Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Brasil! O País do futuro

Que futuro é esse? Quando será esse futuro?

Floriano Peixoto, o segundo presidente do Brasil, há mais de um século já falava que o Brasil seria o país do futuro. Na década de trinta, Getúlio Vargas também dizia isto. Juscelino Kubitscheck também dizia, na década de cinqüenta. No período do governo militar, também falavam sobre isto, com o famoso ninguém segura este país”.
Depois que acabou o período militar, o José Sarney dizia isto, Fernando Collor dizia isto, Fernando Henrique dizia, Lula chegou até dizer e ainda anda dizendo que o futuro anunciado já chegou, no governo dele, obviamente. A Dilma, pra variar, continua a dizer a mesma coisa.
Afinal de contas, quando é que esse tal futuro virá?
Quando se fala em “País do futuro” subentende-se que será um país maravilhoso, encantador, justo, produtivo, organizado e promissor que desperte inclusive a atenção dos povos dos outros países.
Esperar-se-ia um país com um bom sistema de educação, de saúde, de segurança pública, de previdência e de estrutura em geral. Inclusive povo educado e civilizado.
Sinceramente, meu amigo e minha amiga, vocês vêem isto no Brasil?
Esta época que nós estamos vivendo agora é o futuro, anunciado nos tempos do Floriano Peixoto, do Juscelino e dos governos militares.
Cadê o futuro promissor? Cadê o país que iria ser o celeiro do mundo e que iria encantar a todos os povos?
Será que já não é hora da gente dar uma apertada nesses políticos para que parem com essa palhaçada? Será que esses ministros, deputados, senadores e políticos em geral não percebem que essa frase está desgastada e não diz coisa nenhuma?
Analisemos a situação do país de hoje e comparemos algumas coisas com o modelo de vida que tínhamos no passado.
Mas, antes disto, falemos do processo natural da evolução científica e tecnológica:
Hoje nós temos computador em casa, internet, forno microondas, televisão em alta definição, telefone celular, lâmpadas mais econômicas, câmera fotográfica que não precisa mais revelar os filmes, aviões a jato voando por todo o país, ônibus mais confortáveis, melhores recursos da medicina, como a ultra-sonografia, a ressonância magnética e os diversos instrumentos médicos e até comprimido para impotência. Sem dúvida nenhuma, um montão de coisas que nos dão um certo conforto.
Todavia consideremos que nenhuma dessas coisas foi criada no Brasil, desenvolvida por brasileiro e pela nossa tecnologia. Tudo veio de lá de fora.
Será que essas coisas são suficientes, para nos afirmarmos país desenvolvido?
Comparemos, então:
Na maioria das cidades brasileiras, principalmente nas maiores, as pessoas são obrigadas a viverem presas, com suas casas gradeadas por todos os lados, haja vista o elevado nível de violência que vivemos hoje.
Ah, Alamar, mas violência é algo que sempre houve.
Claro que sempre houve, mas pergunte a uma pessoa de mais de quarenta anos se em épocas passadas existia isso. Ninguém precisava de grades nas portas e nas janelas das suas casas, as pessoas podiam se sentar na calçada de casa, inclusive a noite, conversando com os vizinhos e até ficar com suas janelas abertas, porque não havia o medo da violência como hoje. Existia ladrão, sim, que saltava a janela, entrava na casa e roubava um rádio, mas não era coisa tão comum como hoje, que traumatizava as pessoas a viverem sob grades.
Os aposentados brasileiros eram incomparavelmente melhor tratados que os de  hoje, pois os seus ganhos eram compatíveis com aquilo que eles contribuíram enquanto ativos e não havia o roubo sem vergonha que os governos atuais fazem nos seus ganhos. Não existia essa safadeza política que determina que o reajuste anual dos aposentados tem que ser inferior ao do salário mínimo.
Procure conversar com um aposentado do passado, se é que ainda vai encontrar algum vivo, que você vai confirmar isto.
A conta de energia elétrica não era tão cara como a de hoje, apesar de não existir as poderosas hidrelétricas atuais que teriam, por obrigação, fazer ficar mais barata ainda, se não fosse o roubo governamental da quantidade excessiva de impostos que cobram do povo.
A carga tributária era muito menor, não havia tanta extorsão governamental ao povo.
Não havia a indústria das multas de trânsito que existe hoje.
A telefonia do passado, apesar de ser de tecnologia inferior, funcionava muito melhor que a de hoje. Quando você ligava para uma pessoa, só tinha duas situações: ou chamava e a pessoa atendia na hora (sempre completava a ligação) ou dava sinal de ocupado, quando o telefone estava realmente ocupado, fora do gancho. Hoje é uma porcaria, pois mesmo o telefone não estando ocupado a ligação não se completa, vai para a secretária eletrônica, que é cobrada, e as contas são cada vez mais elevadas.
A educação básica era também muito melhor. Compare o nível de conhecimento de um jovem quando saía do curso ginasial e do científico com o conhecimento do jovem de hoje.
O leite que era oferecido ao povo, pelas padarias e supermercados, era mais consistente e mais saudável que o leite de hoje, porque você sentia sabor e não era essa coisa rala e sem graça que tomamos hoje. O pão, que hoje chamamos de francês, era também mais consistente e mais saboroso.
Aluno não batia em professor, muito pelo contrário, quando ele errava era o professor quem o repreendia e os pais davam apoio para o mestre; hoje os pais são coniventes com os erros dos filhos, processam os professores, pedem afastamento deles do colégio e, quando possível, os denunciam para vê-los na cadeia.
Antes, os bandidos temiam a polícia, porque assassinos e criminosos não eram tratados com mordomias, proteções e excesso de “direitos” como têm nos dia de hoje. Não se conhecia histórias de bandidos enfrentarem a polícia, armados, e ainda terem proteção de associações de “direitos” humanos.
Procurem se informar sobre o que era a Petrobrás no passado e veja o que ela é hoje. Vejam o que era, por exemplo, um funcionário do Banco do Brasil no passado e o que é hoje. Vejam o que eram os bancos brasileiros, no passado, em relação aos clientes e o que é hoje. Houve época em que os bancos compartilhavam os seus lucros com os seus clientes, hoje eles só exploram com taxas extorsivas.
No passado o Brasil tinha estradas de ferro, o meio de transporte mais eficiente e mais barato que existe no mundo, hoje não tem mais.
Geladeiras, máquinas de lavar, ar condicionado, fogões e outros eletrodomésticos eram fabricados no Brasil para durar mais de 10 anos. Quem é que consegue hoje chegar a dez anos com o mesmo fogão ou a mesma geladeira funcionando?
Quem viajava de avião, compare o nível dos serviços de bordo da VARIG, da Cruzeiro do Sul, da Panair, da Real, da Transbrasil e da VASP com os serviços de bordo oferecidos pelas companhias aéreas de hoje. Aproveitem e comparem também as caras das aeromoças.
Compare os montantes da corrupção da política do passado com o tamanho da corrupção de hoje.
Compare o nível de respeito e consideração que os filhos tinham para com os seus pais antes com a realidade de hoje.
Mesmo proporcionalmente falando, compare os índices de mortes no trânsito por ano, entre os tempos passados e os atuais. E ainda tem um detalhe: Antigamente ninguém usava cinto de segurança nos carros e nem existia frios ABS. Compare também o número de bêbados assassinos nos volantes.
Com todos os problemas que a política sempre teve, porque sempre existiu político safado em todos os tempos, mesmo assim compare o nível moral do Congresso Nacional de todas as épocas do passado com a indecência e a pouca vergonha de hoje.
Quando é que se falava que traficantes de drogas estabeleciam poderes paralelos nas cidades, como acontece no Rio de Janeiro e em outras localidades, a ponto de peitar o governo, a polícia e até a lançar candidatos políticos?
Compare as vozes e as dicções dos comunicadores de rádio do passado com os de hoje.
Compare o nível dos compositores, das letras das músicas, das melodias e das harmonias do passado com as de hoje.
Compare as belezas naturais das mulheres do passado com a beleza artificial e plástica das mulheres de hoje.
O País sempre teve problemas na área da saúde, mas nunca, em época nenhuma, teve tanta gente abandonada nos corredores dos postos de saúde e morrendo sem atendimento médico como nos dias atuais, onde ambulâncias são abandonadas e se acabando em depósitos por falta de manutenção.
Para a conservação das estradas só havia um imposto, que era este que hoje chamam de IPVA. Hoje você paga três vezes para isto: IPVA, pedágio e imposto nos combustíveis. Não é mais nem bitributação, é "tritributação". Uma vergonha!
Eu escreveria duzentas citações como estas e até escreveria um livro inteiro, para fazer comparações de coisas e costumes do passado com coisas e costumes de hoje.
Que futuro pode ter um país onde uma pessoa de 17 anos é apto e considerado responsável para votar e escolher o presidente da república e o congresso do seu país, mas esse mesmo jovem não pode ser responsabilizado pelos crimes que comete?
Não é que eu queira ser saudosista, o que quero ser é realista, neste país sem memória e carregado pela demagogia e pela hipocrisia.
Que futuro é este de hoje, que os nossos políticos do passado tanto projetavam para o nosso país?
Que futuro o Brasil está construindo para os nossos filhos e netos vivenciarem?
Será que os políticos não têm um pingo de vergonha na cara, não tem inteligência e não se mancam quando abrem a boca para essa conversa fiada de que o Brasil é o país do futuro?
Será que o futuro do país é um maior número de brasileiros vivendo à custa de bolsa família? Será que é isto mesmo que o nosso povo precisa?
Será que projetos de mais educação, mais qualificação, mais habilitação e mais conscientização do povo, para que aprenda a buscar a sua sobrevivência à custa de produção com as próprias mãos e não viver a custa de esmola governamental, mantida pelos que trabalham, não seria muito mais coerente e menos humilhante para um futuro de fato melhor?
É necessário que contestemos as malandragens políticas, as estratégias sem vergonha que eles utilizam para enganar o povo mais desinformado, as frases de efeito que eles gostam de usar para impressionar os bobos e os efeitos produzidos pelas agências de publicidade que cuidam das suas imagens mascaradas.
Estamos entrando em mais um ano de eleições e torna-se fundamental que dispamos de qualquer rotulação partidária para ficarmos de olho nos candidatos que verdadeiramente tem história de dignidade, conduta proba e ilibada, passado limpo e disposição para trabalho pelo povo e não para se servir do povo.
Só assim poderemos vislumbrar algum tipo de futuro digno para o nosso país.
 
Abração.
 


                 Alamar Régis Carvalho
      Analista de sistemas, escritor e ANTARES Dinastia
Militar Reformado da Aeronautica
                        alamarregis@redevisao.net
                            www.alamarregis.com
                     www.partidovergonhanacara.com

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