Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

domingo, 27 de abril de 2014

Eles...


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Que se dane seus melindres...

Não existe coisa pior do que se balançar sobre um muro que divide o "ser e não ter" e o ter e não ser...

Pois bem: É assim que vivemos nos dias atuais. Uns choram por aqueles, outros por aquilos... Isso (estar sobre o muro para não se melar no charco polarizado) é por demais enfadonho...

O ser e não ter... Era início dos anos cinquenta quando Anastásio Somoza ditador nicaraguense desembarca no Brasil e durante uma entrevista coletiva onde um destes jornalistas que perdem o rebolado mas não a indagação fugindo das perguntas alienantes da imprensa comun quando interage com os poderosos manda esta certeira:

- Quem matou Sandino?

Somoza puto da vida e feito uma fera cutucada à distância, dar um tapa no microfone, empurra a mesa. levanta-se e responde:
 
- Mierda para usted!

O ter e não ser... Estava Assis Chateaubriand comandando a inauguração do Masp. Na plateia politicos e autoridades de todos os quilates, principalmente os de alto quilates.

Uma especial. A Duquesa de La Rochefoucauld que mesmo recebendo todas as gentis atençoes e mezuras do anfitrião se mostrava cansada e impaciente. De pé, para lá e para cá de um lado para o outro. 

Constrangido e querendo agradar  Chatô le fala: 

-Asseyez  madame?

Ela se faz de desentendida e continuou com seu frosô!!!  A cerimônia continua.

Irritado com aquilo ele se achega da duqueza, chama o redador chefe de um de  seus inúmeros jornais e diz:

-Meu filho! Como anda o seu francês?

-Afinadíssimo doutor...

-Pois então mande esta macaca sentar!!!

-Antes mesmo que o jornalista se dirigisse à convidada, a macaca, ou melhor a duqueza sentou...

É isso mesmo. Às vezes é preciso sermos precisos... Que se dane as formalidades... Os melindres...

E sentada ela ficou durante toda a cerimônia...

Mas e hoje? Hoje o politicamente correto visando assegurar o direito de minorias que já são maiorias impede a tudo e a todos se serem o que realmente são... E por isso tudo está esculhambado...

Tenta se a todo custo acertar agindo de maneira errada...

Pare o mundo que eu quero descer...

Tenho dito... E sempre!!!  E quero que seja para sempre mesmo...  Senão... Ah desculpe... Não posso ser grosseiro como Somosa...

 



quinta-feira, 24 de abril de 2014

terça-feira, 22 de abril de 2014

Para a sempre eterna... Paulo Sergio Pense em mim

Da série: Crescimento e evolução.

Por que ontem tive uns dois dedos de prosa com um pastor evangélico de uma dessas novas agremiações religiosas petencostais ouvi do mesmo algumas coisas um tanto interessante:

Primeiramente quero elogiar a postura do mesmo pois em nenhum momento forçou a barra visando me converter a seu credo e salvar minh'alma pecadora do mármore do inferno nem tampouco saber meu credo, deve ter imaginado estar a prosear com algum católico progressista.

Depois de ouví-lo muito citar livros, capítulos e versículos bíblicos sem em nenhum momento discordar do mesmo indaguei sobre os evangelhos apócrifos.

Foi bastante comedido em suas opiniões e que não vou postar aqui para não polemizar.

Em seguida o inquirí por que sendo a bíblia a palavra de Deus, e por que sendo o novo testamento todo ele dedicado aos ensinamentos do Mestre Jesus, não há naquele livro relatos sobre os feitos de Jesus na sua adolescência e juventude?
Novamente o ilustre pastor saiu-se com uma nada modesta resposta, mas que mostrou a grandeza dele pastor e também do filho de Deus:

-Irmão!!! Disse ele. É porque neste período que vai da adolescênia à juventude, Jesus operou tantos milagres que não caberia em todos os livros do mundo.

Pode até não ser verdade a sua resposta, mas que foi raciocinada foi... E assim caminha a humanidade. Cada um buscando e difundindo suas verdades.

Tenho dito... E sempre!!!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Da série: Batendo na mesma tecla faz um tempão...

A INCONFIDÊNCIA MINEIRA

Por morte de D. José, ascendeu ao trono sua filha, D. Maria I, a Piedosa, a cuja autoridade ficariam afetas as grandes responsabilidades do trono, naquela época em que um sopro de vida nova modificava todas as disposições políticas e sociais do Velho Mundo. 

No seu reinado, Portugal sente esvaírem-se-lhe as forças poderosas e se encaminha com rapidez para a decadência e para a ruína. Não fossem as notáveis influências de um Martinho de Melo ou de um Duque de Lafões, talvez fosse ainda mais desastroso o reinado de D. Maria, escravizada ao fanatismo do tempo e às opiniões dos seus confessores. 

Por esse tempo, o Brasil sofria o máximo de vexames, no que se referia ao problema da sua liberdade. A capitania de Minas Gerais, que se criara e desenvolvera sob a carinhosa atenção dos paulistas, era então o maior centro de riquezas da colônia, com as suas minas inesgotáveis de ouro e diamantes. 

A sede de tesouros edificara Vila Rica nos cumes enevoados e frios das montanhas, reunindo-se ali uma plêiade de poetas e escritores que sentiriam, de mais perto, as humilhações infligidas pela metrópole portuguesa à pátria que nascia. A verdade é que em Minas se sentia, mais que em toda parte, o despotismo e a tirania. 

O clero, a magistratura e o fisco, juntos aos ambiciosos que aí se estabeleceram, apossavam-se de todas as possibilidades econômicas, presas de criminosa ânsia de fortuna. Os padres queriam todo o ouro das minas, para a edificação das suas igrejas suntuosas; os membros da magistratura consideravam de necessidade enriquecer-se, antes de regressarem a Portugal, com opulentas aquisições; os agentes do fisco executavam as determinações da corte de Lisboa, árvore farta e maravilhosa, onde todos os parasitas da nobreza iam sugar a seiva de pensões extraordinárias e fabulosas. 

Eram então numerosos na Europa os estudantes brasileiros, os quais de lá voltavam ao país saturados dos princípios filosóficos de Rousseau e dos enciclopedistas. A independência da América do Norte e a constituição democrática de Filadélfia animam aqueles espíritos, insulados nas montanhas distantes. Por toda a capitania mais rica da colônia, desdobram-se quadros dolorosos da miséria do povo, esmagado pelos impostos de toda natureza. As coletividades de trabalhadores, conduzidas à ruína pelo malogro das minerações, não conseguiriam suportar por mais tempo semelhantes vexames.

Em Minas, porém, uma elite de brasileiros considera a gravidade da situação. Intelectuais distintos se sentem compenetrados da maioridade da pátria, que, ao seu ver, poderia tomar as rédeas dos seus próprios destinos. Iniciam-se os esboços da conspiração. Depois de algumas conversações em Vila Rica, das quais, entre muitos outros, participaram Inácio de Alvarenga, Joaquim José da Silva Xavier, Cláudio Manuel da Costa e Tomás Gonzaga, conversações em que foram adotadas as primeiras providências, a infiltração das idéias libertárias começou a fazer-se através de todos os elementos da capitania, no que ela possuía de mais representativo. 

José Joaquim da Maia é enviado à Europa para sondar o pensamento de Jefferson, embaixador da América do Norte em Paris, e angariar a simpatia dos brasileiros espalhados no Velho Mundo, para o movimento libertador. Outros estudantes, apaixonados pela emancipação da colônia, os conspiradores mandam a S. Paulo e a Pernambuco, que formavam os dois centros mais importantes do país, com o objetivo de conquistar a adesão de ambos ao movimento. Todavia, nem Joaquim da Maia conseguiu o auxílio de Jefferson, que apenas chegou a se interessar moralmente pelo projeto, nem os seus companheiros obtiveram o compromisso formal das capitanias mencionadas, para se articular o movimento revolucionário. Pernambuco estava refazendo as suas economias, depois das lutas penosas de Recife e Olinda, e São Paulo se encontrava desiludido, depois da guerra dos emboabas, na qual, muitas vezes, fora vítima da felonia e da traição. 

A conjuração de Minas, contudo, prossegue na propaganda, sem esmorecimentos. Embriagados pela concepção da liberdade política, mas, dentro dos seus triunfes literários, afastados das realidades práticas da vida comum, os intelectuais mineiros não descansaram. Idealizaram a república, organizaram seus símbolos, multiplicaram prosélitos das suas idéias de liberdade; porém, no momento psicológico da ação, os delatores, a cuja frente se encontrava a personalidade de Silvério dos Reis, português de Leiria, levaram todo o plano ao Visconde de Barbacena, então Governador de Minas Gerais. 

O governador age com prudência, a fim de sufocar a rebelião nas suas origens, e,expedindo informes para que o Vice-Rei Luís de Vasconcelos efetuasse a prisão do Tiradentes no Rio de Janeiro, prende todos os elementos da conspiração em Vila Rica, depois de avisar secretamente aos seus amigos do peito, simpatizantes da conjuração, quanto à adoção de tais providências, para que não fossem igualmente implicados. 

Aberta a devassa e terminado o vagaroso processo, são condenados à morte todos os chefes já presos. Os historiadores falam do grande pavor daqueles onze homens que se ajuntavam, andrajosos e desesperados, na sala do Oratório, para ouvirem a sentença da sua condenação, após três longos anos de separação, em que haviam ficado incomunicáveis nos diversos presídios da época. A leitura da peça condenatória, pelo Desembargador Francisco Alves da Rocha, levou quase duas horas. Depois de conhecerem os seus termos, os infelizes conjurados passaram às mais dolorosas e recíprocas recriminações. 

Os mais tristes quadros de fraqueza moral se patenteavam naqueles corações desiludidos e desamparados; mas, no dia seguinte, a dura sentença era modificada. D. Maria I havia comutado anteriormente as penas de morte em perpétuo degredo nas desoladas regiões africanas, com exceção do Tiradentes, que teria de morrer na forca, conservando-se o cadáver insepulto e esquartejado, para escarmento de quantos urdissem novas traições à coroa portuguesa.

O mártir da inconfidência, depois de haver apreciado, angustiadamente, a defecção dos companheiros, reveste-se de supremo heroísmo. Seu coração sente uma alegria sincera pela expiação cruel que somente a ele fora reservada, já que seus irmãos de ideal continuariam na posse do sagrado tesouro da vida. As falanges de Ismael lhe cercam a alma leal e forte, inundando-a de santas consolações.

Tiradentes entrega o espírito a Deus, nos suplícios da forca, a 21 de abril de 1792. Um arrepio de aflitiva ansiedade percorre a multidão, no instante em que o seu corpo balança, pendente das traves do cadafalso, no Campo da Lampadosa. Mas, nesse momento, Ismael recebia em seus braços carinhosos e fraternais a alma edificada do mártir.

— Irmão querido — exclama Ismael — resgatas hoje os delitos cruéis que cometeste quando te ocupavas do nefando mister de inquisidor, nos tempos passados. Redimiste o pretérito obscuro e criminoso, com as lágrimas do teu sacrifício em favor da Pátria do Evangelho de Jesus. Pássaras a ser um símbolo para a posteridade, com o teu heroísmo resignado nos sofrimentos purificadores. Qual novo gênio surges, para espargir bênçãos sobre a terra do Cruzeiro, em todos os séculos do seu futuro. Regozija-te no Senhor pelo desfecho dos teus sonhos de liberdade, porque cada um será justiçado de acordo com as suas obras. Se o Brasil se aproxima da sua maioridade como nação, ao influxo do amor divino, será o próprio Portugal quem virá trazer, até ele, todos os elementos da sua emancipação política, sem o êxito incerto das revoluções feitas à custa do sangue fraterno, para multiplicar os órfãos e as viúvas na face sombria da Terra...

Um sulco luminoso desenhou-se nos espaços, à passagem das gloriosas entidades que vieram acompanhar o espírito iluminado do mártir, que não chegou a contemplar o hediondo espetáculo do esquartejamento.

Daí a alguns dias, a piedosa rainha portuguesa enlouquecia, ferida de morte na sua consciência pelos remorsos pungentes que a dilaceravam e, consoante as profecias de Ismael, daí a alguns anos era o próprio Portugal que vinha trazer, com D. João VI, a independência do Brasil, sem o êxito incerto das revoluções fratricidas, cujos resultados invariáveis são sempre a multiplicação dos sofrimentos das criaturas, dilaceradas pelas provações e pelas dores, entre as pesadas sombras da vida terrestre.

Trecho da bele obra "Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho." Ditada pelo espírito do poeta Humberto de Campos e psicografada por Chico Xavier.

Para ela... The Manhattans - Kiss And Say Goodbye

Eles...


terça-feira, 15 de abril de 2014

Eles...


Eles...


domingo, 13 de abril de 2014

Eles...


quarta-feira, 9 de abril de 2014

domingo, 6 de abril de 2014

PARA A ETERNA E SEMPRE LINDA FULÔ. DE SEU ETERNO TIÃO: VOCÊ É LINDA-CAETANO VELOSO

Da série: Reminiscências...

Contando no tempo um pretérito de mais de mil e duzentas luas, Tião e Fulô acalentaram sonhos de vida a dois, os mais calorosos e cheio de amor que se possa imaginar...

Jovens e imprudentes, ele principalmente movido por sentimente de orgulho e insegurança num lapso de atitude dos fracos, interrompera este belo sonho a dois para acordar pouco tempo depois num pesadelo que o acompanharia por todo o porvir...

Isso mesmo... Tião, o fraco e orgulhoso ao mesmo tempo, tal qual suicida que acorda em pesadelo maior quando pensa em acabar com o problema ao dar cabo da vida, se dera conta que melhor um spartano com uma Fulô do que um abastardo solitário... E assim a tormenta dos dias vindouros se apresenta ao coração arrependido...

Num relance tentara a todo custo reparar aquele ato impensado... Mas... Eu disse: Mas... O destino cruel que o próprio Tião outrora ajudara a escrever conspirara de tal forma contra ele, sua amada e a força que os unia, a tal ponto de todas as tentativas se tornarem infrutíferas tal qual semente jogada em sólo árido e infértil.

Janeiros e mais janeiros se passaram... E continuam a passar... Paralelamente a isso, o amor eterno, único, verdadeiro e incondicional floresce mais e mais como nunca imaginara ele...

E por que não voltam então? Dirá o romantico ou curioso leitor desta novela à lá Yuri Jivago e Lara Antipov tupiniquinis. 

Estarim por trás deste impedimento as famílias Montecchio e Capuletos da era moderna...

Nada disso, amado, estimado, idolatrado e tantos outros ... ados leitor destas apaixonadas linhas... Muito pelo contrário. A união dos dois até fora alinhavada (quando os dois ainda crianças puras) por genitoras cumadres... 

Mas não... Quase decaído Tião vive a rememorar os momentos doutrora... O caminho de volta quado se despedia da rubra fulô, nos tantos finais de semanas juntos em local aprazível...

Lembra da ansiedade para a chegada do dia de novamente ai aos céus... Isso mesmo, se encontrar com Fulô era está pertinho do céu...

Tantos... tantos... e tantos momentos bons... furtivamente subtraídos destes dois eternos apaixonados que aguardam as bênçãos de Aphrodítē...

Enquanto isso eles se amam... Da maneira mais completa que se possa imaginar: Em sonho... quando seus corpos adormecem e suas almas se entregam à aquilo que os transformam em almas gêmeas...

Tiâo...