Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Painel APL

Morre o gênio do riso, das letras, do bom humor... O melhor do pós modernismo brasileiro na literatura. Clique aqui para ler mais. Ele e sua genialidade deixam órfãos os amantes da boa leitura e do espírito crítico. A Academia Palmense de Letras - APL, perde o seu único patrono vivo. Ariano Suassuna, patrono da cadeira número um da entidade nos deixa hoje para abrilhantar no plano superior que com certeza ficará mais alegre quando de sua chegada lá cheio de prosa e boas histórias para contar.

Deu quando de sua passagem aqui na terra a mais honrosa contribuição para a literatura e a arte do riso, fosse em seus romances, fosse em suas peças teatrais, fosse em suas palestras e histórias contadas em documentários e rodas de amigos pessoais.

Não serei hipócrita para dizer que ficamos mais pobres no quesito letras. Não. Ele deixa um verdadeiro tesouso para ser lido e apreciado por muito de nós que a exemplo de mim mesmo só conheço sua obra atraves das adaptações para tv e teatro.  

Vai Ariano... Ariano vai... Cumpriste com a maior dignidade tua nobre missão aqui na terra. O plano superior o espera!!! Com festa, não tenho dúvidas... Serás bem recebido com certeza...

Tenho dito... E sempre!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Perdôe-me Pai, eu não sei o que estou escrevendo...

"-Está querendo ser a palmatória do mundo, profano fariseu!!! Só isso!" Dirá o mais intolerante dos estimados, idolatrados, e tantos outros ...ados leitores destas mal traçadas linhas... Explique-se melhor!

Pois bem: Tentá-lo-ei sem mais delongas se isso for possivel tão extenso é o assunto. Oração, fé e ações... Qual delas levas mais rápido eu diria de maneira expressa, ou melhor, "no stop" ao céu, à salvação ou seja lá aonde for o lugar que o amigo pretenda ir depois que for desta para melhor?

A oração!
Fora eu criado por minha santa vó postiça que desenhava o nome nos quinze de novembro d'outrora. Católica fervorosa, com mais virtudes que defeitos e rezadeira do rosário de Nossa Senhora diariamente. Eu tinha que acompanhar à revelia e de joelhos. Como se não bastasse, aos sábados ela cantava o ofício com passagens em latim o que elevava o tempo da oração em quase uma hora. Ufa!!! Aqueles cânticos repetidos mecanicamente além de me cansar corroíam meus dois neurônios. Um dia na hora do almoço eu provoquei. Não o almoço, mas o modo de pedir, e falei: 

"-Vó, quero água!!! -Vó, quero água!!! -Vó, quero água!!! -Vó, quero água!!! -Vó, quero água!!!"

Na quinta vez ela pacientemente me repreendeu: "-Basta pedir uma vez meu neto!!!"

Por respeito e naqueles tempos tínhamos que respeitar mesmo, me calei. Mas pensei com meus botões: "-Como pode? E reza cento e cinquenta Avé Maria e Santa Maria, quinze Pai Nosso." Se eu fosse Deus eu diria: -Reze uma vez apenas, pausadamente que eu prefiro assim." Mas não para por aí: Um dia indaguei de um grande amigo que estudara em colégio de frades o porquê das orações repetidas. Ele explicou que nos conventos a oração meditatória era para os de cultura elevada, enquanto aos ignorantes por não disporem de tempo para aprenderem a ler eram ensinados poucas rezas e exigidos que eles ficassem a repetir sempre... Era a maneira de mantê-los preso à "fé". Tá explicado então... Mas se passaram tanto tempo e mesmo tantos sabendo ler a coisa continua pior. Como se não bastasse a manutenção da oração mecânica, credos religiosos usando a mídia moderna estão apelando. Ouvi no rádio terço gravado com voz de trovão. Agora não se reza mais como antigamente. As orações de louvores à Santa Mãe de Jesus e nossa também fora substituída por frases pontuais. E é facim, facim... Basta um locutor ler a frase que o computador da emissora repete dez ou quantas vezes for preciso. Mas uma vez, minha fé que é apenas do tamanho de um grão de mostarda vai pras cucuias... E a manada segue o som das trombetas sem questionar...

A fé!
Outros credos falam que o homem não chegará a lugar algum, muito menos ao paraiso e à salvação se não for pela fé. Assim tá bom demais... Mercenários de todas as estirpes, políticos corruptos, ladroes e salafrários, criminoos que tiram a vida dos semelhantes e por aí vai se encantam com este pensar. É muito bom assim, senão vejamos: O sujeito passa a vida inteira praticando todos os tipos de desatino, contrariando a vontade de Deus e dos homens de bem e no finalzinho da vida pôe uma bíblia debaixo do braço, proclama aos quatro ventos que somente o Sr. Jesus é o caminho e a salvação, diz que a Ele entrega sua alma e ponto final. Vai diretim pro céu (da boca da onça é claro, na minha opinião)

Ações!
Ai o sujeito sem credo nenhum, nasce, cresce, estuda,  trabalha e raciocina. Questina injustiças, passa a vida a estender a mão aos seus irmãos caídos, divide sempre que pode o pouco de seu pão com o irmão de estomago vazio ou incapacitado de se prover, educa e esclarece sempre que pode o mais ignorante para que a luz do saber e do conhecimento rompa os obstáculos da sua ignorância e este se liberte das trevas da desinformação e morre.

Aí chegam os três na porta do céu mas só tem uma vaga e por que Deus é soberanamente bom, justo e misericordioso e tem que escolher um de seus filhos apenas diz:

"-Levante a mão aquele de vós que amou a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo!" (Marcos 12-28,31)

E agora? Entenderam ou vou ter que desenhar?



Tenho dito... E sempre!!!

 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

domingo, 13 de julho de 2014

Manipuladores do tempo...

Eis que me encontro no ano de  1898 reunido num grande salão na cidade de Nova York para juntamente com um grupo de cidadãos, discutirmos diretrizes futuras quando já se agravam os problemas de mobilidade urbana (puta merda!!! esta palavra que no futuro, políticos de uma nação do south  america vao usar de boca cheia para usurpar recursos públicos já era proferida naqueles tempos? Era não meu caro, estimado, idolatrado e tantos outros ...ados leitor destas mal traçadas linhas. Esta palavra não era usada naqueles remotos tempos, só usei aqui para encher linguiça como diz por aí o matuto que gosta de enrrolar a conversa)  na Primeira Conferência Internacional de Planejamento Urbano de Nova York.

Pois bem: A industrialização que crescera em progressão geométrica no século XIX, fizeram com que o poder aquisitivo do cidadão nova iorquino mudasse também as paisagens da cidade. Calcula-se que uma população variando entre cem ou duzentos mil cavalos transitem pelas ruas da cidade puxando charretes, e deixando para trás mil toneladas de esterco e muito fedor... Muito mesmo... Sem falar nas inúmeras doenças que surgiam a cada dia resultantes das péssimas condições de higiene sanitária advindas do problema em close.
  
Pois bem 2:
 "-Se não tomarmos medidas drásticas em menos de cinquenta anos o esterco de cavalo terá uma camada de três metros de altura...." grita entre eufórico e preocupado um cidadão que estuda os problemas ambientais e a qualidade de vida das pessoas.

-Minha empresa de rações propôe aos amigos, investimento em uma pesquisa que reduz o volume dos excrementos a cinquenta por cento e mantida a verdade dos cálculos do nobre colega que acaba de falar, não teremos uma camada com três metros de esterco, mas apenas um metro e meio, gritou empolgado um empreendedor capitalista.

-Melhor deixar como está! Falou o presidente da associação dos Crossing Sweepers, que alegou a oportunidade de emprego para os futuros imigrantes latinos em terras do Tio San...

Via e ouvia aquilo tudo com imensa preocupação, mas ainda não tinha me tornado um tagarela como hoje o sou e por isso permanecia calado. Só ouvia... Do meu lado o jovem Henry Ford com apenas vinte e cinco anos também em profundo silêncio que diante das heresias ouvidas e propostas alí, pronunciara em meu pé de ouvido a célebre frase: "Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele."

Por falarem demais poucos alí pensavam. Estavam todos mesmo eram preocupados em faturar com o grande problema da modernidade. Termiada a primeira rodada de discurssões nos retiramos do recinto (poluído pela fumaça dos charutos tragados por alguns dos conferencistas) para não mais voltar. De comum acordo acharmos aquilo meio entediante e sem muito efeito prático, como tem sido até os nossos dias. Quem aí não lembra da Eco-92?
Fomos de encontro às musas de nossas vidas  Clara Jane e Fulô Bryant que assistiam a um expetáculo para damas num teatro próximo.

Pois bem 3:  Sem nenhuma ligação com os acontecimentos e propostas da tal conferência em poucos anos o modelo ford de fabricação seria responsável pela retirada em massa dos cavalos não somente das ruas de New York, como também da grande maioria das cidades americanas... E novamente viva o progresso!!! Os automóveis iriam substituir as poluentes carruagens puxadas por cavalos cagões...

Pois bem 4: Mas... Mas... Eu disse: Maaaaaaaaaassssssss.... Dou um salto temporal na linha do tempo e eis que aterriso em 2014 no transito caótico e também poluído de uma grande capital como tantas outras Brasil a fora... Os tempos mudam e de lá para cá... O que seria solução, em cem anos passou novamente a ser problema...

Pois bem 5: Senão vejamos, dois pontos, abres aspas e vejam as fotos aí abaixo...


 Alça de acesso ao elevado da Avenida Alberto Craveiro sobre a BR 116
   Alça de acesso ao elevado da Avenida Alberto Craveiro sobre a BR 116

 Em algum lucar do bairro Montese


 Em algum lucar do bairro Montese


Pois bem 6:  "Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele."  (Henry Ford)

Pois bem 7: E por que não pensamos e simplesmente pomos em prática coisas "práticas", é que, sob elevados que seriam construídos para dar fluidez ao transito são colocados semáforos (veja viaduto na Av. Treze de Maio sobre Av. Aguanambu), anulando o efeito da construção, como também ante a entrada em rotatórias, (veja o exemplo da praça M Dias Branco nos entroncamentos da rodovia BR 116 com Av Eduardo Girão e a já citada Aguanambi)

Pois bem 8:  É a turma do sem jeito como diria o nobre colega e imortal da APL João Teles de Aguiar no blogue coreausiara.

Pois bem 9:  Quem será então o Ford do século XXI, que sem participar de conferencia nenhuma dará à humanidade uma nova e eficaz ferramenta de deslocamento de massas, com conforto e sem agressão ao já combalido ambiente em que vivemos? Quem?

Pois bem 10: Dá licença um instantinho que vou alí na minha máquinha de teletransporte... Preciso voltar ao jardim...

Tenho dito... E sempre!!!
 

sábado, 12 de julho de 2014

Manipuladores do Tempo...


...queria ser um... Para poder voltar a ver o número quarenta e seis apenas como uma imagem de um garoto correndo atrás do caminhão, querendo alcançá-lo e não agora como um cara que está a descer a ladeira na banguela e quase sem freio... 




Mas infelizmente isso não é tão fácil assim... Quarenta e seis agora é isso mesmo que todos já sabem... Não adianta esconder...



Mas e se o grande Chico Anísio (... clique aqui para aentender melhor...)  estivesse certo, ou pelo menos seu desejo tivesse sido motivo de pesquisa científica e já pudessemos manipular o tempo, ou quem sabe poder virá-lo pelo avesso, as coisas seriam mais ou menos assim:

A estas alturas da vida eu já teria saído da aposentadoria e entrado no mercado de trabalho... Estaria em ascenção de vigor físico para cuidar dos filhos crianças que me viriam... Andando no tempo para trás, mas de frente, com certeza cada vez mais cheio de gas, vitalidade e experiência iria dar pausa nos momentos gloriosos, aproveitar o clímax das trocas de energias eternizando os des'acertos para quem sabe talvez pular etapas de erros e atos impensados doutrora...

No rumo certo graças à bussola da vida em reverso constante rumo à inspiração divina, saltando os momentos de tropeços e imprevidência, adentraria à juventude com uma beleza stonteante (ah... espelho... espelho meu...) vivendo uma vida saudável, alegre e de esperanças... Não esperanças de um envelhecimento, mas esperanças de um rejuvenescimento... Como seria bom adentrar à esta fase da vida com a carga de conhecimento e práticas ganhos durante toda uma vida...

Descendo cada vez mais, sairia da faculdade, para o ensino de segudo grau, depois o primeiro grau até adentrar de cabeça erguida ao jardim da infância e num ato pueril roubar uma Fulô... Daí em diante era continuar para trás e correr pelos campos voltando à idade de criança... Com equilibrio dos mestres enfrentaria os problemas domésiticos de cabeça levantada e talvez até os ajudasse a superá-los... Novamente daria um salto na fita para acordar em plano superior...

Refazeria os planos para novamente voltar no tempo e quando nos moldes carnais faria tudo... mas tudo tudo... bem diferente... Para corrigir... Quem sabe... Este mundo tão desmantelado... Utopia? Sonhar não custa nada... 

Tenho dito... E sempre!!!