Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Mansidão ou servidão, se for a segunda é voluntária.

Era final da primeira metade do Séc XVI quando com apenas dezoito anos o jovem francês Etienne de La Boétie escreveu um pequeno livro intitulado “Servidão voluntária”. 

Pois bem: Era,  depois da invenção da imprensa a primeira obra não castradora a exemplos de tantas outras em especial as de cunho religioso até então publicadas, mas uma obra de cunho ultra-libertário.

Nele, La Boétie sustentava a ideia de que são as pessoas que dão poder e sustentam os tiranos. Por isso mesmo, essas pessoas sustentáculos desses mercenários déspotas, são muito mais dignas de desprezo do que os ditadores.

E é com este sentimento que vivo ultimamente (não deveria, mas não consigo mudar assim tão drasticamente) em relação a tantos que não pertencendo à aristocracia, à plutocracia, nem à burguesia, e que se achando pertencerem, ou por voluntarismo mesmo foram às ruas bater num governo que mesmo com seus defeitos tinha um dos maiores ideais progressistas desde que Cabral aqui aportou. Enjoado!

E não parou por aí. La Boétie formou-se advogado pela Universidade de Toulouse para depois se tornar juiz altamente admirado pela integridade de sua personalidade. Com seu caráter ilibado, libertário e equânime arbitrou com justiça muitas contendas entre católicos e protestantes. Ficaria imortalizado pelos feitos de justiça.

O obra era tão inspiradora no quesito rebeldia que na fatídica noite de massacres que ficara grafada na história como ‘noite de São Bartolomeu” onde católicos fanáticos dizimaram milhares de vidas inocentes os protestantes usaram como instrumento de reação. Como eu não sei. Preciso ainda ler esta obra.

Montaigne, seu melhor amigo então com 31 anos viu La Boétie morrer com 33. 

Coincidência ou não a mesma idade de Jesus quando crucificado.

Graças à audácia de um editor francês mais de meio século depois “Servidão voluntária” saía da clandestinidade (pois até aquela época era lida às escondidas) e ía parar no prelo ganhando reconhecimento em larga escala.

O título é atraente. Esta obra vai para a fila de leitura deste ignorante escriba. Com o critério de prioridade.

Enquanto isso, caladinhos estão todos os que atiraram pedras no PT, no Lula, na Dilma e no governo democrático e progressistas, assistindo de camarote um golpe dado por uma quadrilha de gangsters sem escrúpulos e sem caráter que lhes tiram (e de mim também) os direitos mais básicos. É essa gente a mais digna de desprezo. Não existe outra.

Mas ainda há tempo. Bastar erguermos a cabeça e inspirado no poeta e ativista social inglês Percy Shelley, rise like lions after slumber.

Ou os leões vão esperar o estômago esvaziar para soltar o primeiro urro?

Tenho dito… E sempre!!!





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