Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Desintelectuaram a intelectualidade e vice versa...

Pois bem:
-...
-Isto é recalque!!! Puro recalque... Este aspirante, e que se acha agora escriba mor sucupirano deve estar sem o receituário e por abstinência vem soltar o verbo sujo e já começa com um título provocativo...

-Calma!!! Calma... calminha... calmazinha... amado, estimado, idolatrado e tantos outros ...ados leitor destas mal traçadas linhas sucupiranas... Ainda resta um último alentus na minha cartela... aceita com uma aguinha e açúcar? Não é bem isso não... posso continuar? Posso?

-Pode sim... mas vou logo dizendo: Paro a leitura por aqui... Podes continuar a escrever na cor de fundo da página... Não vou ler mesmo...

-Pois bem... Voltando ao assunto tema destas sucupiranas linhas, só queria relatar opinião comparativa entre o hoje e o pretérito recente de nossas vidas... Nada demais... Senão vejamos... Dois pontos..., abre aspas..., travessão...

Compartilham e curtem milhões de vezes nas redes sociais, “philosofias” adocicadas enquanto pensamentos valorosos, reais e verdadeiros são ignorados ou no máximo circulam em alguns poucos perfis racionais ou de gente que vivera áurea época de máximo aproveitamento do conhecimento e da educação.



Época em que pequeno grupo de amigos se revezavam adquirindo quase a preço de ouro para circularem de mãos em mãos, os romances de Sidney Sheldon, Agatha Christie, Sir Arthur Ignatius Conan Doyle, a coleção completa com encadernação luxo de Machado de Assis e finalmente a tão desejada Enciclopédia Larousse Cultural, uma espécie de Enciclopédia Britânica importada da China, sem bugs é claro, mas que deixava qualquer espírito de traça se babando todinho para ler. Alguem aí deve lembrar da revista Circulo do Livro? Né mesmo...



Época em que pedíamos emprestados dos amigos os Long Players, as velhas bolachas pretas dos grandes compositores da música popular brasileira para gravarmos a seleção das melhores nas novíssimas velhas fitas kassetes Basf 60 minutos. Depois era só deixar no chão, na rede ou no sofá e curtir. Relaxar... Nada de corre-corre, nada de caminhada, nada de academia e tudo de bem estar. Mental e principalmente físico, já que a moda era o conforto e a comodidade. Tudo isso regado à (será que há crase mesmo aqui? Mas deixemos isso para lá. Crase é um paradoxo mesmo. Nunca vi ninguém ler pronunciando a crase ) muita leitura... Niguém criticava o controle remoto, muito pelo contrário, todos desejavam um. Trocar de canal, eram somente dois por estas bandas, sem levantar da cadeira era chique e bom. Principalmente para a preguiça e a mente... Era o cérebro sendo exercitado a todo vapor...



Havia tempo para tudo, inclusive para leitura seguida de vários romances... Era a elite intelectual vivendo e sendo invejada, no bom sentido é claro, por todos que corriam atrás do saber e do conhecimento. Um seleto clube de pessoas. Eu não estava inserido nele, mas pegava carona. Alguns nobres amigos me prestavam valiosos favores ao emprestarem alguns bólidos de suas prateleiras luxuosas. Uma estante arranjada de livros era o jardim preferido e desejado por muitos. E a vida seguia... Seguia rumo ao futuro... O futuro que hoje se faz presente... O futuro da interação... E que interação... Interação que deveria ser direcionada para o engrandecimento e globalização da cultura de qualidade em uma via de mão única. Mas não. Se naquela época  o apartheid cultural era mantido  por questões econômicas, não eram todos que podiam ter acesso ao valioso saber, hoje o é por voluntariado mesmo. E por parte dos que querem ficar de fora do jardim da leitura...

Enquanto um seleto grupo ávido por informação de qualidade e vivência equilibrada traça rumos e discute ideais políticos, sociais e econômicos, a grande maioria voluntariamente assiste com indiferença a passagem do tempo e das coisas. Compatilhando futricas e curtindo camaro amarelo, segue a manada se “intelectualizando”desintelectuada...


Tenho dito... E sempre!!!









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