Vejam a velocidade com que os governos levam nosso suado dinheirim...

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Rede social II

-Me entregua o mardita desta etiqueta!!! Sabemos que está com ela… Gritava e batia de maneira esterica na mesa Dr. Auzenhawer…

-Não sei do que o senhor está falando... Respondi... Sabe sim seu filho da p...

Mesmo ante ao medo extremo eu ia pedir respeito pela Dona Benó, mas adentra à sala Fritz, o senhor grisalho que me vigiara na ante sala e em tom imperativo fala: 

-Pare! Não está com ele. Revistamos todos os pertences e não encontramos. Ele deve ter extraviado a mesma.

-Mas pode ter engolido quando foi ao WC.

-Não! Os exames de imagem também não mostraram nada novo estômago. Podemos liberá-lo. Infelizmente perdemos o mardita etiqueta. Tudo culpa deeeeesssssteee...

-Levanta... Vai... Soooortudo...

Entre aliviado e ainda receoso eu pensei: "-Como são burros. Tiveram acesso a todos os meus pertences, carteira, sapatos, roupas e não descobriram que eu enfiei a tal etiqueta na barra da calça?  Já não se fazem alemães como antigamente..."
Saio de fininho e o medo me bate novamente nos cotovelos. E se tudo não passar de uma armadilha. Teriam achado a etiqueta, me liberariam e para não gerar suspeitas me atropelariam na rua antes que eu passasse as informações para familiares... Ai.. Que coisa! 
E segui... Ainda no recinto da clínica, fiz questão de sair normalmente sem me certificar se a etiqueta ainda estava na barra da calça. Sai... Caminhei novamente até a parada do coletivo. Me certifiquei se não tinha sido seguido. Início da tarde parada deserta. Só eu aguardava a condução e só eu subi. Já dentro do ônibus e seguro via todos passageiros, condutor e trocador como agentes. Que coisa novamente!
Tarde quente coletivo sacolejando e depois de uma hora entre transito fechado e sinais vermelhos chego à parada destino. Desço! Um giro de 360° em torno de mim mesmo para me certificar de que não havia mais inimigos por perto.
Não havia é certo, prova disso é que quatro meses depois estou aqui. Mas não parecia. 

Cada transeunte, cada carro para mim era uma ameaça.

-E a etiqueta? 

-Ah! A etiqueta? Aqui está ela.



O Dr. Antonio Xxxxxxxx Xxxxxx Neto, não tenho dúvidas era o alvo dos agentes Auzenhawer e Fritz.

Assim que tomei nas mãos a revista Planeta e mesmo antes de começar a folheá-la como por intuição senti uma vontade louca de arrancar a etiqueta de identificação do assinante como também o endereço, não por má intenção, mas justamente para proteger aquela alma ingênua que doara o exemplar para a sala de espera da clínica sem retirar o DNA de seu doador, ou seja: Nome completo, endereço ídem e cep. Qualquer um cheio de más intenções (e a dupla que me perseguira não tinha cara de bons moços) de posse daquele pedaço de papel chegaria fácil ao seu objetivo, Dr. Antonio.

E eu tinha sido o obstáculo. A razão pela qual Fritz e Auzenhawer, me perseguira e me torturaram psicologicamente por várias horas, sem sucesso e para sorte de Dr. Antonio. 
Moral da história, mesmo que cansativa e aparentemente sem sentido: Cuidado! Cuidado! Engenharia social... É preciso muito, mas muito cuidado mesmo com dados pessoais. O estrago que uma simples etiqueta de enereçamento postal pode nos causar quando nas mãos de pessoas inescrupulosas. Dr. Antonio poderia ter passado por maus bocados nas mãos daqueles dois. Fritz e Auzenhawer.

Tenho dito... E sempre!!!


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