Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

domingo, 24 de novembro de 2013

Cronologia da Indiferença.

Voltando à questão urbanística de nossa urbe vamos tentar entender como ela é (des)tratada...

Tinha em meados dos anos oitenta a praça da matriz maltratada pelos anos, uns bancos premoldados em cimento e concreto com a inscrição. Coreaú 14.09.1966.

Isso mesmo! Até meados de oitenta a praça ainda estava com os bancos originais chegando aos vinte anos. Nada demais. Não havia vandalismo como nos dias atuais. E apesar de ultrapassados ofereciam mais conforto do que os atuais.

Aí o prefeito da época fez uma grande reforma. Trocaram os bancos por uns mais modernos. Em estruturas metálicas com acabamento em madeira e uns canteiros elevados. Era uma inovação e tanto para a época.

E de lá para cá pouca coisa ou quase nada fora feito. E quando fora feito foi em total desarmonia. Nem precisa ser arquiteto ou paisagista para sentir náuseas com as alterações feitas ao longo dos anos.

Em tão pouco espaço físico ao invés de imprimirem vias largas e retas o máximo possível, criaram desenhos de forma irregular com curvas  sem sentido. (Niemeyer morreria novamente só de vê-las).

Chegaram ao absurdo de darem um banho de tinta nos velhos bancos sem pelo menos trocarem as ripas de madeira que serviam de assento. Em cores alternadas de branco e azul. Se fosse pelo menos branco e preto vá lá. Era sinal de que todos concordam que só a Zebra é a solução. Mesmo assim a idéia era de tremendo mal gosto.

Depois nunca prova de mal gosto maior e serviço seboso como diria "rórró" a philósofa matuta que desenhava o nome nos quinze de novembro de outrora, colocaram uns mungangos que os amigos do rei na ocasião resolveram chamar de bancos. Construidos em plástico reciclável com aparência de ferro envelhecido com madeira usada (o politicamente in-correto) deixou a velha e boa praça com ares de marmota maior. 

Cada um a seu tempo imprimiram suas marcas de péssimo gosto diga-se de passagem. Constuiram quiosques a preço de ouro para serem demolidos posteriormente ao bel prazer do rei do momento, provando o quando desprezo tem pelo suado dinheiro do cidadão eleitor contribuinte (Royalties para Hélio Fernandes da Tribuna da Imprensa.)

Até covas rasas (Royalties para conceituado político local que não vou citar o nome para não me desincompatibilizar com o mesmo, pois não sei se o mesmo ainda concorda com o que ele mesmo outrora bem denominou) em praças pública foram edificadas para serventia nenhuma dar ao munícipe alheio às próprias necessidades.

O bairro onde moro apesar do crescimento populacional nas últimas duas décadas continua desprovido de qualquer espaço público de uso recreativo. A prosa e a brincadeira da meninado tem que ser na calçada.

No final do conjunto Cohab há ao que parece inacabado um belo conjunto de quadra esportiva, pista de cooper e rampas para a prática de esportes radicais sem uso, sabe-se lá o porquê. Construído sem estudo, sem planejamento, e quiçá num local onde não há demanda ou onde o público não dá o devido valor à obra, torna o investimento quase que perdido. É o velho ditado. Quem atira com pólvora alheia, não mede a distância...

E assim caminha a cidadania sucupirana. Sem a mínima noção de direitos e ao que parece com a máquina desazeitada... Isso mesmo. Sem jeito e sem azeite. 

Tenho dito... E sempre!!!







Nenhum comentário:

Postar um comentário