Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

domingo, 12 de outubro de 2014

Da série: Melancolia...

Era meados do ano 1968, mas precisamente sete do mes de julho em plena repressão do governo Artur Costa e Silva general da chamada linha dura que viria em dezembro do mesmo ano instituir o mais terrível decreto institucional dos anos de chumbo, o terrível e temido Ato Institucional AI-5, chorava pela primeira vez aqui na terra, mas precisamente no pé da Serra da Penaduba, o mais revoltoso de todos os revoltosos (pelo menos quando o assunto é o verbo, já que na hora do cheiro de pólvora, já senti tantos nos ultimos tempos o homem não se sustenta em pé) que esta terra sucupirana pariu no último século.

E nada fora fácil... A começar pela refeição logo nos primeiros momentos de vida um angú azedo (de tando chorar algum gênio sugeriu matar a fome do bruguelo com mingua de puba. Ao meu anjo de guarda inda hoje rogo graças por tão velada proteção).

Crescido no regime, sempre atento ao modo calado dos pais. O regime não permitia muita discussão política e qualquer um poderia ser denunciado...

A genitora, uma professora leiga ("-A ignorancia é uma benção Royalties para o personagem Cypher do filme Matrix) e o pai um agricultor pouco politizado fizeram do lar um espaço de poucas discurssões políticas. Apenas politica. O "protagonisado" bipartidarismo ARENA-Aliança Renovadora Nacional, agremiação da direita militar versus DB-Movimento Democrático Brasileiro, agremiação da resistência amordaçada pouco importava para aquele ambiente.

E tudo continuava difícil...
Veio as primeiras eleições diretas para governadores em 1982 e os meus quatorze anos não enguliam o fato de mesmo com pouca divulgação em mídia (que mídia? Apenas um Rádio ABC canarinho movido a quatro pilhas Ray-O-Vac, as amarelinhas) mas muitas chapas em papel jornal já marcadas em negrito...

E tudo continuava difícil... Aí veio a redemocratização do pais. Era o ano de 1985. Depois das grandes campanhas e comícios pelas diretas já no anod de 1984. Se os adolescentes e jovens de hoje pudessem ver em tela os rumos e horizontes meu e de tantos outros naqueles remotos tempos, ririam ou chorariam... Muuuuuito... Acho que chorariam...

Ainda não foi daquela vez... Tivemos eleição para presidente. Mas eleição indireta. Dois candidatos. Maluf e Tranquedo.

E tudo continuava difícil... Aí veio a primeira eleição presidencial direta. Era o ano de 1989. O podo sedento por eleger seu presidente viu parte da massa alienada engulir o candidato da direita golpista (leia-se elite branca e conservadoras, capital expeculativo, mídia e outros.) para imediatamente após a posse dar o maior calote que se tem registro na população que o elegera e nos adversários também.  Quem aí não lembra do bloqueio da poupança nos anos noventa?

O brasileiro em sua totalidade à excessão dos amigos do rei levaram a maior rasteira que se possa imaginar.

E tudo contiuava difícil... Aí veio o impeachment. Cursando Engenharia Operacional de Construção Civil na Universidade Vale do Acaraú partimos em setembro do campus da Betânhia rumo ao centro em caminhada todos de preto. Fora alí naquele ano meu batismo na luta de classes. Uma pena. Naqueles remotos e difíceis tempos ninguem portava uma máquina fotográfica sequer e muito menos a imprensa foi lá. Era coisa feita com vontade mesmo. Com garra. Não era apenas para postar depois nas redes sociais não... No final ao que me parece enviávam um relatorio sobre o movimento. Número de participantes etc. Deu resultado: Em dezembro do mesmo ano o presidente caçador de marajás renunciaria...

E tudo continuava difícil... Terminei o curso. A recessão reinante no pais não me permitira a realização dos sonhos mais básicos de um jovem adolescente recem formado. Um verdadeiro "rapaz latino americano e sem dinheiro no bolso" (Royalties para o compositor Belchior) Tudo fora deixado para tráz. Tudo... Sonhos... Planos... Projetos... Paixões... Tudo... Tudo mesmo... O caminho fora longo e nunca fora permitido retorno... Os fragmentos de uma vida... As peças vitais e mais importantes da vida tinham sido perdidas... Quase que para sempre...

E tudo continuava difícil... O pesadelo dos anos noventa, apesar da estabilização econômica e da moeda que tinha perdido uns nove zeros,  ajudara a piorar a vida de idosos, adultos e jovens. Tião que o diga... Sou testemunha ocular de sua desventura...  A virada do século era de esperança... Muita esperança... O novo milênio adentrara trazendo luz ao pouco de força e garra que o brasileiro ainda tinha depois de tantas lutas e expoliações por parte do Estado tirano e elitista.

E tudo continuava difícil... Em 2002, na quarta tentativa eis que chega ao poder central o torneiro mecânico. Um homem vindo do povo e que sabia as demandas de sua gente. Sem diploma governou e mudou para melhor a vida de milhões de basileiros. Muitos Tiãos... Por oito anos nos dois mandatos conquistados pela vontade do povo sofrito e à revelia da elite golpista trabalhou em prol dos que durante cinco séculos foram usurpados e escravisados para manter o luxo das oligarquias. De tão bom que era até para as oligarquias levou beneses.

Aí as coisas melhoraram... Sua indicada para continuar as mudanças também seguiu a sua cartilha. 

E hoje quando tudo se estabiliza vemos todas as conquistas dos últimos dez anos serem ameaçadas pela mesma elite exclusivista se servindo de uma massa que já nasceu no boom do governo popular... Por desinformação ou por egoísmo muitos dos que servem de bucha de canhão para os golpistas brancos atiram no próprio pé negando as conquistas sociais adquiridas com tanta facilidade. Tivessem passado por que passou a minha geração viriam quanta burrice comentem... Mais ainda é tempo de repensarmos... Basta que com atençao esmerada se acuidem de ficarem informados sobre a história recente desta país de lutadores...

Tenho dito... E sempre!!!





Cronica do dia? Ctrl C e Ctrl V - Para mostrar a realidade...

A campanha eleitoral continua a todo vapor. Como previram alguns analistas desde o início do ano o jogo iria ser pesado. (E sujo também!!!) E está sendo mesmo.  O Partido da Imprensa Golpista-PIG, (royalties para o jornalista Paulo Henrique Amorim do blogue conversa afiada)  vem desde início do pleito utlizando artilharia suja e pesada. Deseja a qualquer custo tomar o governo dos trabalhadores. Infelizmente a grande massa em especial os jovens que não viveram os amargos anos noventa e desconhecem o inferno vivido pelos brasileiros naqueles negros tempos ignoram o perigo que é o retorno ao governo desta direita raivosa, elitista e que nunca aceitaram o fato da população desfavorecida ter tido o direito de trocar o angú azedo por uma sopa de costelas. Os benefícios adquiridos nestes doze anos de governo do Partido dos Trabalhadores parecem ignorados. Não podemos deixar isso acontecer. Precisamos alertar a todos. 

Jovens que hoje frequentam as mais variadas universidades, que dispôem de bolsas remuneradas para se qualificarem desconhecem a miséria vividas  pelos seus pais e por pessoas como eu que estou na faixa dos quarenta e que como jovem naquele época vi meus sonhos correrem na sargeta do abandono. Abandono das escolas públicas, universidades, da infra estrutura, do funcionalismo. Abandono de tudo. Eles abandonaram tudo. Abandonaram o Brasil e o brasileiros. E agora se dizem não terem desistido do Brasil.

É questão de grande responsabilidade todos que vivemos amargamente os anos noventa erguermos a bandeira vermelha do PT, de Lula e reelegermos Dilma 13 presidente do Brasil.

Os ganhos, os avanços, as conquistas sociais não podem ser jogado na sargeta. Não!!! Esta juventude que acabou de sair das fraldas e que desconhecem o terror implantado pelo neoliberalismo nos anos noventa precisa estudar a História recente do pais e dizer não a este projeto elitista e que massacra a maioria que vive de salário mínimo. Isso são minhas palavras neste momento de tensão. Momento de tristeza. Momento de incerteza. Não me esqueço!!! Nunca me esqueci... As sequelas daqueles tempos sombrios me corroem o coração até os dias atuais. Meus sonhos... Meus projetos de vida profissionais e sentimentais... Todos destruídos... Todos...Unicamente por causa de uma política de destruição de massas em defesa apenas dos ricos capitalistas e rentistas do mercado financeiro. E mantidos graças aos mais altos índices de corrupção. Corrupção que agora dizem condenar. 

Abaixo uma sequencia de manchetes facilmente acháveis na internet. O golpe está sendo dado. Um golpe branco diga-se de passagem. Como foi a ditabranda denominada na atualidades pelos apoiadores. Leiam apoiadores a mídia golpista. 

Tenho dito... E sempre!!!

FHC- O patrono maior do neoliberalismo no Brasil

(...) Para FHC, mais de 43 milhões de brasileiros são ignorantes. Só porque não escolheram o candidato dele. Mas, para quem conhece FHC, esse comportamento não é surpresa: ele nunca escondeu seu desdém pelo Brasil, especialmente pelos brasileiros que não nasceram em berço de ouro e precisam trabalhar para viver. Em 1996, quando era o presidente escolhido pelo povo, retribuiu chamando os brasileiros de caipiras. (...)

A imprensa golpista está aí, a todo minuto a denunciar corrupção...  Tentando imprimir no incauto telespectador que ela corrupção é cria do PT, de Lula e Dilma.  Mas o brasileiro atento, crítico e observador sabe que a coisa não é bem assim. A corrupção está instalada há mais de cinco séculos na História política da nação. Não que eu esteja aqui a defendê-la. Muito pelo contrário. Acho que ele deve ser perseguida diuturnamente pelos governantes de plantão. Mas não podemos levar o resultado das eleições para a questão meramente sobre corrupção. Teremos tempo bastante para isso. Corrupção não é exclusividade do governo popular de Lula, Dilma e Partido dos Trabalhadores. Não! Os que hoje posam de maria imaculadas e puras foram, são e serão com certeza tão os mais ímpios neste quesitos do que os da atualidade. Pois ao que parece este mal cresce em progressão geométrica. Senão vejamos:

Manchetes da época em que FHC comprou a aprovação da emenda constitucional que aprovou a reeleição.

Hoje passado quase duas décadas ninguém mais se lembra não é mesmo?


Hoje passado quase duas décadas ninguém mais se lembra não é mesmo?
 Hoje passado quase duas décadas ninguém mais se lembra não é mesmo?

 Hoje passado quase duas décadas ninguém mais se lembra não é mesmo?

Hoje passado quase duas décadas ninguém mais se lembra não é mesmo?

 Hoje passado quase duas décadas ninguém mais se lembra não é mesmo?

 Hoje passado quase duas décadas ninguém mais se lembra não é mesmo?
Hoje passado quase duas décadas ninguém mais se lembra não é mesmo?

Hoje passado quase duas décadas ninguém mais se lembra não é mesmo? 

Sionistas

Sionistas
Sionistas
Sionistas




Eu poderia ficar aqui a postar fotos e manchetes até deixar esta postagem interminável, mas sabendo que hoje a internet é um grande almanaque, quem quiser basta busca. Felizmente não estamos como noutros tempos a depender apenas da informação da midia conservadora e golpista.


sábado, 20 de setembro de 2014

domingo, 24 de agosto de 2014

Feed back

http://www.tribunadainternet.com.br/a-reforma-politica/#comment-178528

Palmatória do mundo... eu sou uma...

Pois bem: Quando os helênicos fundaram os princípios básicos da democracia, deveriam ter colocado como pré requisito para um povo viver em uma, que antes de mais nada, toda a população fosse provida de ética, escrúpulo e espírito de fraternidade na mais alta amplitude que se possa imaginar senão:

Não preenchendo os requisitos acima, ao meu ver, qualquer agrupamento de pessoas deveria mesmo era viver sob o julgo da mais cruel tirania. Pronto falei...

E vamos às razões para meu pensar "torto" mas convicto de ser um necessário pensar...

Analisando a propaganda e o apelo dos candidatos em especial aos cargos do legislativo nas escalas estaduais e federal ouvimos pérolas mais ou menos assim.

-Preciso do seu apoio!!! Ajude fulano para que ele ajude sicrano (talvez os parentes e apaniguados)

Ora, se o cara já chega dizendo que precisa de apoio, é por que ele anda mal das pernas. Como irá ajudar. Há um paradoxo nesta hipotética situação.

Se uma democracia é um regime de governo que emana do povo, o político não precisa de apoio para ser temporariamente o representante deste. Só precisa da outorga. E esta mesma outorga se dá através do voto que deve ser um ato de confiança deste mesmo povo para alguém ético, honesto e justo lho representar nas instâncias governamentais e legislativas., nas mais variadas escalas do sistema politico da nação. Nada mais que isso.

Aí temos cinco séculos de história escabrosa, de atos vís, protagonizados pelos representantes deste mesmo povo. Povo este que vive a reclamar de seus representantes, mas que não tem coragem de se olhar no espelho para ver que o ladrão, o corrupto, o antiético e o inescrupuloso que o representa é sua imagem no poder. Pede castigo para ele. Pede cadeia, açoite, pede tudo para o seu representante, que totalmente desprovido das qualidades para o bem representar faz somente o que faria o seu representado.

Fechando o looping do argumento vamos dar de cara bem no início de minhas mal traçadas linas. A necessidade de um governo da mais pura e ferrenha tirania: Cadeia, açoite, castigo, tudo. Mas tudo mesmo para o culpado maior de todo este estado de coisas: O povo. Isso mesmo. Aí depois de apanhar bastante, talvez aprenda a por em prática na vida todas as qualidades inexistentes em seus representantes que não mais serão os de agora cheio de vícios, mas sim, de virtudes. Aí sim. Estaremos prontos para vivermos uma democracia plena!!!

Tenho dito... E sempre!!!


O homem de bem

O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem. 

Deposita fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria. Sabe que sem a sua permissão nada acontece e se lhe submete à vontade em todas as coisas.

Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre seus interesses à justiça. Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. 

Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.

O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
 
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam. Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.” 

Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.

Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera. Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros. 

Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.

Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões. Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
 
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.

Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as Leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz. 


Retirado da obra, O evangelho segundo o espiritismo, de Alan Kardek.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Painel APL

Morre o gênio do riso, das letras, do bom humor... O melhor do pós modernismo brasileiro na literatura. Clique aqui para ler mais. Ele e sua genialidade deixam órfãos os amantes da boa leitura e do espírito crítico. A Academia Palmense de Letras - APL, perde o seu único patrono vivo. Ariano Suassuna, patrono da cadeira número um da entidade nos deixa hoje para abrilhantar no plano superior que com certeza ficará mais alegre quando de sua chegada lá cheio de prosa e boas histórias para contar.

Deu quando de sua passagem aqui na terra a mais honrosa contribuição para a literatura e a arte do riso, fosse em seus romances, fosse em suas peças teatrais, fosse em suas palestras e histórias contadas em documentários e rodas de amigos pessoais.

Não serei hipócrita para dizer que ficamos mais pobres no quesito letras. Não. Ele deixa um verdadeiro tesouso para ser lido e apreciado por muito de nós que a exemplo de mim mesmo só conheço sua obra atraves das adaptações para tv e teatro.  

Vai Ariano... Ariano vai... Cumpriste com a maior dignidade tua nobre missão aqui na terra. O plano superior o espera!!! Com festa, não tenho dúvidas... Serás bem recebido com certeza...

Tenho dito... E sempre!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Perdôe-me Pai, eu não sei o que estou escrevendo...

"-Está querendo ser a palmatória do mundo, profano fariseu!!! Só isso!" Dirá o mais intolerante dos estimados, idolatrados, e tantos outros ...ados leitores destas mal traçadas linhas... Explique-se melhor!

Pois bem: Tentá-lo-ei sem mais delongas se isso for possivel tão extenso é o assunto. Oração, fé e ações... Qual delas levas mais rápido eu diria de maneira expressa, ou melhor, "no stop" ao céu, à salvação ou seja lá aonde for o lugar que o amigo pretenda ir depois que for desta para melhor?

A oração!
Fora eu criado por minha santa vó postiça que desenhava o nome nos quinze de novembro d'outrora. Católica fervorosa, com mais virtudes que defeitos e rezadeira do rosário de Nossa Senhora diariamente. Eu tinha que acompanhar à revelia e de joelhos. Como se não bastasse, aos sábados ela cantava o ofício com passagens em latim o que elevava o tempo da oração em quase uma hora. Ufa!!! Aqueles cânticos repetidos mecanicamente além de me cansar corroíam meus dois neurônios. Um dia na hora do almoço eu provoquei. Não o almoço, mas o modo de pedir, e falei: 

"-Vó, quero água!!! -Vó, quero água!!! -Vó, quero água!!! -Vó, quero água!!! -Vó, quero água!!!"

Na quinta vez ela pacientemente me repreendeu: "-Basta pedir uma vez meu neto!!!"

Por respeito e naqueles tempos tínhamos que respeitar mesmo, me calei. Mas pensei com meus botões: "-Como pode? E reza cento e cinquenta Avé Maria e Santa Maria, quinze Pai Nosso." Se eu fosse Deus eu diria: -Reze uma vez apenas, pausadamente que eu prefiro assim." Mas não para por aí: Um dia indaguei de um grande amigo que estudara em colégio de frades o porquê das orações repetidas. Ele explicou que nos conventos a oração meditatória era para os de cultura elevada, enquanto aos ignorantes por não disporem de tempo para aprenderem a ler eram ensinados poucas rezas e exigidos que eles ficassem a repetir sempre... Era a maneira de mantê-los preso à "fé". Tá explicado então... Mas se passaram tanto tempo e mesmo tantos sabendo ler a coisa continua pior. Como se não bastasse a manutenção da oração mecânica, credos religiosos usando a mídia moderna estão apelando. Ouvi no rádio terço gravado com voz de trovão. Agora não se reza mais como antigamente. As orações de louvores à Santa Mãe de Jesus e nossa também fora substituída por frases pontuais. E é facim, facim... Basta um locutor ler a frase que o computador da emissora repete dez ou quantas vezes for preciso. Mas uma vez, minha fé que é apenas do tamanho de um grão de mostarda vai pras cucuias... E a manada segue o som das trombetas sem questionar...

A fé!
Outros credos falam que o homem não chegará a lugar algum, muito menos ao paraiso e à salvação se não for pela fé. Assim tá bom demais... Mercenários de todas as estirpes, políticos corruptos, ladroes e salafrários, criminoos que tiram a vida dos semelhantes e por aí vai se encantam com este pensar. É muito bom assim, senão vejamos: O sujeito passa a vida inteira praticando todos os tipos de desatino, contrariando a vontade de Deus e dos homens de bem e no finalzinho da vida pôe uma bíblia debaixo do braço, proclama aos quatro ventos que somente o Sr. Jesus é o caminho e a salvação, diz que a Ele entrega sua alma e ponto final. Vai diretim pro céu (da boca da onça é claro, na minha opinião)

Ações!
Ai o sujeito sem credo nenhum, nasce, cresce, estuda,  trabalha e raciocina. Questina injustiças, passa a vida a estender a mão aos seus irmãos caídos, divide sempre que pode o pouco de seu pão com o irmão de estomago vazio ou incapacitado de se prover, educa e esclarece sempre que pode o mais ignorante para que a luz do saber e do conhecimento rompa os obstáculos da sua ignorância e este se liberte das trevas da desinformação e morre.

Aí chegam os três na porta do céu mas só tem uma vaga e por que Deus é soberanamente bom, justo e misericordioso e tem que escolher um de seus filhos apenas diz:

"-Levante a mão aquele de vós que amou a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo!" (Marcos 12-28,31)

E agora? Entenderam ou vou ter que desenhar?



Tenho dito... E sempre!!!

 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

domingo, 13 de julho de 2014

Manipuladores do tempo...

Eis que me encontro no ano de  1898 reunido num grande salão na cidade de Nova York para juntamente com um grupo de cidadãos, discutirmos diretrizes futuras quando já se agravam os problemas de mobilidade urbana (puta merda!!! esta palavra que no futuro, políticos de uma nação do south  america vao usar de boca cheia para usurpar recursos públicos já era proferida naqueles tempos? Era não meu caro, estimado, idolatrado e tantos outros ...ados leitor destas mal traçadas linhas. Esta palavra não era usada naqueles remotos tempos, só usei aqui para encher linguiça como diz por aí o matuto que gosta de enrrolar a conversa)  na Primeira Conferência Internacional de Planejamento Urbano de Nova York.

Pois bem: A industrialização que crescera em progressão geométrica no século XIX, fizeram com que o poder aquisitivo do cidadão nova iorquino mudasse também as paisagens da cidade. Calcula-se que uma população variando entre cem ou duzentos mil cavalos transitem pelas ruas da cidade puxando charretes, e deixando para trás mil toneladas de esterco e muito fedor... Muito mesmo... Sem falar nas inúmeras doenças que surgiam a cada dia resultantes das péssimas condições de higiene sanitária advindas do problema em close.
  
Pois bem 2:
 "-Se não tomarmos medidas drásticas em menos de cinquenta anos o esterco de cavalo terá uma camada de três metros de altura...." grita entre eufórico e preocupado um cidadão que estuda os problemas ambientais e a qualidade de vida das pessoas.

-Minha empresa de rações propôe aos amigos, investimento em uma pesquisa que reduz o volume dos excrementos a cinquenta por cento e mantida a verdade dos cálculos do nobre colega que acaba de falar, não teremos uma camada com três metros de esterco, mas apenas um metro e meio, gritou empolgado um empreendedor capitalista.

-Melhor deixar como está! Falou o presidente da associação dos Crossing Sweepers, que alegou a oportunidade de emprego para os futuros imigrantes latinos em terras do Tio San...

Via e ouvia aquilo tudo com imensa preocupação, mas ainda não tinha me tornado um tagarela como hoje o sou e por isso permanecia calado. Só ouvia... Do meu lado o jovem Henry Ford com apenas vinte e cinco anos também em profundo silêncio que diante das heresias ouvidas e propostas alí, pronunciara em meu pé de ouvido a célebre frase: "Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele."

Por falarem demais poucos alí pensavam. Estavam todos mesmo eram preocupados em faturar com o grande problema da modernidade. Termiada a primeira rodada de discurssões nos retiramos do recinto (poluído pela fumaça dos charutos tragados por alguns dos conferencistas) para não mais voltar. De comum acordo acharmos aquilo meio entediante e sem muito efeito prático, como tem sido até os nossos dias. Quem aí não lembra da Eco-92?
Fomos de encontro às musas de nossas vidas  Clara Jane e Fulô Bryant que assistiam a um expetáculo para damas num teatro próximo.

Pois bem 3:  Sem nenhuma ligação com os acontecimentos e propostas da tal conferência em poucos anos o modelo ford de fabricação seria responsável pela retirada em massa dos cavalos não somente das ruas de New York, como também da grande maioria das cidades americanas... E novamente viva o progresso!!! Os automóveis iriam substituir as poluentes carruagens puxadas por cavalos cagões...

Pois bem 4: Mas... Mas... Eu disse: Maaaaaaaaaassssssss.... Dou um salto temporal na linha do tempo e eis que aterriso em 2014 no transito caótico e também poluído de uma grande capital como tantas outras Brasil a fora... Os tempos mudam e de lá para cá... O que seria solução, em cem anos passou novamente a ser problema...

Pois bem 5: Senão vejamos, dois pontos, abres aspas e vejam as fotos aí abaixo...


 Alça de acesso ao elevado da Avenida Alberto Craveiro sobre a BR 116
   Alça de acesso ao elevado da Avenida Alberto Craveiro sobre a BR 116

 Em algum lucar do bairro Montese


 Em algum lucar do bairro Montese


Pois bem 6:  "Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele."  (Henry Ford)

Pois bem 7: E por que não pensamos e simplesmente pomos em prática coisas "práticas", é que, sob elevados que seriam construídos para dar fluidez ao transito são colocados semáforos (veja viaduto na Av. Treze de Maio sobre Av. Aguanambu), anulando o efeito da construção, como também ante a entrada em rotatórias, (veja o exemplo da praça M Dias Branco nos entroncamentos da rodovia BR 116 com Av Eduardo Girão e a já citada Aguanambi)

Pois bem 8:  É a turma do sem jeito como diria o nobre colega e imortal da APL João Teles de Aguiar no blogue coreausiara.

Pois bem 9:  Quem será então o Ford do século XXI, que sem participar de conferencia nenhuma dará à humanidade uma nova e eficaz ferramenta de deslocamento de massas, com conforto e sem agressão ao já combalido ambiente em que vivemos? Quem?

Pois bem 10: Dá licença um instantinho que vou alí na minha máquinha de teletransporte... Preciso voltar ao jardim...

Tenho dito... E sempre!!!
 

sábado, 12 de julho de 2014

Manipuladores do Tempo...


...queria ser um... Para poder voltar a ver o número quarenta e seis apenas como uma imagem de um garoto correndo atrás do caminhão, querendo alcançá-lo e não agora como um cara que está a descer a ladeira na banguela e quase sem freio... 




Mas infelizmente isso não é tão fácil assim... Quarenta e seis agora é isso mesmo que todos já sabem... Não adianta esconder...



Mas e se o grande Chico Anísio (... clique aqui para aentender melhor...)  estivesse certo, ou pelo menos seu desejo tivesse sido motivo de pesquisa científica e já pudessemos manipular o tempo, ou quem sabe poder virá-lo pelo avesso, as coisas seriam mais ou menos assim:

A estas alturas da vida eu já teria saído da aposentadoria e entrado no mercado de trabalho... Estaria em ascenção de vigor físico para cuidar dos filhos crianças que me viriam... Andando no tempo para trás, mas de frente, com certeza cada vez mais cheio de gas, vitalidade e experiência iria dar pausa nos momentos gloriosos, aproveitar o clímax das trocas de energias eternizando os des'acertos para quem sabe talvez pular etapas de erros e atos impensados doutrora...

No rumo certo graças à bussola da vida em reverso constante rumo à inspiração divina, saltando os momentos de tropeços e imprevidência, adentraria à juventude com uma beleza stonteante (ah... espelho... espelho meu...) vivendo uma vida saudável, alegre e de esperanças... Não esperanças de um envelhecimento, mas esperanças de um rejuvenescimento... Como seria bom adentrar à esta fase da vida com a carga de conhecimento e práticas ganhos durante toda uma vida...

Descendo cada vez mais, sairia da faculdade, para o ensino de segudo grau, depois o primeiro grau até adentrar de cabeça erguida ao jardim da infância e num ato pueril roubar uma Fulô... Daí em diante era continuar para trás e correr pelos campos voltando à idade de criança... Com equilibrio dos mestres enfrentaria os problemas domésiticos de cabeça levantada e talvez até os ajudasse a superá-los... Novamente daria um salto na fita para acordar em plano superior...

Refazeria os planos para novamente voltar no tempo e quando nos moldes carnais faria tudo... mas tudo tudo... bem diferente... Para corrigir... Quem sabe... Este mundo tão desmantelado... Utopia? Sonhar não custa nada... 

Tenho dito... E sempre!!!


quinta-feira, 12 de junho de 2014

De Fulô, para acalentar o coração de Tião... JOSÉ AUGUSTO E KÁTIA - DESEJOS

Dia dos namorados...

Para a eterna, única e verdadeira. Fulô, a musa e razão do viver de Tião...

Outra não há, nunca houvera...

Os tropeços e noites pretéritas em frio cortaram, e como cortaram, a alma de Tião, que bravamente resisitira às intempéries sonhando um dia, acabar nos braços de Fulô...

terça-feira, 10 de junho de 2014

domingo, 8 de junho de 2014

sábado, 31 de maio de 2014

Retrovisor

Coreaú, Ce., 31 de maio de 2014 d.C

Na bucólica urbe de tempos decadente, acordei hoje para uma visita a um amigo. Tião. Quero ver como se encontra o guerreiro neste trinta e um de maio, o mês de Maria, a mãe de todos nós inclusive dele também. Novamente o encontro de olhar fixo no horizonte west. Parado, nada falo, e ao seu lado sento tranquilamente para observar aquele momento de meditação.

Calado ele permance. Como se não notasse minha presença, alí fica por momentos. Novamente uma lágrima... Ah... aquela lágrima constante. Talvez represada durante tempos. Séculos talvez... Em silêncio permaneço e solidário, mais uma vez também deixo rolar... Uma lágrima...

Minutos se passam... A claridade da luz proveniente do astro rei sobre o palco da vida nesta manhã de esperança e sonhos onde mais um ato da peça retrovisor se desenrola, torna o cenário magico. Indiscritível...

Mansamente Tião quebra o silêncio do ambiente e começa a relatar lembranças e feitos d'outrora ao lado da sua única, verdadeira e eterna Fulô... Ah! Que lembranças! Como se despido do véu da materialidade, sua visão se transporta para a linha do tempo e corre épocas e épocas na história da humanidade para reviver os áureos momentos da vida com único, verdadeiro e eterno amor.

Roma, ano 80 dC. O invencivel pretoriano Tibias chega à sua instancia de repouso para o descanço de mais uma jornada de conquistas. Florentia, linda e rubra como sempre corre até o terraço e recebe seu amor com um abraço dos deuses. Apertado... Repôe as energias do bravo combatente com um doce beijo. Sedento e cansado das lutas ele descansa a sua merecida temporada nos braços de sua estimada e fiel companheira. Mas a posição politica e profissional o reclama às trincheiras da vida e em breve ele retorna à sede do império para servir aos interesses de Titus Vespasianus. É neste momento que Tião afrouxa mais um pouco e aumenta a vazão do canal lacrimal para fazer jorrar sobre o rosto não uma, mas um rio de lágrimas... Ficar longe de Fulô era a mais árdua e difícil batalha...
As lutas terrenas por fim levam Tibias à pátria espiritual quando já não tão forte como outrora és vencido por jovem guerreiro oponente em mais uma batalha injustificada do império conquistador.
Em breve tempos Fulô também retornaria. E juntos novamente correm de braços dados pelos idescritíveis champs élysées. Desta vez, sem as vestimentas carnais. Unidos pel'alma eles alí passam a ter noção da condição de almas gêmeas que a posteridade lhes iria oferecer em sucessivas jornadas no porvir... E foram muitas... E como os débitos eram enormes havia urgencia do retorno.

Roma, ano 130 dC. Ratificando a infinita misericórdia Divina eis que o nosso casal de protagonistas retorna ao exílio terreno, desta vez, não na condição de nobres mas sim como servos da nobreza. A providência superior em sua bondade imensa os tira das inglórias e bárbaras lutas movidas pelo egoísmo humano para os colocar sob a pele de humildes escravos no palácio do grande humanista e governador da época Publios Hadrianus. Não havia mais belo cenário para o novo capítulo da vida material de Titão e Fulô, que naqueles remotos tempos eram nada mais nada menos que os servos Tigus e Fulvia. Sem direito a externalizar a atração que os unia, os dois passam a vivenciar às escondidas nos sombrios corredores do palácio as mais calorosas noite de amor. Atraído pela beleza indescritível de Fulvia, membro inexcrupuloso da guarda imperial começa a tentar a bela serva que lhe nega firmemente o mínimo olhar discreto. Diante da relutância, um dia na calada da noite quando Fulvia se dirigia a mais um encontro com Tigus o repugnante guardião ataca a indefesa escrava. Tigus que se aproxima entra em luta corporal com o mesmo, tombando agonizante sob o fio da espada de impiedoso guardião. Para não reviver os sentimentos negativos após o trágico acontecimento, Tião não me relata o que acontera a Fulvia após o trágico incidente, apenas disse tê-la em pouco tempo recebido na dimensão espiritual a companheira de lutas e glórias...

E mais e mais vezes sempre juntos eles alternaram entre o exílio terreno e a vida na pátria espiritual. Sempre de mãos dadas. Por muitos séculos os mesmos adentraram rumo ao futuro. De nobres a escravos, passando por senhores feudais, até mesmo por religiosos vivenciando encontros furtivos na calada da noite nossos protagonistas caminharam lapidando a alma sedenta por evolução e amor até chegarem à época presente. Época esta que Tião reluta em me descrever, mas que usando de confiança extrema depositada em amigo de longas datas ele me confidencia fragmentos deste ato presente nesta peça cujo enredo denuncia, amor... amor... amor... Somente amor... Ah... Como se não bastasse... Obstáculos... Inúmeros obstáculos...

Brasil, terra do Cruzeiro, segunda metade do século XX d.C. Para poupar figurantes deste enredo, Tião pede reservas quando à precisão de datas e a geografia do lugar, mas deixa a entender que o nosso casal de protagonistas retornara ao exílio em datas e locais muito próximos. Novamente denuncia a extreita ligação familiar e pessoal entre ambos. Desde pequenos infantes a atração era inegável entre eles. Promessas familiares de seus genitores quanto à união dos mesmos até fora feita quando dos momentos sociais onde os mesmo se faziam presentes... Bonito não? Ensaiaram tudo isso na juventude. A troca de energia entre ambos de maneira intensa que só os mesmos compreendem os mantiveram unidos pel'alma apesar dos obstáculos traiçoeiros que o destino lhes apresentara. E é neste ato presente que a história sai do preto e branco para entrar num colorido só... De sonhos, promessas, desejos e atos... Ah... atos... atos que a hipocrisia humana condenaria sem dúvidas nenhuma... E que Tião me pede reserva. Permite apenas que eu diga.

Amor... Troca de energia... Tudo muito intensamente... Intensamente de tal forma que ninguém compreenderia... Só mesmo Tião e Fulô.

Secando o rosto, não por que acabara a tristeza mas sim talvez o líquido salgado. Ele diz: Por hoje basta! Já sofri bastante. Amanhã reviverei... Se Deus quiser e permitir...

Tenho dito... E sempre!!!







De Tião para Fulô... Com uma saudade imensa... Odair Jose - Cadê Você

Fragmentos temporais...

"Depois da tempestade... céu de brigadeiro... Se tiveres controle com a máquina pousarás suave..."

"Depois da tormenta... mar de calmaria... Se tiveres controle, ergues as velas e segue rumo a porto seguro..."

"Como os automóveis, a máquina humana precisa de manutenção no tempo certo... "

"No final tudo dará certo... se ainda não deu certo é por que não chegastes no final ainda..."

"E eis que flagro meu amigo Tião a fitar o horizonte west com olhar fixo... Parado feito pedra não o tiro daquele êxtase... No rosto uma lágrima..."

Curioso de saber o que lhe aflige e lhe transtorna, tento adentrar àquele mente abrigada por semblante nostalgico... À meia distância não o incomodo...

Entro no clima para tentar entender... Passado algum tempo eis que ele volta ao presente... e fixa o olhar em mim...

-Que é isso Tião? Ingado calmamente... Que é isso homem de Deus?

Calmamente ele me relata situações cotidianas... Um coração sofrido... Dentre tantos os transtornos uma grande saudade de sua eterna Fulô... Diante de tantos detelhes não contive as emoções e solidário a ele, deixei também rolar... Uma lágrima...

Mas não deixei só nisso... Bati em seu ombro e falei:

-Ergue esta cabeça homem de Deus... Fé... Segue... Na pior das situações Deus estará sempre contigo...

Ele sorriu, certo de que eu estava certo naquelas palavras...:

-Deus não nos abandona nunca...




sexta-feira, 30 de maio de 2014

Da série: Para pensar bastante

Esta semana que finda testemunhei com estes olhos que não estão lá a enxergar muita coisa mas não deixaria passar desapercebido cena que senão grotesca no mínimo nos leva a uma reflexão. 

A efemeridade do poder e das coisas: O ex todo poderoso "publicitário"  (nao seria lobista o termo correto? será que ele tem formação em publicidade e propaganda, marketing?) Marcos Valerio, aquele condenado na ação penal 470 sendo transportado para a prisão em seu estado Minas Gerais. 

Não pude deixar de observar o traje e a sua bagagem. Vestido num uniforme branco feito núvem imaculada, (o uniforme) talvez até de linho (se for é um luxo só) e carregando um saco plástico transparente de pertences pessoais com certeza... Cabisbaixo passou em frente as cameras de tv sem falar uma palavra. Diferente de outras aparições na TV nos áureos tempos de poder, o porte, a roupa e a bagagem...

Deve ter refletido bastante durante o voo. "-Quantas e quantas vezes (ele deve ter pensado) fizera check in nos mais luxuosos hotéis, vestindo os mais caros ternos, portando malas gucci e com a babeça erguida?

-E agora? Apenas um uniforme de presidiário. Um saco plástico transparente a mostrar todo o seu conteúdo. Desnudado para o mundo, quem sabe.

Ôh vida..."

E assim ela corre... Isso... a vida corre assim. É bem verdade que muitos e muitos usurpam durante toda ela e acham que ficarão impunes... Mas como diria aquele philosofo de praça, "as penas estão vindo mais rapidamente nestes dias de urgencia."

Tenho dito... E sempre!!!


Marcos Valério na época de dinheiro e poder
Marcos Valério no presente

quinta-feira, 15 de maio de 2014

sábado, 10 de maio de 2014

Novamente Tião quebra a mordaça e manda para sua Fulô - Don't Forget To Remember -

Onde estás?

Numa crise incontida de um desespero ifinito, Tião adentra à mata fechada, enche o peito de ar e grita: -Fulôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôô!!! Minha eterna, única e verdadeira Fulô. Onde estás?

Esperançoso de que o eco deste grito chegue até pertinho do céu.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

sábado, 3 de maio de 2014

Da série: Tá todo mundo errado...

Impaciente que ando, de obsrvar o que vândalos vem promovendo nos últimos tempos venho aqui expor impressões por mim colhidas nos últimos dias: A sequencia de fotos abaixo é uma amostra de como se encontra três trechos da rodovia estadual que liga o distrito de Aprazível em Sobral à Chaval passando por Coreau. As lombadas transversais que (incomodam e como incomodam o motorista) foram colocadas em vários trechos da mesma e várias se encontram avariadas por pessoas que tentando resolver um problema causado pelo poder criam outro maior. Por que? Porque a fixação dos taxões como são chamados os blocos luminosos que serve de obstáculo é feixa com resina a fogo quente e uma vez fixados sua retirada na pancada avaria mais ainda o já fraco pavimento. Ou seja: Quem atenta contra tais equipamentos público traz para sí a responsabilidade por eventuais acidentes causados. E identificar tais responsáveis não é tarefa fácil... 

Pois bem: Um olhar mais apurado sobre o caso denuncia os possíveis responsáveis pelos fatos. Os mesmos vem ocorrendo deste o distrito de Araquem, passando pela localidade de Cunhassu dos Sales onde várias barreiras transversais também se encontram avariadas e no trecho Coreaú Sobral.

As provas estão aí. Continuamos a ter que reduzir a velocidade e mesmo parar. O que era obstáculo elevado agora passa a ser obstáculo rebaixado.

E elas estão certas? Por certo que não... Mas... 

 Rodovia Coreaú Aprazível - Lombadas danificadas
  Rodovia Coreaú Aprazível - Lombadas danificadas
 Rodovia Coreaú Aprazível - Lombadas danificadas



Vejamos o que diz a lei: Está lá, no parágrafo único do artigo noventa e quatro, capítulo VIII do código de transito brasileiro, que trata da engenharia de tráfego, operação, fiscalização e policiamento ostensivo de trânsito.

"É proibida a utilização das ondulações transversais e de sonorizadores como redutores de velocidade, salvo em casos especiais definidos pelo órgão ou entidade competente, nos padrões e critérios estabelecidos pelo CONTRAN."



Parece que o primeiro vândalo é o responsável pela via, pois se por um lado é necessário manter um trânsito seguro com velocidade reduzida em alguns locais, não se pode sacrificar o conforto e a segurança dos condutores fixando monstrengos que só aumenta os gastos financeiros do estado e mais cedo ou mais tarde o segundo vândalo vem e destroça tudo, permanecendo o problema tal como antes. Né mesmo?

E qual a solução mais viavel? No pensamento deste ignorante escriba mor sucupirano e considerando as tecnologias atuais várias medidas simples poderiam ser aplicadas com precisão, segurança para pedestres e condutores como um todo.

Vamos elaborar algumas indagações, tentar respondê-las para entendermos melhor a problemática e as soluções que nunca são postas em práticas pelos "sábios" que ocupam os suntuosos gabinetes.

Todos aqueles locais fotografados com os obstáculos avariados estão em trechos próximos à escolas e entradas de bairros onde ocorre embarque e desembarque de pedestres. E lógico que a região pede um transito com velocidade reduzida. Eu disse: R-E-D-U-Z-I-D-A!!!  

Mas um monstrengo destes não exige apenas a redução da velocidade de quem por alí passa. Exige-se que o condutor seja ele de que transporte for, pare literalmente seu equipamento. Se for durante o dia tudo bem. Mas se for a noite. Um bom alçapão armado à espera do condutor desavisado. É o estado criando armadilhas para o cidadão eleitor contribuinte (royalties para Helio Fernandes da Tribuna da Imprensa)

Se o objetivo é reduzir velocidade para dar segurança aos pedestres que alí transitam por que não um redutor eletrônico de velocidade. Não precisa parar, não causa desconforto aos condutores e passageiros, não danifica os veículos e cumpre fielmente sua função. REDUZIR VELOCIDADE.

Inclusive botando um pé mais adiante e sonhando com a possibilidade de uso de tanta tecnologia disponível já falei tantas vezes de como isso poderia ser útil no sistema de transporte e viário no mundo inteiro.

A eletronica embarcada nos veiculos em geral já dispensaria por se só toda a burocracia impressa em papel. Registros de licenciamento, pagamentos de impostos, habilidação de condutores, controle de velocidade e tudo mais que se imaginar poderia ser gerenciado via satélite e gps.

Um simples cartão com chip contendo todas as informações do veículo emitiria para uma central toda sua situação legal. Transitando sem licenciamento em dia, sem IPVA pago, com excesso de velocidade e por aí vai era só direcionar a viatura policial mais próxima fazer a apreensão e ponto final. Um mes depois disso tudo estaria todo mundo andando na linha. E nem precisava de monstrengos trnsversais nas rodovias.

Mas voltando às normas sobre obstáculos veja o que diz o contran: