Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

domingo, 24 de agosto de 2014

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http://www.tribunadainternet.com.br/a-reforma-politica/#comment-178528

Palmatória do mundo... eu sou uma...

Pois bem: Quando os helênicos fundaram os princípios básicos da democracia, deveriam ter colocado como pré requisito para um povo viver em uma, que antes de mais nada, toda a população fosse provida de ética, escrúpulo e espírito de fraternidade na mais alta amplitude que se possa imaginar senão:

Não preenchendo os requisitos acima, ao meu ver, qualquer agrupamento de pessoas deveria mesmo era viver sob o julgo da mais cruel tirania. Pronto falei...

E vamos às razões para meu pensar "torto" mas convicto de ser um necessário pensar...

Analisando a propaganda e o apelo dos candidatos em especial aos cargos do legislativo nas escalas estaduais e federal ouvimos pérolas mais ou menos assim.

-Preciso do seu apoio!!! Ajude fulano para que ele ajude sicrano (talvez os parentes e apaniguados)

Ora, se o cara já chega dizendo que precisa de apoio, é por que ele anda mal das pernas. Como irá ajudar. Há um paradoxo nesta hipotética situação.

Se uma democracia é um regime de governo que emana do povo, o político não precisa de apoio para ser temporariamente o representante deste. Só precisa da outorga. E esta mesma outorga se dá através do voto que deve ser um ato de confiança deste mesmo povo para alguém ético, honesto e justo lho representar nas instâncias governamentais e legislativas., nas mais variadas escalas do sistema politico da nação. Nada mais que isso.

Aí temos cinco séculos de história escabrosa, de atos vís, protagonizados pelos representantes deste mesmo povo. Povo este que vive a reclamar de seus representantes, mas que não tem coragem de se olhar no espelho para ver que o ladrão, o corrupto, o antiético e o inescrupuloso que o representa é sua imagem no poder. Pede castigo para ele. Pede cadeia, açoite, pede tudo para o seu representante, que totalmente desprovido das qualidades para o bem representar faz somente o que faria o seu representado.

Fechando o looping do argumento vamos dar de cara bem no início de minhas mal traçadas linas. A necessidade de um governo da mais pura e ferrenha tirania: Cadeia, açoite, castigo, tudo. Mas tudo mesmo para o culpado maior de todo este estado de coisas: O povo. Isso mesmo. Aí depois de apanhar bastante, talvez aprenda a por em prática na vida todas as qualidades inexistentes em seus representantes que não mais serão os de agora cheio de vícios, mas sim, de virtudes. Aí sim. Estaremos prontos para vivermos uma democracia plena!!!

Tenho dito... E sempre!!!


O homem de bem

O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem. 

Deposita fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria. Sabe que sem a sua permissão nada acontece e se lhe submete à vontade em todas as coisas.

Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre seus interesses à justiça. Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. 

Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.

O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
 
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam. Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.” 

Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.

Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera. Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros. 

Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.

Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões. Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
 
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.

Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as Leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz. 


Retirado da obra, O evangelho segundo o espiritismo, de Alan Kardek.