Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

domingo, 22 de dezembro de 2013

Cotas...

Conheci muitas. Algumas parentas outras amigas e por aí vai. Senhoras por quem sempre nutri o maior carinho e respeito.

Pois bem: Hoje as cotas são outras. É uma fração ou seria fatia mais saborosa para ajudar a equilibrar as injustiças sociais cometidas pela elite contra minorias durante os últimos cinco séculos de história desta nação sucupirana.

Tudo bem então. Não nego que uma pequena parcela tenha ao longo dos séculos pisoteado sobre os direitos mais básicos de grande maioria de desvalidos e sem sobrenomes importantes deste pais.

Era chegado a hora de tentar reverter esta situação e mudar este quadro discriminatório. Mas no entender deste ignorante escriba mor sucupirano a aplicação destes expedientes deve ser rodeada de cuidados técnicos para ao invés de ajudar não esculhambar mais ainda o já esculhambado sistema político e administrativo do reino.

Pontuar e favorecer cotas para o ingresso no ensino e na profissionalização é o mais justo e perfeito método de correção dessa anomalia secular. Mas... Eu disse: Mááááááássss...

Em conversa recente com parente tive que expor meu ponto de vista limitador deste benefício quando do ingresso no serviço público. Não... Não... Não atirem pedras antes de ler minha simplória exposição...

"O ingresso no serviço público em especial é, ou pelo menos era para ser, uma competição onde chegaria no final os mais preparados e medidos. Preparo este através de provas avaliatórias. É bem verdade que justamente as injustiças cometidas tiravam desta competição muitos desvalidos deixando espaço vago para competirem somente os bem nascidos.

E as cotas no ensino universitário, técnico entre outros veio justamente para combater isso. Então...

Esse equilíbrio deve servir para a competição mais séria digamos assim, a que vale um salário.

Abrir precedentes para cotas nas seleções públicas de empregos e concursos, poderá gerar no futuro uma necessidade de recall.

Vamos estudar um caso hipotético?


"Imaginemos que as forças de segurança resolvessem selecionar para formar um batalhão especial cem homens, que iriam combater o crime e outros delitos. E esta força precisa de homens fortes e preparados.

Imaginemos que o ingresso nesta mesma força se daria da seguinte forma: Aberta a seleção e tendo todos os candidatos ao cargo dispostos a se submeter à avaliação.

Prova: Largada de um ponto marcado, todos os candidatos que percorreriam exatos um quilômetro onde os esperariam uma grande sala aberta com cem bandos. É lógico e não precisamos acrescentar mais nada  e que os cem primeiros que chegassem e sentassem seriam os escolhidos. Os demais não. Há algo errado nisso?

Agora imagine que a lei de cotas para ingresso nesta mesma força dissesse que vinte por cento das vagas seriam para os cotistas. Então quando chegassem os oitenta primeiros fechariam os portões e deixaríamos vinte cadeiras vazias para serem preenchidas através da prova de cotas.

Prova de cotas:  Escolhe todos os candidatos que foram vítimas do sistema, mal alimentados, mal educados, mal nutridos e tantos outros mal.

Como eles estão em desvantagens sobre os demais não poderão correr um quilômetro. Estão fracos. São vítimas do sistema (espero que não me tratem aqui de extremista de direita, muito pelo contrário, apenas tentando ser racional) e lhes seriam aplicados uma prova para correrem apenas duzentos metros.

Os vinte primeiros seriam os vencedores das vagas para os cotistas. Aí seriam transportados os oitocentos metros restantes  de ônibus onde uma sala com vinte assentos os esperariam para serem admitidos nas forças especiais.

Aí já temos como montar nosso esquadrão de segurança nacional com os cem homens. que vão para a batalha. 

Aí amigo leitor destas mal traçadas linhas, eu pergunto: Teriam como estes cotistas desempenhar  a função com desenvoltura e precisão. O bicho vai pegar. Não precisam responder...

Está claro que esta medida apesar de tentar humanizar a desumanização não funciona assim tão bem.

Mas uma vez sou forçado a dar a minha modesta contribuição. Por que não pegaríamos este grupo cotista e ao invés de lhes aplicarmos uma prova água com açúcar,(duzentos metros somente) não os  treinaríamos e alimentaríamos  durante um bom tempo para que depois estivessem em condições de correr os mil metros da prova original e aplicada a todos. Assim a coisa seria mais justa.

E o treinamento e o alimento que cito acima já estão sendo oferecidos. As tais cotas em universidades os programas de distribuição de renda dentre tantos outros já são a meu ver isso. Qualquer outra coisa mais é populismo barato.

Este preparo de que falo já vem sendo feito faz mais de uma década. Acho que nos dias atuais já estamos quase todos em níveis de igualdade para competir seja em que coisa for, brancos e pretos, amarelos e incarnados, verdes e azuis, cinzas e marrons, ricos e pobres e por aí vai.

Estudo de caso concluído.


P.S.: Em tempo. Só uma pequena amostra de que esta luta já está mais do que equilibrada é que hoje passados quase uma década quando dei aula pela última vez, tinha bem alimentados que nada queriam e mal alimentados que sentavam na primeira fila apenas com um copo d'água no estômago, livros, cadernos e a vontade de aprender. Sabe quem foi parar na universidade, se formou e está aprovado em vários concursos?

Uma lata de goiabada com cream de leite em caixinha para quem acertar. Vou dar uma dica: Os que chegavam às treze horas apenas com o café da manhã e muita vontade de vencer na vida. E estes não precisaram de cotas não. Entraram de cabeça erguida e pela porta da frente. Muito bonito. Fico feliz pois me considero parte da vitória destes bravos lutadores....

P.S 2: Posso até estar errado. Mas continuarei pensando assim até que me deem razão técnica para pensar o contrário.

Tenho dito... E sempre!!! 




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