ficam, nem tão pouco que não incentive os que saem.
- O governo dos Estados Unidos tem um programa especial para atrair médicos cubanos que trabalham no exterior. Eles são procurados por funcionários estadunidenses e lhes são oferecidas inúmeras vantagens para “desertar”, como visto de entrada, passagem gratuita, permissão de trabalho e dispensa de formalidades para exercer a atividade. Os que atuam na América Latina são os mais procurados e uma condição para serem aceitos no programa é que critiquem o sistema político cubano e digam que os médicos no exterior são oprimidos e mantidos quase como escravos. Os que aceitam as ofertas dos Estados Unidos, os que emigram para outros países ou ficam no país que os recebe depois de terminado o contrato representam cerca de 3% dos efetivos.  No Brasil, mantida essa média, pode-se esperar que até 120 dos quatro mil médicos cubanos “desertem”.
UM SISTEMA IRREAL
A citação a seguir é do New England Journal of Medicine: “O sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.
Menções elogiosas ao sistema de saúde cubano e a seus profissionais são frequentes em publicações especializadas e ditas por autoridades médicas e organizações internacionais, como a Organização Mundial de Saúde, a Organização Panamericana de Saúde e o Unicef. Mas mesmo assim, querendo negar a realidade, médicos e políticos brasileiros insistem em negar o óbvio, chegando ao absurdo de dizer que nossa população está correndo riscos ao ser atendida pelos cubanos.
Para começar, os indicadores de saúde em Cuba são os melhores da América Latina e estão à frente dos de muitos países desenvolvidos. A mortalidade infantil, por exemplo (4,8 por mil), é menor do que a dos Estados Unidos. Aliás, para os que gostam de dizer que Cuba estava melhor antes da revolução de 1959, naquela época era de 60 por mil. A expectativa de vida dos cubanos é também elevada: 78,8 anos.
Outro aliás quanto aos saudosistas: em 1959, Cuba tinha seis mil médicos, sendo que três mil correram para os Estados Unidos quando viram que não haveria mais lugar para o sistema privado de saúde e que os doutores elitistas e da elite perderiam seus privilégios. Hoje tem 78 mil médicos, um para cada 150 habitantes, uma das melhores médias do mundo. Isso permite a Cuba manter mais de 30 mil médicos no exterior. Desde 1962, médicos cubanos já estiveram trabalhando em 102 países.
Em 2012 formaram-se em Cuba 5.315 médicos cubanos em 25 faculdades públicas e 5.694 estrangeiros, que estudam de graça na Escola Latino-americana de Medicina (Elam). A Elam recebe estudantes de 116 países, inclusive dos Estados Unidos, e já formou 24 mil estrangeiros.
Os médicos cubanos se formam após seis anos de graduação, incluindo um de internato, e mais três ou quatro anos de especialização. Os generalistas, que atendem no sistema Médico da Família (um médico e um enfermeiro para 150 a 200 famílias, e que moram na comunidade que atendem) são preparados para atuar em clínica geral, pediatria, ginecologia-obstetrícia e fazer pequenas cirurgias.
Dos quatro mil médicos que vêm para o Brasil, todos têm especialização em medicina de família, 42% já trabalharam em pelo menos dois países e 84% têm mais de 16 anos de atividade. Grande parte já atuou em países de língua portuguesa, na África e em Timor-Leste. Foi em Timor, a propósito, que ocorreu o fato seguinte: o embaixador estadunidense exigiu do então presidente Xanana Gusmão que expulsasse os médicos cubanos. Xanana perguntou quantos médicos dos Estados Unidos havia no Timor-Leste e quantos o país mandaria para substituir os mais de duzentos cubanos que estavam lá. Diante da resposta, de que havia apenas um, que atendia os diplomatas norte-americanos, e que não viria mais nenhum, Xanana, simplesmente, disse que os cubanos ficariam. E estão lá até hoje. Falando português.
OS LIMITES DO CORPORATIVISMO
1 – Sindicatos de trabalhadores existem para defender os interesses das categorias profissionais que representam. São corporativistas por definição.
2 – É natural que esses interesses conflitem com os de seus empregadores, especialmente em questões ligadas à remuneração e condições de trabalho.
3 – Muitas vezes os interesses de uma categoria batem de frente com interesses de outras categorias, e aí cada sindicato defende seus representados, o que também é natural.
4 – Outras vezes os interesses de uma categoria colidem com interesses do país e da sociedade. Essa é uma questão complicada: quem tem legitimidade para definir os interesses nacionais é a população, que só é consultada quando elege seus governantes e representantes. E esses governantes e representantes têm, muitas vezes, sua legitimidade contestada.
A contradição entre interesses corporativos e interesses nacionais e da sociedade, assim, só pode ser resolvida pelos que têm legitimidade para expressar esses interesses nacionais e da sociedade em seu conjunto.
Nos últimos dias, tivemos três bons exemplos de como os interesses corporativos colidem com os da sociedade. São três causas que podem interessar às categorias profissionais, mas violam a legislação e ferem os direitos humanos e sociais:
- O sindicato dos servidores no Legislativo defendeu que funcionários da Câmara e do Senado recebam remunerações que superam o teto salarial que deve vigorar para todos.
- O sindicato dos aeroviários defendeu a tripulação que criou absurdos e desnecessários constrangimentos a uma criança de três anos e a sua família, por causa de uma doença não infecciosa.
- Os sindicatos de médicos são contra o trabalho de médicos estrangeiros no Brasil, mesmo não havendo médicos brasileiros interessados no trabalho que eles vão fazer.
O corporativismo é inevitável, e os interesses corporativos devem ser discutidos e considerados. Não podem é prevalecer quando contrariam interesses e direitos da sociedade: o teto salarial dos servidores tem de ser respeitado, ninguém pode ser submetido a constrangimentos por causa de uma doença e as pessoas têm o direito de receber assistência médica, seja de um brasileiro ou de um estrangeiro.
SISTEMA CUBANO DÁ “DE LAVADA”
As frases a seguir são de um médico cubano radicado no Brasil desde 2000. Insuspeito, pois abandonou Cuba. Formou-se lá e se especializou em epidemiologia e administração da saúde. Trabalhou por dois anos em Angola e veio para Santa Catarina em um acordo da prefeitura de Irati  com o governo de Cuba. Dois anos depois resolveu ficar no Brasil, onde vive com a mulher e quatro filhos. Critica o sistema de pagamento aos médicos, dizendo que ficava com 50% do que era pago pela prefeitura. Mesmo tendo “desertado”, não entra na onda dos médicos brasileiros e dos oposionistas de direita que atacam a vinda dos cubanos.
O que o médico cubano Alejandro Santiago Benítez Marín, 51 anos, disse ao portal G1:
"Em dois meses, eu já entendia perfeitamente tudo (diferenças culturais, língua). Fazer medicina é igual em todo o lugar, só muda o endereço”.
"Eu não sou contra que eles venham, não. Os médicos cubanos são muito bons, nossa medicina é a melhor do mundo. Só não concordo com a forma como o governo quer pagar, repassando o dinheiro para Cuba e Cuba vai decidir a quantia que vai repassar. Isso não tem cabimento”.
"Há médicos cubanos fazendo um excelente trabalho no Norte e Nordeste. O Conselho Federal de Medicina tem nos ofendido sem necessidade desde o início, chamando-nos de curandeiros, feiticeiros. Eu sou incapaz de ofender um médico brasileiro, mesmo conhecendo médicos brasileiros que cometem erros, a imprensa publica sempre. Tem médico ruim e bom tanto no Brasil quanto em Cuba. Não temos culpa do que está acontecendo no Brasil e que os médicos de fora têm que vir”.
"Em Cuba é bem mais fácil o atendimento, não tem esta fila que há hoje no SUS, em que há a demora de três meses para a realização de exames simples, como ultrassonografia ou ressonância. Em Cuba este exame é feito no mesmo dia ou na mesma semana. Esta demora faz o diagnóstico médico ter que esperar”.
"O sistema cubano dá ‘de lavada’ no SUS, tanto no atendimento normal quanto de emergência. A especialização nossa é muito boa, tanto que Cuba exporta médicos para mais de 70 países”.

Em e-mail do amaigo engenheiro Eliton Meneses

O suicídio imagético dos médicos ou seriam "dôtôres"

O suicídio imagético dos médicos
 
No último dia 12, a Folha de São Paulo publicou pesquisa Datafolha que deu conta de que, até então, o percentual dos brasileiros que aprovava a contratação de médicos estrangeiros para suprir a carência desses profissionais nas regiões empobrecidas tanto das cidades quanto do país, tornou-se majoritário. De lá para cá, esse apoio deve ter aumentado…
54% dos entrevistados pelo Datafolha disseram, então, aprovar o programa “Mais Médicos”, do governo federal, que, agora, acaba de bater o martelo na “importação” de 4 mil médicos cubanos.
Em junho, o índice de aprovação ao programa era de 47%. Por outro lado, diminuiu o índice de reprovação — de 48% para 40% no mesmo período.
A pesquisa também mostrou que o apoio ao programa federal aumenta ou diminui de acordo com a classe social do entrevistado. Ou seja: as pessoas de classe social mais alta reprovam mais o programa, enquanto que as de classe social mais baixa aprovam mais.
A explicação para o fenômeno é muito simples: os que não têm problemas para ser atendidos por médicos por terem maiores recursos financeiros se prendem ao aspecto político da questão e se solidarizam com uma classe laboral que, em um país como o Brasil, origina-se exclusivamente das classes sociais mais favorecidas.
As entidades de classe dos médicos, então, declararam uma guerra ao programa “Mais Médicos” que, aparentemente, seria inexplicável.
O “Mais Médicos” foi elaborado para suprir com médicos estrangeiros as regiões nas quais os médicos brasileiros não querem trabalhar, ou seja, nas periferias das grandes cidades ou nas regiões e cidades mais afastadas e empobrecidas do país. Ora, se trabalhar nas regiões mais carentes não interessa aos médicos brasileiros, por que, então, eles não querem que os estrangeiros trabalhem?
Cobrados sobre tal contradição, os médicos tupiniquins trataram de conseguir uma explicação pretensamente plausível: estão preocupados com a população, que seria atendida por profissionais “despreparados” como seriam os tais médicos cubanos, apesar de Cuba ter índices na saúde que deixam os de um país como o Brasil no chinelo.
Segundo os médicos brasileiros… Ou melhor, segundo a parcela gritalhona dos médicos brasileiros que declarou guerra o programa “Mais Médicos”, eles não trabalham nas regiões pobres porque elas não teriam a estrutura de que necessitariam para desempenhar a contento as suas funções.
A “explicação”, porém, cai por terra quando se verifica que há um impressionante volume de hospitais bem montados, com equipamentos e tudo mais de que um médico possa precisar e que só não funcionam direito justamente por falta de médicos.
Nesse aspecto, matéria recente da Agência Brasil, entre muitas outras, desmascarou a desculpa das entidades de classe dos médicos e da parte ruidosa de uma categoria que, mais adiante, veremos que tem razões muito diferentes das alegadas para não querer trabalhar nas regiões ermas e empobrecidas das urbes e do país.
A matéria relata que a diretora do Hospital Pedro Vasconcelos, da cidade Miguel Alves, no Piauí, reclama da ausência de médicos no município apesar de ele ter um hospital equipado.
Miguel Alves tem cerca de 32 mil habitantes. O hospital local tem, sim, estrutura mínima e pode, por exemplo, realizar um exame de raio-X a qualquer hora, pois o equipamento funciona 24 horas por dia. Contudo, por falta de um ortopedista em 80% dos casos há que encaminhar o paciente para a capital, Teresina, a 100 quilômetros de distância.
A diretora desse hospital argumenta que especialistas ajudariam a tratar os casos menos graves e a fazer diagnósticos mais precisos, mas o centro cirúrgico do hospital está desativado por falta de profissionais.
Nesse mesmo hospital, um outro exemplo: a sala de ultrassom está perfeitamente operacional, mas fica ociosa a maior parte do tempo. Funciona apenas uma vez por semana, no único dia em que o médico responsável pelo exame vai à cidade, quando vai.
Na avaliação da prefeita de Miguel Alves, Salete Rego, “A dificuldade de fixar médicos, especialistas e generalistas está associada ao fato de o município ter 68% da população vivendo na zona rural. Quem é urbano, dificilmente quer viver em um ambiente rural“, disse.
A assessoria do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garante que o Ministério da Saúde tem como demonstrar que esse problema se generaliza pelo país afora: haveria, sim, hospitais, equipamentos e tudo mais para atender boa parte das populações das regiões mais carentes. Segundo o MS, pode faltar equipamento em algumas regiões, mas naquelas em que há estrutura não há médicos que queiram trabalhar nelas.
Com efeito, a falta de estrutura seria muito mais fácil de resolver do que a falta de médicos. Falta de equipamentos se resolve com dinheiro – é só comprar. Médicos, não. Mesmo pagando altos salários, os profissionais não querem se deslocar para regiões sem shoppings centers e ruas arborizadas, só para ficarmos num exemplo frugal.
E ainda vale lembrar que os médicos – ou uma parcela expressiva deles –, desmascarados, procuram jogar a culpa pelo problema no governo federal por ter idealizado o programa que levará profissionais estrangeiros aonde os brasileiros não querem trabalhar. O fato, porém, é que saúde não é atribuição só do governo federal.
Mas por que, então, os médicos brasileiros se opõem tão furiosamente a um programa que suprirá a falta deles em regiões em que não querem trabalhar? Nesse ponto, matéria recente do SBT dá uma pista. Alguns médicos chegam a se empregar em hospitais para a população humilde, sim, mas recebem sem trabalhar. Vão a esses hospitais, batem o ponto e vão embora em seguida.
Eis, aí, uma das principais razões pelas quais uma parcela expressiva da categoria médica não quer “concorrência” estrangeira. Para fazer um “bico” em alguma região pobre, médicos ganham fortunas e nem têm que trabalhar de fato, atuando apenas quando não tem jeito. Não querem, pois, perder essas “tetas”.
Claro que toda a generalização é burra. E não é porque a maioria apoia alguma coisa que ela está certa. Contudo, quem de fato precisa da saúde pública sabe que faltam mais médicos no Brasil do que estrutura. Sobretudo no Norte e no Nordeste, como mostra a matéria da Agência Brasil comentada acima.  É por isso que os médicos cubanos, entre os de várias outras nacionalidades, deverão atuar, preferencialmente, nessas regiões.
As desculpas dessa expressiva parcela da classe médica, portanto, não enganam o povo. Podem enganar pessoas das classes mais abastadas, que são minoria da minoria e não dependem da saúde pública. Mas a população que precisa, que é maioria esmagadora, conforme vai tomando conhecimento do “Mais Médicos” vai apoiando o programa.
Apesar das desculpas esfarrapadas dos médicos e da facilidade com que podem ser descontruídas, essa expressiva parcela da categoria parece estar dopada pelas mentiras que propala.
O nível de falta de noção dessa parcela expressiva desses profissionais é tão grande que não faz muito tempo uma manifestação deles saiu às ruas gritando que médicos são “ricos e cultos”, como que para “avisar” o governo para que “não mexa” com eles.
Os médicos gritalhões e espertalhões, portanto, conspurcam a imagem de toda a categoria, apesar de, obviamente, haver nela gente decente e responsável.
A classe médica, com o silêncio de sua parcela ética, está cometendo um verdadeiro suicídio de imagem pública. É visível que entre a população mais humilde os médicos estão se desmoralizando cada vez mais com essa cruzada contra um programa que pode salvar incontáveis vidas.
Vale, pois, um alerta à parcela decente e responsável dos médicos – que se supõe que deve existir. Esses profissionais devem criar coragem e enfrentar o corporativismo da categoria dizendo publicamente que os gritalhões não os representam, pois o “Mais Médicos” vai fazendo cada vez mais sentido para uma maioria crescente dos brasileiros.
Fonte: Eduardo Guimarães,blog da Cidadania

Em e-mail do amigo engenheiro Eliton Meneses


O pesadelo da pequena elitezinha, burguesa, mauricinhos e patricinhas de jaleco branco!!!




Corem diante desta negra, doutores! Ela tem o que os senhores perderam




“Somos médicos por vocação, não nos interessa um salário, fazemos por amor”, afirmou Nelson Rodrigues, 45.

“Nossa motivação é a solidariedade”, assegurou Milagros Cardenas Lopes, 61

“Viemos para ajudar, colaborar, complementar com os médicos brasileiros”, destacou Cardenas em resposta à suspeita de trabalho escravo. “O salário é suficiente”, complementou Natasha Romero Sanches, 44.

Poucas frases, mas que soam  como se estivessem sendo ditas por seres de outro planeta no Brasil que vivemos.

O que disseram 
os primeiros médicos cubanos do  grupo que vem para servir onde médicos brasileiros não querem ir deveria fazer certos dirigentes da medicina brasileira reduzirem à pequenez de seus sentimentos e à brutalidade de suas vidas, de onde se foi, há muito tempo, qualquer amor à igualdade essencial entre todos os seres humanos.

Porque gente que não se emociona com o sofrimento e a carência de seus semelhantes, gente que se formou, muitas vezes, em escolas de medicina pagas com o imposto que brasileiros miseráveis recolheram sobre sua farinha, seu feijão, sua rala ração, gente que já viu seus concidadãos madrugando em filas, no sereno, para obter um simples atendimento, gente assim    não é civilizada, não importa quão bem tratadas ejam suas unhas, penteados os seus cabelos e reluzentes seus carros.

Perto desta negra aí da foto, que para vocês só poderia servir para lavar suas roupas e pajear seus ricos filhinhos, criados para herdar o “negócio” dos pais, vocês nao passam de selvagens, de brutos.

Vocês podem saber quais são as mais recentes drogas, aprendidas nos congressos em locais turísticos, custeados por laboratórios que lhes dão as migalhas do lucro bilionário que têm ao vender remédios. Vocês podem conhecer o último e caro exame de medicina nuclear disponível na praça a quem pode pagar. Vocês podem ser ricos, ou acharem que são, porque de verdade não passam de uma subnobreza deplorável, que acha o máximo ir a Miami.

Mas vocês são lixo perto dessa negra, a Doutora – sim, Doutora, negra, negrinha assim!- Natasha é, eu lhes garanto.

Sabem por que? Por que ela é capaz de achar que o que faz é mais importante do que aquilo que ganha, desde que isso seja o suficiente para viver com dignidade material. Porque a dignidade moral ela a tem, em quantdade suficiente para saber que é uma médica, por cem, mil ou um milhão de dólares.

Isso, doutores, os senhores já perderam. E talvez nunca mais voltem a ter, porque isso não se compra, não se vende, não se aluga, como muitos dos senhores, para manter o status de pertenceram ao corpo clínico de um hospital, fazem com seus colegas, para que dêem o plantão em seus lugares.

Os senhores não são capazes de fazer um milésimo do que ela faz pelos seres humenos, desembarcando sob sua hostilidade num paìs estrangeiro, para tratar de gente pobre que os senhores nao se dispõem a cuidar nem querem deixar que se cuide.

Os senhores nao gritaram, não xingaram nem ameaçaram com polícia aos Roger Abdelmassih, o estuprador, nem contra o infleiz que extorquiu R$ 1.200 para fazer o parto de uma adolescente pobre, nem contra os doutores dos dedos de silicone, nem contra os espertalhóes da maternidade paulista cuja única atividade era bater o ponto.

Eles não os ameaçaram, ameaçaram apenas aos pobres do Brasil.

Estes aì, sim, estes os ameaçam. Ameaçam a aceitação do que vocês se tornaram, porque deixaram que a aspiração normal e justa de receber por seu trabalho se tornasse maior do que a finalidade deste próprio trabalho, porque o trabalho é um bem social e coletivo, ou então vira mero negócio mercantil.

É isto que estes médicos cubanos representam de ameaça: o colocar o egoísmo, o consumismo, o mercantilismo reduzidos ao seu tamenho, a algo que não é e nem pode ser o tamanho da civilização humana.

Aliás, é isso que Cuba, há quase 55 anos, representa.

Um país minùsculo, cheio de carências, que é capaz de dar a mão dos médicos a este gigante brasileiro.

E daí que eles exportem médicos como fonte de receita? Nós não exportamos nossos meninos para jogar futebol? O que deu mais trabalho, mais investimento, o que agregou mais valor a um país: escolas de medicina ou esteiras rolantes para exportar seus minérios?

É por isso que o velhissimo Fidel Castro encarna muito mais a  juventude que estes yuppies coxinhas, cuja vida sem causa  cabe toda dentro de um cartão de crédito.

Eu agradeço à Doutora Natasha.

Ela me lembrou, singelamente, que coração é algo muito maior  do que aquele volume que aparece, sombrio, nas tantas ressonâncias, tomografias e cateterismos porque passei nos últimos meses.

Ele é o centro do progresso humano, mais do que o cérebro, porque é ele quem dá o norte, o sentido, o rumo dos pensamentos e da vida.

Porque, do contrário, o saber vira arrogância e os sentimentos, indiferença.

E o coração, como na música de Mercedes Sosa, una mala palabra.




Por: Fernando Brito

Em E-mail do colega engenheiro Eliton Meneses



Do blogue:

 "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás." 


O mal, como diz meu velho, por sí só se destrói


Tenho dito... E sempre!!!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

E assim regride a humanidae...

Tédio... tédio... tédio... tééééééééééééééééééééééééééééééédiiiiiiioooooo!!!!

"O mundo é redondo, mas tá ficando chato que só"
                                                               (Barão de Itararé)

E desabafo também....

Que a humanidade sempre fora dividida entre fortes e fracos, todos que leram a carta de ABC sabem muito bem disso... É normal...

Que a humanidade sempre fora dividida entre nobres e plebeus, todos que leram a carta de ABC sabem muito bem disso... É normal...

Que a humanidade sempre fora dividida entre opressores e oprimidos, todos que leram a carta de ABC sabem muito bem disso... É normal...

Que a humanidade sempre fora dividida entre ricos e pobres, todos que leram a carta de ABC sabem muito bem disso... É normal...

Que a humanidade sempre fora dividida entre os que tem e os que não tem, todos que leram a carta de ABC sabem muito bem disso... É normal...

Que a humanidade sempre fora dividida entre os que sabem e os que não sabem, todos que leram a carta de ABC sabem muito bem disso... É normal...

Que os primeiros de cada citação acima sempre fizeram tudo para que os segundos de cada citação acima permanecessem na situação em que sempre tiveram todos que leram a carta de ABC também sabem muito bem... E isso é também normal, pelo menos da parte interessada...

Que os segundos de cada citação acima sempre invejaram a posição que os primeiros de cada citação acima ocuparam e ainda ocupam no mundo todos que leram a carta de ABC também sabem muito bem... E isso é também normal, pelo menos da parte interessada...

Pois bem: No modesto entender deste nada humilde escriba mor sucupirano e também soberano rey de sucupira a primeira classe nunca aceitará em seu seleto club os segundos e os segundos nunca adentrarão ao clubinho pela porta da frente. Não tenham dúvidas disso...

Só muito, eu disse: Muuuuuuuuuuuuuuito conhecimento para quebrar certas amarras que separa estas duas classes.

Pois bem 2: Mas enjoa o estômago do mais seboso bacurim, testemunhar atitudes de certos elementos desta segunda classe de excuídos visando bajular, agradar, servir, doar-se e por que não dizer assemelhar-se aos membros da primeira classe. E estes indigestos seres estão ai em todos os setores onde labutam ambas.

Quando o assunto é política a coisa fica mais nojenta ainda... O compartilhamento e apologias via redes sociais de propaganda de politicas e politicos de extrema direita por esta segunda classe de gente que até pouco mais de uma década atrás comia angú azedo, graças a políticas destes que hoje defendem, justifica minhas mal traçadas linhas. Gentalha!!! Alienada, ignorante e por aí vai... Não enxergam que para desta direita mercenária eles não passam de eleitores compráveis... Se são compráveis é por que são vendíveis ou vendáveis... Sei lá o quê esta praga é... Se enxeguem projetos de cidadãos... Se enxerguem...  E sejam voces mesmos... É melhor ser a folha seca que voa ao vento sem destino do que a pedra no sapato nike da burguesa elite "cheirosa".

Tenho dito... E sempre!!!

domingo, 11 de agosto de 2013

Da série: Não tem jeito, o bicho pegou...

Para os adolescentes que hoje em dia já começam seus namoricos aos doze ou treze anos atenção redobrada.

Nos os incriminarei. Nem atirarei a primeira pedra... Os corações e emoções palpitantes quando o assunto é paixões, mesmo que pueris afloram nesta idade mesmo...

Eu começei a namorar mais ou menos nesta idade e este namoro durou uns quatro anos. Só que tem um detalhe: Era um namoro de mão única. Devido minha timidez oceânica nunca tivera coragem de me declarar para a princesa que aquecera meus sonhos e sonos de adolescente durante estes longos quatro anos.

Até que enfim o castelo de sonhos se desmoronara: Ela soube através de um fuxico feito por amigo (da onça) de extrema confiança a quem eu tinha recentemente entregado meu segredo sentimental.

A amada mandou terminar na hora... Para minha ruína sentimental e pessoal. E ainda fizera o maior escândalo. Foi uma decepção em tanto.

Hoje o cabrito de outrora se vê na condição de bode velho Pai de Chiqueiro, tenso e preocupado... É que os cabritinhos da era moderna estão a espreita. Do lado de cá, um conservador velho não deseja suas cabritas vivendo a atualidade sem timidez que chega e pergunta: -Pai! Posso paquerar pegando na mão e dando um selinho?

Poooooooode um negócio desses?

Tenho dito... E sempre!!!




Dia dos pais... Monderninhos ou não...

E porque hoe é dia dos pais eis que imagino: "-Eles, cada um a seu tempo com muitas dificuldades criaram suas proles, educando-os, disciplinandos-os, tornando-os homens formados para o mundo. E assim se fez... E hoje do alto de minha ignorância não consigo impor os ensinamentos que me foram dados pelo meu, pois se assim agir, sou taxado de careta, e em assim sendo só me resta perguntar ou ir buscar na catedral de são google, um manual atualizado de como ser um pai na atualidade..."

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Constatando com quem conhece na prática...

Pois bem:

E porquê gosto de fazer crítica...
E porquê gosto de dar opinião...
E porquê gosto de fazer isso embasado em verdades...
E porquê gosto de de tantas outras coisas, principalmente retirar o véu da ignorância política e social reinante em todos...

Por tudo isso, procuro me informar bastante sobre o que vou opiniar...

Pois bem 2: 

Sabem aquele mineirinho metido a boa praça e que a elite dominante às vezes, e ele principalmente, tenta nos vender como o maior arauto da gestão pública e da moralidade política...

Pois bem 3: 

Em pouco menos de um mês, em contato direto com cinco conterrâneos seus, em idades entre dezoito e cinquenta anos cada, de forma desinteressada lhos indago sobre como é o cara...

E o que recebo como resposta? O quê? O quê mesmo?

Pois bem 4: 

Os conterrâneos do cara o detonaram... Desprovidos de qualquer interesse os mineirinhos entregaram tudo...

Pois bem 5:  

O cará é de longe, mas muito longe mesmo o que tenta parecer para o resto do país... Isso não é novidade para mim, o mais PHD em politicopsicologia da nação sucupirana...

Mas gosto mesmo é de ouvir quem sente e conheçe na pele os atos e suas práticas governoadministrativas...

Engodo total... Ele é, segundo os próprios conterrâneos,  dez vezes mais pior o que falam a imprensa e a elite sobre o governo popular do Partido dos Trabalhadores.

E ainda tem uma cambada de "alienados políticos dipromados" e o que é pior, dentro de sala de aula a fazer crítica ao governo trabalhista.

Esta gente engolia angú frio e insoço há pouco mais de uma década quando enquanto eles  quebrava a nação nos anos noventa, lhos deixando com fome, e já se esqueceram de tudo...

Não vou nem finalizar dizendo o meu refão sucupirano "Tenho dito... E sempre", vou gritar mesmo é isso....


Gentalha!!! Gentalha!!!


Novas luzes, novos horizontes...

E Coreaú sediará em data a ser marcada para o mês de outubro vindouro grande evento espírita. As claridades da doutrina do consolador serão aqui trazidas através do irmão e amigo Raimundo Parente De Albuquerque Júnior. À mim caberá a prazeirosa tarefa de divulgação, coisa que agora o faço pela segunda vez e também a disponibilização do espaço para o evento. Que os irmãos coreauenses de todas as crenças recebam o evento e seus palestrantes com carinho e respeito. Não será nosso intenção fazer descer goela abaixo crença nenhuma, apenas difundir os ensinamentos que a 150 anos nos chegaram do alto pelas mãos do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, conhecido mundialmente por Alan Kardek. Até lá informes semanais sobre o mesmo aqui e no meu face book.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Desintelectuaram a intelectualidade e vice versa...

Pois bem:
-...
-Isto é recalque!!! Puro recalque... Este aspirante, e que se acha agora escriba mor sucupirano deve estar sem o receituário e por abstinência vem soltar o verbo sujo e já começa com um título provocativo...

-Calma!!! Calma... calminha... calmazinha... amado, estimado, idolatrado e tantos outros ...ados leitor destas mal traçadas linhas sucupiranas... Ainda resta um último alentus na minha cartela... aceita com uma aguinha e açúcar? Não é bem isso não... posso continuar? Posso?

-Pode sim... mas vou logo dizendo: Paro a leitura por aqui... Podes continuar a escrever na cor de fundo da página... Não vou ler mesmo...

-Pois bem... Voltando ao assunto tema destas sucupiranas linhas, só queria relatar opinião comparativa entre o hoje e o pretérito recente de nossas vidas... Nada demais... Senão vejamos... Dois pontos..., abre aspas..., travessão...

Compartilham e curtem milhões de vezes nas redes sociais, “philosofias” adocicadas enquanto pensamentos valorosos, reais e verdadeiros são ignorados ou no máximo circulam em alguns poucos perfis racionais ou de gente que vivera áurea época de máximo aproveitamento do conhecimento e da educação.



Época em que pequeno grupo de amigos se revezavam adquirindo quase a preço de ouro para circularem de mãos em mãos, os romances de Sidney Sheldon, Agatha Christie, Sir Arthur Ignatius Conan Doyle, a coleção completa com encadernação luxo de Machado de Assis e finalmente a tão desejada Enciclopédia Larousse Cultural, uma espécie de Enciclopédia Britânica importada da China, sem bugs é claro, mas que deixava qualquer espírito de traça se babando todinho para ler. Alguem aí deve lembrar da revista Circulo do Livro? Né mesmo...



Época em que pedíamos emprestados dos amigos os Long Players, as velhas bolachas pretas dos grandes compositores da música popular brasileira para gravarmos a seleção das melhores nas novíssimas velhas fitas kassetes Basf 60 minutos. Depois era só deixar no chão, na rede ou no sofá e curtir. Relaxar... Nada de corre-corre, nada de caminhada, nada de academia e tudo de bem estar. Mental e principalmente físico, já que a moda era o conforto e a comodidade. Tudo isso regado à (será que há crase mesmo aqui? Mas deixemos isso para lá. Crase é um paradoxo mesmo. Nunca vi ninguém ler pronunciando a crase ) muita leitura... Niguém criticava o controle remoto, muito pelo contrário, todos desejavam um. Trocar de canal, eram somente dois por estas bandas, sem levantar da cadeira era chique e bom. Principalmente para a preguiça e a mente... Era o cérebro sendo exercitado a todo vapor...



Havia tempo para tudo, inclusive para leitura seguida de vários romances... Era a elite intelectual vivendo e sendo invejada, no bom sentido é claro, por todos que corriam atrás do saber e do conhecimento. Um seleto clube de pessoas. Eu não estava inserido nele, mas pegava carona. Alguns nobres amigos me prestavam valiosos favores ao emprestarem alguns bólidos de suas prateleiras luxuosas. Uma estante arranjada de livros era o jardim preferido e desejado por muitos. E a vida seguia... Seguia rumo ao futuro... O futuro que hoje se faz presente... O futuro da interação... E que interação... Interação que deveria ser direcionada para o engrandecimento e globalização da cultura de qualidade em uma via de mão única. Mas não. Se naquela época  o apartheid cultural era mantido  por questões econômicas, não eram todos que podiam ter acesso ao valioso saber, hoje o é por voluntariado mesmo. E por parte dos que querem ficar de fora do jardim da leitura...

Enquanto um seleto grupo ávido por informação de qualidade e vivência equilibrada traça rumos e discute ideais políticos, sociais e econômicos, a grande maioria voluntariamente assiste com indiferença a passagem do tempo e das coisas. Compatilhando futricas e curtindo camaro amarelo, segue a manada se “intelectualizando”desintelectuada...


Tenho dito... E sempre!!!









domingo, 4 de agosto de 2013

E eu, tribuno de mim mesmo, proclamo aos amados súditos do novo reino de Sucupira: "-Habemus regem!!!"

Pois bem: E assim teve início a curta cerimonia de entronação do novo Rei de Sucupira. Do alto de um pequeno tamborete à sombra de um pé de juazeriro (clique aqui para ouvir o hino do novo reinado) diante de pouco mais da metade da população, número este suficiente para manter a legitimidade do novo governo. Eram pouco mais de seis horas da manhã, horário ideal para não fazer sofrer o já sofrido povo sucupirano e não durará mais que vinte ou trinta minutos. Tempo o suficiente para transmitir aos súditos todas as minhas legítimas intenções como moncarca e dirigente de seus destinos... 

Alegres e esperançosos de novos dias de bençãos e claridades em seus viveres atentos e silênciosos todos me dirigiam ao olhares.

Correspondí o gesto correndo a vista raiando a visão em 180° da esquerda para a direita e sorri para todos.

-Bendito seja todos vocês que aqui se encontram e os que não se encontram tambem. Bendito sejam!!! Que a partir deste momento solene lutemos em conjunto para aplacarmos os ânimos exaltados e semearmos em seus corações as sementes do amor , da caridade e da fraternidade. Que ajudemos a combater a ignorância, o egoísmo, a ganânica desmedida e a indiferênça para com as situações de queda de nossos irmãos desvalidos. Que ajudemos a combater as injustiças e que reine a paz, a tranqulidade, o sossego e a vida prospere sustentavelmente...

-Clap.... clap... clap...

Fora o feed back de retorno da plateia atenta... Sinal de que tudo estava aprovado... Pronto... Sucupira viverá uma nova era...

Mesmo terminada a cerimônia que não durara nem quinze minutos o povo acostumado às salas de esperas por pomposas festas da república caida continuara em silêncio esperando mais blá... blá... blá...

Ante meu gesto de retirada,  (deveres urgentes esperavam o novo monarca e seu conselho) eis que se aproxima do tamborete que servira de tribuna representantes da mercenária, preconceituosa, ultra racista e venável mídia. De várias nações ao redor do globo. Pareciam um vespeiro. O povo em silêncio assistia a tudo e eu na posição em que estava fiquei. Mimicamente falando para acalmar o barulho disse atendê-los em fila indiana um a um com apenas uma pergunta. Que se organizassem então...

Se achega o primeiro representante daquela que já mandou, elegeu e derrubou ex presidentes na República Velha e indaga sarcastimente se não me envergonharia da auzência de representantes de "xefes de istados" do mundo afora. Se isso não seria uma mensagem de desaprovação ao novo sistema.

Respondi lhe perguntando se tinha trazido dinheiro para o lanche, já que nesta data não teria comes e bebes às custas do povo e a faltas daqueles a quem ela se referia era uma honraria ao povo sucupirano. As reservas financeiras que bancam estes circos geralmente fazem falta na mesa, nos hospitais, nas escolas e em vários departamentos do governo... Próximo!!!

Se achega o segundo e vem com a seguinte pérola: Sabemos ó magestade (ja começou bajulando e puxando meu saco. Ôh saco!!!) que os Reis são pessoas iluminadas e enviada pelos deuses para conduzir os povos. Não se sente apequenado por não ter vindo receber as bençãos "del minino" o mais novo, quase nosso vizinho de fronteira e que agora e  representante e substituto contínuo de Petra?

-Neste momento quebrei o protocolo nobre e respondí: -Ó seu filho duma égua!!! Os tempos são outros... Mesmo sob a Égide Divina, meu reinado saberá separar o profano do sagrado em todos os seus atos administrativos...

Os  súditos gritaram: -Bravo!!! Bravo!!! Bravo!!! Esta reação me reforçava as energias e legitimava o novo governo...

Passada a euforia, retorna o silêncio e mesmo tendo notado que muitos correspondentes ja tinham saído da fila desistindo de suas indagações talvez por já terem tirado suas próprias conclusões,  eu falo:  -Próximo...

Se achega com cara de filho da puta um mercenário que nem da imprensa era e depois de meio de minuto de bajulação, pois eu o interrompi, mando ir direto ao assunto, me oferece linho de pureza ímpar, segundo ele usado para vestir pessoas importantes mundo afora. Gesticula, faz voar pelo ar a tal peça. Apesar de naquele momento eu não ver nada em suas mãos, me faço de besta e pergunto; É mesmo. Que bonito!!! E quem se veste com tal preciosidade? 

-Reis, presidentes, primeiros ministros, alcaides, parlamentares, ricos de todas as nações. Vossa magestade não vai ficar de fora não é mesmo?

Em silêncio proposital, como a refletir, mas esperando a reação dos súditos que atônitos testemunhavam tamanha servergonice, fique alí por um minuto até que...

Enfurecidos, os súditos avançam sobre inescrupuloso lobista travestido de mascate e o julga alí mesmo.

Repórteres do mundo inteiro que ainda não tinham se idos e ainda mantinham seus equipamentos a filmar e gravar tudo testemunharam ao vivo a tentativa de crime, não contra o mascate, mas contra o novo Reino e minutos depois o mundo inteiro sabia que a coisa em Sucupira agora estava mais que séria do que nunca...

E assim foi o primeiro meio dia de Reinado em Sucupira...



Tenho dito... E sempre!!!