Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

sábado, 11 de julho de 2015

Meu reino (por um cavalo?)








Tiziu

Conhecí-o há exatos trinta e um anos. Não falo do pássaro de penúgem negra pertencente à família Thraupidae, mas do nobre colega Benedito Vasconcelos, que ontem (09.07.2015) deixou o plano material para seguir sua jornada de crescimento no plano espiritual.

Foi dentre todos os que conheci na outrora ex-pobre Palma, o mais boa praça (para não citar um adjetivo com o qual ele mesmo para nós se definia naqueles longínquos tempo, e causar interpretações outras) que estas terras palemnses já pariu.

A alcunha, ou apelido, como queiram, não nos deixa muitas dúvidas de que seja decorrente da semelhança da cor da pele com a penugem do pássaro de mesmo nome.

Era início do ano de 1984, quando no Grupo Escolar Vilebaldo Aguiar, ingressávamos os dois na então sétima série do primeiro grau. Apesar da distância física da primeira fila onde eu sentava para o centro da sala onde o mesmo assistia aulas construímos uma amizade um tanto duradoura. 

Já naqueles tempos de juventude boêmia cruzamos algumas madrugadas juntamente com outros movidos à seiva baco tocando as serenatas da vida.

Paixão, ele como todos os jovens daquela idade tinha. E não era segredo...(segredo era o nome da distinta) Quis o destino que a musa de seus sonhos lho virasse as costas para arrastar as asas para o seu melhor amigo. -E que fique claro! -Apesar de amigos, eu de longe, era o seu melhor... A grandeza do mesmo, e isso é de uma grande lição, é que ele aceitou a desdita amorosa sem questionar, sem desfazer a amizade ou qualquer outra atitude menos nobre.

E juntos transcorremos, toda aquela turma de jovens sonhadores, nesta vida louca de adolescente, todo o final dos anos oitenta. Cada um com seu foco e rumo. A década seguinte nos bate à porte e cada um segue a sua trajetória de lutas, fracassos, exítos, desilusões, etc.

Daqueles tempos nunca consegui esquercer qualidades singulares no nobre colega Benedito Tiziu: O caráter, a integridade, a simplicidade, a tranquilidade, a honestidade dentre tantas outras virtudes.

"-Sempre na maior tranquilidade!", (este era o seu slogan naqueles tempos) o mesmo não tinha muita pressa. Se isso foi bom ou não, o momento não me permite fazer julgamento. 

Daquele grupo de jovens, o radar da vida não nos permite mais identificar nem acompanhar a rota de nenhum, salvo momentos em que como este que me levam à grafar estas mal traçadas linhas: A morte precoce, porém anunciada de um jovem que preferiu viver a "saudável' boemia em seu extremo. 

-As razões? Só ele as conhecia e mais uma vez reitero: "-Não nos cabe julgamento!"

-Ao jovem colega, outrora companheiro e boa praça Benedito Vasconcelos, que as luzes do Cristo e a nova vida na espiritualidade lhe sejam a guia de uma nova vida e reflexão.

-Esteja velho amigo, na companhia dos bons e iluminados anjos do Senhor!

Que assim seja!